Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Portal Agro

Câmaras temáticas do setor florestal participam de debates no Congresso da Iufro

Publicado

As Câmaras Setoriais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fizeram apresentações temáticas no Espaço Brasil durante 25º Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal 2019 (Iufro, da sigla em inglês). O  coordenador do Mapa Gustavo Santos e os representantes dos setores de borracha natural, de florestas plantadas, de erva mate e do óleo de palma discutiram a situação atual e as demandas de desenvolvimento sustentável para cada área.

As Câmaras Setoriais são formadas por representantes do governo federal e de instituições privadas, e buscam o desenvolvimento e o fomento de suas cadeias produtivas. Atualmente, existem 12 câmaras temáticas no Mapa.

Gustavo Santos apresentou as câmaras com interface no setor florestal, a forma como elas se organizam, seus objetivos e como são constituídas. Para Santos, o congresso da Iufro é oportuno para apresentar ao mundo o que o Brasil tem produzido, especialmente no setor florestal. “Trazer pessoas das cadeias produtivas complementa o olhar do governo federal na implementação de políticas públicas para o setor”, afirmou Santos.

Erva Mate

O representante do setor de erva mate, Leandro Gheno, considerou a relevância da participação das câmaras setoriais dentro de um evento do porte da Iufro 2019, para criar uma sinergia entre os setores e divulgar os aspectos positivos a serem mostrados e absorvidos no âmbito das pesquisas apresentadas no fórum. Em sua apresentação, Gheno destacou a importância da atividade para a região Sul do país, cujo produto tem um componente histórico e ao, mesmo tempo, importância socioeconômica.

Veja Mais:  Mapa e IICA apresentam estudo sobre potencial para florestas plantadas no DF e mais 32 municípios

“Existem mais de 500 mil pessoas envolvidas na cadeia produtiva da erva mate, desde o plantio até chegar ao consumidor final. Sensibilizar a todos em relação a isso é muito importante, os dados aproximados de produção da erva mate chegam a 220 milhões de quilos e aproximadamente um bilhão de reais, considerando as exportações e o mercado interno”, concluiu.

Florestas Plantadas

Já o representante do setor de florestas plantadas, Walter Rezende, ressaltou o papel dessas entidades na elaboração de projetos para que o governo possa executá-las. “Essa vinda aqui é importante porque temos a oportunidade de ouvir coisas diferentes, reivindicações diferentes e poder fazer o encaminhamento delas junto ao setor público”, completou. Destacou ainda a necessidade de reivindicar a implementação da produção de energia a partir da biomassa florestal, por ser estruturante, com a capacidade de gerar energia durante os 365 dias do ano.

Borracha Natural

Fernando do Val, da Câmara setorial da Borracha Natural, completou o debate defendendo o espaço como uma oportunidade para apresentar ao mundo a produção sustentável da borracha natural. Para do Val, “o Brasil tem que potencializar essa atividade para fazer ela crescer e diminuir a pressão que existe sobre a própria Ásia na produção mundial. É preciso tirar essa produção do estado crítico e transferi-la ao estado de viabilidade econômica, social e ambiental”. Além disso, concluiu que o país tem as ferramentas para atingir autossuficiência na produção da borracha, assim como para ser exportador do produto.

Veja Mais:  Brasil está de portas abertas para quem importa café, diz ministra

“A borracha natural brasileira representa em torno de 1,5% da produção mundial e o Brasil importa em torno de 60 e 70% do que consome e isso em números significa mais de um bilhão de reais que o Brasil perde de divisas importando essa borracha que podia ser produzida internamente”, finalizou.

Riqueza Florestal

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, contribuiu com o debate destacando a importância das câmaras setoriais do segmento florestal, como a das florestas plantadas, da erva mate, do dendê, do cacau e da borracha estarem presentes no Iufro para inserir na agenda do Congresso temas relevantes das florestas brasileiras, que através delas é possível buscar as soluções, sendo o governo o promotor do desenvolvimento dessas e de outras culturas. “O Serviço Florestal Brasileiro tem a missão de fazer o desenvolvimento e o controle das florestas, além de fazer o uso sustentável e fomentar a riqueza que vem da floresta do Brasil”, disse.

Colatto ainda destacou que essa edição do Congresso Mundial da Iufro pode mostrar o Brasil que o mundo ainda não conhece em sua totalidade e que se mostra surpreso com os avanços das políticas públicas desenvolvidas pelo Brasil no setor florestal. “O mundo está vendo as coisas positivas que o Brasil tem feito e temos de ter muito orgulho do que está sendo mostrado aqui”, finalizou.

*Com informações do Serviço Florestal Brasileiro (SFB)

Informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
[email protected]

Comentários Facebook

Portal Agro

“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

Publicado

Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

Comentários Facebook
Veja Mais:  Aprosoja cobra ampla discussão sobre impactos do uso de Dicamba
Continue lendo

Portal Agro

Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Publicado

China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
Comentários Facebook
Veja Mais:  Governo publica produtos da agricultura familiar com desconto em junho
Continue lendo

Portal Agro

Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

Publicado

Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

Veja Mais:  Comitê do Agronordeste é instalado em Alagoas

E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana