Mato Grosso
Cerca de 250 pesquisadores, agropecuaristas e estudantes participam de encontro sobre uso de pó de rocha
“Essa questão de mineração é um dos nossos principais focos e, por meio de um projeto como esse, com trabalho técnico testado e comprovado, de que podemos melhorar a sustentabilidade da mineração. Utilizar rejeitos para mineralizar o nosso solo e aumentar a produtividade significa que estamos juntando três grandes segmentos econômicos, agricultura, pecuária e mineração, para trabalhar em conjunto e demonstrar ao país e ao mundo que aqui é o lugar de produzir com sustentabilidade, competência e oportunidade”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.
“A implantação do uso de remineralizadores, as rochas em pó, se dá por sua eficiência, retorno econômico, sustentabilidade, sequestro de carbono e que tudo isso precisa ser discutido tecnicamente”, destacou o secretário-adjunto de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Paulo dos Santos Leite.
O presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração, Juliano Jorge, explica que os remineralizadores são alternativas para diminuir o custo para os produtores e agricultores.
“Mato Grosso possuí grande acidez no solo e deficiência de nutrientes para plantio, principalmente no cerrado, gerando um grande investimento em fertilizantes, o que impacta na margem de lucros dos produtores. O pó de rocha, como é conhecido o remineralizador vem ganhando destaque em vários estados como alternativa aos fertilizantes. Mato Grosso possuí um grande potencial geológico, mas ainda é necessário investimento em pesquisa de depósitos minerais com potencial de uso direto para remineralização, além da divulgação dos benefícios”, pontuou o presidente da Metamat.
O evento é realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), via Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), em parceria com a Central das Organizações do Estado de Mato Grosso (Cordemato).
O encontro faz parte das metas do projeto Mineração Sustentável, que busca soluções socioeconômicas e ambientais para o segmento artesanal de Mato Grosso, e é realizado desde 2021 pelo Governo do Estado de Mato Grosso. Ao todo, 12 palestrantes discutem o tema desde a fabricação até o uso e a implantação.
Fonte: Governo MT – MT
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Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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