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Carne suína retoma competitividade frente ao frango
A reação da carne suína frente à de frango ganha força em outubro, após meses de desvantagem no mercado nacional. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), referência nas análises do agronegócio brasileiro.
Esta mudança ocorre por causa da valorização recente da carne de frango, depois de um período de baixa provocado pelo caso de gripe aviária em uma granja comercial do Rio Grande do Sul, em maio. Entre junho e setembro, a pressão sobre os preços do frango prejudicou a competitividade da carne suína, que perdeu espaço nas prateleiras e nas exportações.
A virada começou em meados de setembro, à medida que o Brasil retomou as exportações de frango para a União Europeia, suspensas desde maio pelo surto de gripe. Esse movimento elevou as cotações do frango, enquanto o preço do suíno foi sendo ajustado para baixo.
A produção de carne suína no país deve atingir 5,45 milhões de toneladas em 2025, enquanto a carne de frango chegará a 15,3 milhões de toneladas, segundo a Conab. Nas exportações, a carne suína já apresenta crescimento de 72% no acumulado do ano, impulsionada principalmente pela demanda do Chile e das Filipinas.
A pecuária de corte e a avicultura movimentam um dos principais complexos exportadores do Brasil, com impacto direto sobre o PIB do agronegócio, que avançou 6,5% no primeiro semestre de 2025.
Oscilações entre as principais proteínas afetam desde os criadores independentes até grandes frigoríficos, influenciando preços para o consumidor, exportações e geração de renda e empregos nas regiões produtoras. O desempenho competitivo da carne suína em outubro ilustra como o setor reage a choques sanitários, mudanças de preço e abertura de mercados, elementos que determinam o equilíbrio econômico da cadeia produtiva nacional.
Fonte: Pensar Agro
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Crédito travado expõe falhas em regra ambiental e causa insegurança jurídica
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Mais etanol e vendas antecipadas mudam ritmo do mercado
O avanço das vendas antecipadas pelas usinas e a mudança no destino da cana-de-açúcar estão redesenhando o mercado na safra 2026/27, com impacto direto sobre exportações e preços. A expectativa é de queda de cerca de 14,2% nos embarques brasileiros de açúcar, à medida que cresce o direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol.
Em março, o Brasil exportou 1,808 milhão de toneladas de açúcar, volume 1,42% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. A receita somou aproximadamente R$ 3,39 bilhões (US$ 657,57 milhões convertidos a R$ 5,15), recuo de 24,7% na comparação anual, refletindo preços internacionais mais baixos.
Apesar da retração no mês, o acumulado do primeiro trimestre ainda indica crescimento em volume. Entre janeiro e março, os embarques alcançaram 6,04 milhões de toneladas, alta de 5,78% sobre igual período de 2025. A receita, por outro lado, caiu 19,6%, evidenciando a pressão sobre os preços médios.
No campo, a principal mudança está no mix de produção. A moagem no Centro-Sul deve variar entre 625 milhões e 635 milhões de toneladas, com maior participação do etanol. A parcela da cana destinada ao açúcar tende a cair para 48,8%, abaixo dos 50,7% do ciclo anterior, em resposta direta aos preços mais elevados dos combustíveis.
Esse ajuste ocorre em um cenário de possível déficit global estimado em 2,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, o que, em tese, sustentaria as cotações internacionais. No entanto, o comportamento das usinas tem atuado como fator de contenção no curto prazo.
Levantamento da StoneX indica que as fixações de açúcar no Centro-Sul avançaram de 41,8% para 59,5% ao longo de março. A diferença em relação ao mesmo período do ciclo anterior, que já foi de 20 pontos percentuais, recuou para cerca de 10 pontos.
Na prática, esse movimento reduz a pressão de venda que vinha travando altas mais consistentes. Com menos volume disponível para negociação imediata, o mercado passa a operar em um ambiente mais equilibrado, com menor resistência a eventuais valorizações.
No cenário internacional, os preços do açúcar registraram ganhos moderados em março, influenciados por fatores financeiros e geopolíticos, como a redução de posições vendidas por fundos em meio a tensões no Oriente Médio.
Para o produtor, o foco permanece na gestão do mix entre açúcar e etanol, que segue diretamente ligado ao comportamento do petróleo. A combinação entre custos, preços internacionais e demanda por combustíveis deve definir o rumo das margens ao longo da safra.
Fonte: Pensar Agro
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Exportações de carne suína crescem 32% em março
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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), 




