Mato Grosso
Governo investe R$ 15,7 milhões em obras de saneamento no distrito Bom Jardim em Nobres
O Governo de Mato Grosso vai investir R$ 15,7 milhões em obras de saneamento para o distrito de Bom Jardim, em Nobres. O objetivo do investimento é garantir distribuição de água potável e tratamento de esgoto para atender tanto a população local, quanto os turistas que visitam a região.
A obra será executada por meio do convênio assinado entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) e a prefeitura de Nobres. No convênio também está prevista a construção de sistema de drenagem em diversas ruas de Bom Jardim. Tanto a rede de esgoto, quanto a de água potável, terão 14 quilômetros de extensão.
Para complementar a rede, o Estado tem o planejamento de instalar uma Estação de Tratamento de Esgoto no distrito, garantindo a coleta, tratamento e destinação correta do esgoto.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, lembra que o Estado tem feito vários investimentos na infraestrutura turística e que em Bom Jardim está sendo construída uma nova praça.
“Este governo investe em obras que vão melhorar a infraestrutura turística, mas que também vão trazer benefícios para os moradores locais. Investir em rede de água e de esgoto é investir na qualidade de vida da população”, afirma o secretário.
O distrito de Bom Jardim tem 1.857 habitantes, segundo dados do último censo demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A estimativa é que a região receba em torno de seis mil turistas por mês.
Para garantir água suficiente para o abastecimento da população e dos turistas, serão construídos dois poços artesianos no distrito, em parceria com a Metamat.
Segundo o prefeito de Nobres, Leocir Hanel, a obra também vai permitir que, no futuro, seja possível asfaltar as ruas do distrito. “Esse investimento para o distrito de Bom jardim é fundamental para o desenvolvimento da região. Muito grato em estar sendo contemplado com esses recursos e no futuro vamos poder avançar para o asfalto”, afirma.
Impactos no turismo
O secretário adjunto de Turismo, Felipe Wellaton, destaca que as obras de saneamento terão impacto positivo no turismo em Nobres, onde o distrito de Bom Jardim é o carro-chefe. A localidade é um dos principais destinos de ecoturismo de Mato Grosso.
“Bom Jardim não tem asfalto, nem a Vila Roda d’Água. É importante a vinda desse saneamento e o asfalto, posteriormente, porque traz infraestrutura. A cidade sendo boa para o morador, vai ser boa para o turista. Além disso, aumenta a percepção de investimento do setor privado, que é estimulado pelas obras do Governo do Estado”, disse Wellaton.
Além das obras de saneamento, o Estado está investindo na Praça de Bom Jardim e também realiza o levantamento junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a reabertura da Lagoa Azul. O objetivo do Governo é estruturar o distrito de Bom Jardim para gerar investimentos privados e atrair mais turistas.
“Não basta o local ser bonito, é preciso infraestrutura ao turista. O consumidor quer buscar atrativos turísticos com facilidade de acesso e com infraestrutura básica. Não é apenas o turista que está buscando off-road ou turismo de aventura, o turismo de aventura pode estar presente em cidades estruturadas e é isso que o Governo do Estado está buscando”.
Além da infraestrutura turística, o Governo tem ofertado crédito para o setor privado com taxa a menos de 1% ao mês para fomentar investimentos no setor. Por meio da Desenvolve MT, os empreendedores conseguem carência de até 12 meses.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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