Mato Grosso
Central de monitoramento amplia estrutura de trabalho
A Central de Monitoramento Eletrônico do Sistema Penitenciário ganhou um novo espaço, com ampliação de quase 100% da área. A central, localizada na sede da Secretaria de Segurança Pública, ganhou mais estações de trabalho, equipamentos, alojamento e copa.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Fausto Freitas, inaugurou o local nesta semana com a presença da equipe que atua na Central de Monitoramento e destacou a conquista pelo ambiente digno para que os servidores possam trabalhar com melhor qualidade.
Além do novo local, Fausto ressaltou a economia conseguida com o novo contrato de tornozeleiras, o que gera uma economia de aproximadamente R$ 1,6 milhão ao ano para o Estado. “O contrato anterior tinha um custo mensal por equipamento de R$ 210,45. Com o novo, para 6 mil equipamentos, conseguimos reduzir para R$ 165,60”, explicou o gestor.
Gerente da Central de Monitoramento, Leonardo Ferreira, informa que há o monitoramento em tempo integral a todos os custodiados que cumprem pena com o uso de tornozeleiras eletrônicas. “Atualmente, são 2.960 monitorados e pelo sistema é possível saber todos os lugares em que o preso passou e também o tempo que permaneceu em cada local. Com o novo espaço, temos uma estrutura melhor de trabalho, pois a central funciona 24 horas”.
O secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores, agradeceu o suporte da equipe sistêmica que conseguiu o resultado dentro do contrato com a empresa fornecedora do sistema de monitoramento em proporcionar um ambiente de mais qualidade aos servidores e, consequentemente, na prestação de serviços públicos.
Em Mato Grosso, são 2.961 pessoas que utilizam o equipamento, em 33 cidades (incluindo Cuiabá e Várzea Grande). Mais de 90% é do sexo masculino.
As Varas Criminais de Cuiabá e Várzea Grande concentram a maior demanda das tornozeleiras eletrônicas.
Participaram da inauguração diretores do Sindicato dos Servidores Penitenciários, João Batista Pereira e Jacira Silva; secretário adjunto de Inteligência da Sesp, Osny Arnon, servidores da central e da sede da Sejudh.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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