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Campanha nacional vai informar população sobre melhores formas de identificar os orgânicos em feiras e mercados

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Uma pesquisa do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis) mostra que apenas 8% dos consumidores identificam o selo de produto orgânico no momento das compras no Brasil. Segundo o levantamento, a maioria dos clientes entrevistados (37%) reconhece os produtos como orgânicos a partir de outras informações contidas na embalagem do produto.

Outros 27% dos consumidores que participaram da pesquisa identificam os orgânicos por outros meios no local de compra e 8% se informam por meio de amigos ou familiares. Os clientes foram ouvidos pela Organis em 2017.

Para mudar essa realidade, o Ministério da Agricultura realiza em maio a 15ª Edição da campanha “Produto Orgânico – Melhor para a Vida”. Um dos principais objetivos da mobilização é informar ao consumidor como reconhecer o produto orgânico nos diversos espaços de comercialização.

A campanha também busca promover o produto orgânico e a conscientizar os consumidores sobre os princípios agroecológicos da produção de alimentos de forma mais sustentável. O tema da campanha deste ano é: “Qualidade e saúde: do plantio ao prato”.

Entre os consumidores que identificam o selo orgânico, segundo a pesquisa, 95% relataram que a certificação teve influência na decisão de comprar o produto e 86% consideram que o selo é mais confiável que outras fontes de informação.

Segundo a pesquisa, a identificação do selo é mais comum entre os clientes de supermercados do que os que frequentam feiras, e mais frequente entre as mulheres e pessoas mais maduras.

“Você percebe na pesquisa que o reconhecimento do produto está muito ligado ao supermercado de confiança do consumidor. Mas, o selo brasileiro, que é o que traz a identidade real para o produto, está lá embaixo com 8% como reconhecimento do consumidor. Isso para nós é preocupante, porque de fato existem estabelecimentos que estão comercializando produtos orgânicos sem se preocuparem com a regularização do produto, porque também desconhecem as regras”, comentou Virgínia Lira, coordenadora de produção orgânica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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Segundo a coordenadora, o Ministério recebe várias denúncias sobre irregularidades nos pontos de venda que comercializam produtos com a menção de qualidade orgânica, mas que não estão regulares junto ao Ministério da Agricultura.

Ouça aqui o primeiro episódio do podcast Mapacast, sobre os orgânicos.

Como identificar se um produto é orgânico?

A professora Vera Siqueira sempre checa se o produto está certificado antes de comprar

A professora Vera Siqueira, que reside na área central de Brasília, é uma das consumidoras que já conhece o selo orgânico e sempre checa se o produto está certificado antes de comprar. Ela só dispensa a presença do selo quando compra em feiras conhecidas.

“Geralmente, eles têm o nome do produtor, tem tudo identificado. Se eu souber da procedência, eu compro. Tem um pessoal que fica aqui nos sábados e quartas, uma feirinha de produtores orgânicos. A maioria não tem o selo, mas eles estão aí há mais de dez anos, então, a gente confia”, comenta.

A advogada Márcia Maciel também procura saber a origem dos produtos que consome e sempre escolhe alimentos produzidos na região. “Minha preferência é por orgânicos por causa da confiabilidade do produto e até mesmo pra prestigiar os produtores locais”, disse.A advogada Márcia Maciel procura saber a origem dos produtos que consome e sempre escolhe alimentos produzidos na região

No Mercado Orgânico de Brasília, um dos principais pontos de vendas de produtos orgânicos da capital federal, a maioria dos clientes já está acostumada a reconhecer os alimentos certificados, mas muitos ainda precisam de orientações.

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“Tem cliente que já consome orgânico desde cedo, então, ele sabe identificar a diferença entre o orgânico e o convencional. Tem aquele consumidor que tem muito contato com a terra, então o orgânico faz parte da vida dele. E tem cliente que ainda está iniciando, tem as novas mães que querem dar uma alimentação mais saudável para os filhos ou aquela pessoa que adquiriu alguma doença na vida e tem necessidade de mudar a alimentação”, comentou Tatiana Veríssimo, gerente do Mercado Orgânico.

A diferença do alimento orgânico para o convencional vai além da ausência de resíduos agroquímicos. Para que o produto seja considerado orgânico, ele deve ser cultivado e processado de forma sustentável em todos as etapas da produção até o momento da comercialização. Vários aspectos ambientais, sociais e culturais são levados em conta para a definição dos orgânicos.

A legislação brasileira especifica que a produção agroecológica privilegia o uso saudável do solo, da água e do ar, e as práticas de manejo produtivo que preservem as condições de bem-estar dos animais.

Para serem comercializados como orgânicos, os alimentos, processados ou não, devem ter na parte da frente da embalagem o selo “Produto Orgânico Brasil”, do Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica (SisOrg). 

A presença do selo atesta que todas as etapas de produção do produto são agroecológicas, ou seja, o produto não foi cultivado com adubos, fertilizantes ou insumos químicos, artificiais, sintéticos, transgênicos, hormônios, antibióticos e não recebeu a aplicação de defensivos tóxicos, como herbicidas, fungicidas, nematicidas, entre outros critérios.

Os alimentos industrializados só recebem o selo de certificação se tiverem mais de 95% de ingredientes de origem na agricultura orgânica. O produto que tiver entre 70 a 95% de ingredientes orgânicos, pode ser identificado no rótulo como “produto com ingredientes orgânicos”. Neste caso, a embalagem também deve listar os ingredientes não-orgânicos. Os produtos que tem menos de 70% de ingredientes orgânicos, não são considerados orgânicos.

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Se o alimento estiver fora da embalagem, exposto de forma avulsa ou a granel em bancas e gôndolas, o mercado deve colocar uma sinalização com os dados do produtor ou unidade responsável pelo produto.

Caso o estabelecimento comercial não sinalize a diferença entre os orgânicos, ou permita a comercialização de produto que tem rótulo como orgânico, mas não tem o selo do SisOrg, ele poderá ser notificado por escrito. O produto será apreendido e o produtor responsável também poderá ser autuado e multado.

O Ministério da Agricultura alerta que a Nota Fiscal com a descrição do produto como orgânico não é plena garantia de procedência. O comprador deve exigir do produtor que os rótulos dos produtos venham com o selo federal do SisOrg.

Em restaurantes, lanchonetes e hotéis que tem produtos orgânicos no cardápio, o consumidor pode pedir ao estabelecimento a lista dos ingredientes e respectivos fornecedores.

Os hortifrútis expostos em bancas de feiras devem ser dispostos separadamente das hortaliças e frutas não orgânicas e o consumidor pode pedir cópia do certificado orgânico do produto ou uma declaração emitida pelo próprio produtor ou pela certificadora.

Em todos os casos, o comprador pode consultar o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, disponível no site do Mapa.  

Antônio Araújo/Mapa

Mais informações à Imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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