Nacional

Cabral admite ter recebido R$ 5 milhões de caixa 2 do empresário “Rei Arthur”

Publicado

Sérgio Cabral foi interrogado nesta segunda-feira (13) pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal
Antônio Cruz/Arquivo/ Agência Brasil

Sérgio Cabral foi interrogado nesta segunda-feira (13) pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal

Em depoimento à Justiça Federal, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral
sustentou que todo o dinheiro que recebeu era recurso de caixa 2 e que nunca aceitou propina. Ele foi interrogado nesta segunda-feira (13) pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, no processo da Operação Unfair Play, um desdobramento da Lava Jato.

“Eu errei, ao obter recursos de maneira incorreta, ilegal, em nome das campanhas eleitorais que eu liderei, e que eu usei esses recursos. O que eu não fiz é pedir propina, agir como corrupto. Eu jamais solicitei a algum empresário, condicionando a algum benefício no meu governo”, disse Sérgio Cabral.

O ex-governador foi questionado sobre sua relação com o empresário Arthur Soares, conhecido como Rei Arthur, atualmente foragido, que detinha inúmeros contratos milionários com o estado, na área de prestação de serviços, como segurança, fornecimento de comida e limpeza. Cabral negou que uma conta, no banco EVG, conhecida pelo nome Matlock, fosse sua.

 “Não era. Não há nenhuma referência no processo de quaisquer gastos meus ou da minha família com origem nesta conta. Os irmãos [doleiros Renato e Marcelo] Chebar foram responsáveis pelo manuseio de dinheiro eleitoral. Eu não conhecia esta conta Matlock, não sabia deste banco e nem sabia onde ficava. O MPF não conseguiu encontrar um gasto meu ou da minha família dessa conta do EVG”, declarou Cabral.

Veja Mais:  STF abre licitação de R$ 1,1 milhão para comprar lagostas, vinhos e caipirinha

De acordo com o ex-governador, grande parte dos recursos recebidos das empresas foi utilizado em campanhas políticas de outros candidatos e até outros partidos. De Rei Arthur, teria recebido R$ 5 milhões. Perguntado por Bretas quem seriam esses candidatos e partidos, contudo, Cabral relatou seu sofrimento e preferiu não falar.

“Sem nenhum desejo de me vitimizar, as dores são muito grandes. As dores da cadeia, as dores de estar longe dos meus filhos, da minha mulher, o fato de estar proscrito como homem público. São penas muito duras. O fato de, na prática, recomeçar até materialmente a minha vida, com a minha família. Eu sei que isso me prejudica, mas me permito assumir as minhas responsabilidades”, disse Cabral.

 

Ex-secretário de Sérgio Cabral nega envolvimento

Operação Unfair Play, que tem Sérgio Cabral entre os alvos, investiga se houve compra de votos para garantir Olimpíadas
Valter Campanato Arquivo/Agência Brasil

Operação Unfair Play, que tem Sérgio Cabral entre os alvos, investiga se houve compra de votos para garantir Olimpíadas

O ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes contou que as licitações na área de saúde eram combinadas e que Rei Arthur conhecia antecipadamente os processos e sugeria a inclusão de cláusulas que acabariam favorecendo sua empresa na concorrência. Ele negou que uma reforma em sua casa tenha sido paga pelo empresário e disse que a atuação dele na máquina pública antecedia ao governo Cabral.

“Ele falava que tinha acordo direto com o governo anterior. O contato dele era com o ex-governador [Anthony] Garotinho. Que não era o governador [de Rosinha Garotinho, sua esposa, que o sucedeu]”, disse Côrtes.

Veja Mais:  Deputados discutem projeto que institui Mês da Conscientização da Doença de Parkinson; acompanhe

Os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho foram procurados para se pronunciarem e responderam em nota: “A ex-governadora Rosinha Garotinho afirma que a palavra de um bandido como Sérgio Côrtes vale tanto quanto uma nota de três reais.”

Outra interrogada foi Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia de Rei Arthur. Ela chegou a ser presa, em setembro de 2017, quando foi deflagrada a Operação Unfair Play
, mas em novembro conseguiu a liberdade, com algumas condições, como a proibição de se comunicar com Arthur.

Bretas perguntou várias vezes se ela não estava se comunicando com o empresário, que tem casa em Miami, nos Estados Unidos, e ela garantiu que não. Ela foi lembrada que se não estivesse falando a verdade, poderia voltar para a prisão.

A Operação Unfair Play, que tem Sérgio Cabral entre os alvos, investiga se houve compra de votos para garantir ao Brasil os Jogos Olímpicos de 2016. Rei Arthur, segundo as investigações, teria sido um dos que facilitaram o pagamento a eleitores, especialmente a um grupo de africanos, liderados pelo senegalês Lamine Diack, ex-presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo.

* Com informações da Agência Brasil

Comentários Facebook

Nacional

Comissão do Esporte receberá ministro da Cidadania e secretário da área

Publicado

Elaine Menke/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Combate aos maus tratos contra animais em competições esportivas. Dep. Delegado Pablo UNIÃO-AM
Delegado Pablo quer ouvir propostas da pasta para o esporte

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados recebe nesta terça-feira (5) o ministro da Cidadania, Ronaldo Vieira Bento, e o secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães.

O convite foi sugerido pelo presidente da comissão, deputado Delegado Pablo (União-AM), para que ministro e secretário realizem um balanço dos seus programas e apresentem as propostas da pasta para os deputados.

A reunião ocorre às 13 horas, no plenário 4, com transmissão interativa pelo e-Democracia.

Premiação
Às 15 horas, haverá a cerimônia de premiação da Comenda Incentivadores do Esporte. Serão agraciadas as seguintes empresas:

  • Vale S.A.
  • CSN – Companhia Siderúrgica Nacional
  • ArcelorMittal Brasil S.A.
  • Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração
  • Gerdau S/A

Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

Comentários Facebook
Veja Mais:  Tubarão mais rápido do mundo é encontrado em praia de São Paulo; veja
Continue lendo

Nacional

Comissão aprova selo de sustentabilidade para produtos da Amazônia com indicação de origem

Publicado

Elaine Menke/Câmara dos Deputados
Retomada Econômica e Geração de Emprego e Renda no Pós-Pandemia. Dep. Átila Lira PP-PI
Átila Lira: a indicação geográfica melhora a competitividade dos produtos

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria um certificado de sustentabilidade para produtos da biodiversidade da Amazônia protegidos por indicação geográfica – indicação de procedência (IP) ou a denominação de origem (DO). A solicitação do certificado de sustentabilidade pelo detentor da indicação geográfica será voluntária.

De acordo com o Projeto de Lei 143/21, o certificado será concedido e fiscalizado pelos órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama). Esses órgãos poderão, mediante convênio ou contrato, credenciar órgãos públicos e organizações privadas para concederem e fiscalizarem o certificado.

Certificação
Segundo a Lei de Propriedade Industrial, a indicação geográfica pode estar relacionada à indicação de procedência ou à denominação de origem e é obtida mediante registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Ambas certificações têm similares em vários países, sobretudo na Europa.

O selo IP certifica um produto de uma região que se tenha notabilizado como centro de produção de um determinado produto ou como prestadora de determinado serviço. Já o selo DO está relacionado a produto ou serviço cujas qualidades ou características dependem exclusiva ou essencialmente do meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos.

No INPI estão registradas quatro indicações de origem de produtos da Amazônia: a farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul; os peixes ornamentais do Rio Negro; o guaraná de Maués; e o cacau de Tomé-Açu.

Veja Mais:  Incêndio de grandes proporções evacua mais de 8 mil pessoas na Espanha

Relator
O relator da proposta, deputado Átila Lira (PP-PI), afirmou que as Indicações Geográficas (IG) têm sido responsáveis pelo desenvolvimento de muitos territórios europeus, que há vários anos investiram na proteção de produtos e serviços baseados em características histórico-culturais e naturais locais.

“A indicação geográfica projeta uma imagem associada à qualidade, reputação e identidade do produto ou serviço. Ela agrega valor, permitindo estabelecer um diferencial frente aos concorrentes, melhorando a competitividade e a comercialização nos mercados nacional e internacional; possibilita a organização produtiva, a promoção turística e cultural e o desenvolvimento econômico da região”, afirmou o parlamentar.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

Comentários Facebook
Continue lendo

Nacional

Comissão lança campanha para alertar sobre a situação de população submetida ao racionamento de água

Publicado

Alexandre Cruz Noronha/Amazônia Real
Meio Ambiente - Água - crise hídrica – seca – falta de água no Acre - açudes da comunidade Manoel Marques
Campanha pretende sensibilizar governo e sociedade sobre o racionamento de água

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados realiza audiência pública para lançar a campanha Sede Zero, que pretende sensibilizar autoridades, parlamentares e sociedade civil sobre o acesso à água das populações submetidas a racionamento ou rodízio do abastecimento.

O lançamento da campanha, seguido de debate, será às 14 horas, no auditório Nereu Ramos, e poderá ser acompanhado de forma virtual e interativa pelo e-Democracia.

Foram convidados para a audiência pública, entre outros, representantes da Federação Nacional do Urbanitários (FNU); do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas) e da Central de Movimentos Populares (CMP).

Veja a lista completa de convidados.

O deputado Joseildo Ramos (PT-BA), autor do requerimento para realização da audiência, disse que o acesso à água potável e o esgotamento sanitário são direitos humanos e precisam ser assegurados a todos, priorizando os que vivem em situação vulnerável.

“O lançamento da campanha Sede Zero, nesta Casa legislativa e na Comissão de Legislação Participativa, busca dar a exata dimensão que uma ação dessa magnitude representa”, disse.

Entre as medidas defendidas pela campanha Sede Zero está a implementação de tarifa social de água e esgoto como direito “automático” para famílias inscritas no Cadastro Único dos Programas Sociais e com membros recebendo o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Veja Mais:  Estudantes chineses criam bicicleta que anda sozinha

Da Redação – RS

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT – Campanha Fake News II

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana