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Choque e terror: histórias dos que estiveram nas mãos do “herói” de Bolsonaro

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IstoÉ

O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015), chamado de herói nacional pelo presidente Jair Bolsonaro, foi um torturador incansável, um estrategista da crueldade. Em 2008, ele foi o primeiro militar condenado pela Justiça brasileira pela prática de tortura durante a ditadura. Coordenando o DOI-Codi de São Paulo, órgão de repressão, entre setembro de 1970 e janeiro de 1974 (sob a presidência de Emilio Garrastazu Médici), aterrorizou, atacou, feriu e facilitou a morte de centenas de presos políticos. Pelo menos 50 pessoas morreram sob seu comando. Ustra foi um sujeito odioso que se regozijava com o sofrimento alheio. Nos tempos em que esteve à frente do DOI-Codi, controlou tudo com mão de ferro, supervisionou sessões de tortura e, quando necessário, assumia as agressões.

Normalização da barbárie

Uma de suas vítimas, o vereador Gilberto Natalini (PSOL-SP), lembra que Ustra chegou a levar a filha, ainda criança, para passear no DOI-Codi e brincar entre paus de arara e cadeiras do dragão — cadeira eletrificada em que se colocavam as vítimas molhadas para aplicar-lhes choques. A atitude sugere que, para ele, a violência contra seres humanos era algo banal e corriqueiro: o burocrata cumprindo ordens superiores. É a chamada normalização da barbárie, a banalidade do mal formulada pela filósofa Hannah Arendt .

A ISTOÉ conversou com três torturados sob as ordens de Ustra, um dos maiores vilões da nossa história. Ele jamais será preso porque morreu, mas se fosse vivo provavelmente responderia pelos seus crimes, como vai acontecer com o sargento reformado do Exército Antônio Waneir Pinheiro de Lima, o “Camarão”. Na semana passada, ele se tornou réu sob a acusação de sequestro qualificado e estupro de Etienne Romeu, em 1971, na “Casa da Morte”, em Petrópolis.

Gilberto natalini arrow-options
Paulo Pinto/ Fotos Públicas

O vereador Gilberto Natalini (PV-SP) foi torturado pelo coronel Ustra, considerado herói pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL)


“Fui preso em 1972. Na época, eu era estudante do terceiro ano de medicina na Escola Paulista e não pertencia a partido algum. O Ustra comandava o Doi-Codi e tinha a patente de major. Seu nome de guerra era doutor Tibiriçá. Nós tínhamos um grupo de 20 estudantes e nos organizamos para ser oposição ao regime militar. Nosso trabalho não tinha nada de guerrilha, era oposição política. Nunca usei uma arma contra ninguém.

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A atividade clandestina que fazíamos era nos organizar para receber pacientes doentes que estavam na luta armada. Mas tínhamos um colega de turma cuja irmã pertencia ao Movimento de Libertação Popular (Molipo) que nos dava o jornal da organização. Prenderam um estudante para quem eu tinha passado um exemplar desses e ele entregou meu nome à polícia. Resolveram me prender, me levaram ao Doi-Codi e começaram a me bater para saber que diabo de jornal era aquele. Queriam o nome de quem o entregava, que era a irmã do Paulo Horta. Apanhei durante 30 dias.

Eles me deram tantos choques nas orelhas que perdi a audição no ouvido esquerdo. Essa história de dizer que Ustra não torturava é mentira. Eu vi o Antonio Benetazzo (1941-1972) saindo morto de lá.

“Eles me deram tantos choques nas orelhas que perdi a audição do ouvido esquerdo

Ustra entrava na sala nas horas chave da tortura e, às vezes, ia até as celas. Era uma personalidade dupla: ao mesmo tempo que queria ser agradável, justificava a tortura. Batia pessoalmente. Era perverso, bestial, um monstro. Um domingo ele apareceu levando pela mão a filhinha de cinco anos, circulando entre paus de arara e cadeiras do dragão como se estivesse passeando no zoológico. Para nos torturar, não havia uma rotina fixa.

Às vezes nos pegavam no meio da madrugada, às vezes pela manhã. Davam muita pancada, telefone (tapas nos ouvidos) e choques. Tinha a cadeira do dragão e o pau de arara. Quando o cara era importante na organização eles batiam até matar. Achei que não sairia vivo de lá. Ninguém defende a tortura, a não ser um insano ou um ser que se afastou da raça humana. Tortura é um crime ignóbil, abjeto.”

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“Eu fazia ciências sociais na USP e atuava no movimento estudantil, que era um caminho de apoio para algumas organizações armadas. Formei-me em 1972 e, em março do ano seguinte, fui presa junto com meu companheiro, Adriano Diogo, que estudava geologia. Fomos presos por causa da nossa relação com a Ação Libertadora Nacional (ALN).

Fizemos algumas atividades de pichação contra a ditadura militar e acolhemos pessoas que estavam sendo perseguidas, como o Alexandre Vannucci Leme (1950-1973), que foi morto no Doi-codi um dia antes de sermos presos. Morávamos na Mooca e me detiveram em plena Avenida Paes de Barros. Levaram-me direto para o Doi-Codi. Fiquei numa cela onde estavam 18 mulheres do PC do B. As torturas começaram no dia seguinte. Queriam saber nomes de companheiros que participavam da luta armada. Ustra pessoalmente nunca me torturou, mas assistia às sessões e me interrogava. Sofria com choques elétricos em todas as partes do corpo e me batiam nos ouvidos. Sua frieza era impressionante. Interrompia a sessão e dizia que eu estava mentindo.

Além de violento, tinha foco e controle impressionante das emoções. Era bastante objetivo no que queria: acabar com os comunistas e com a esquerda. Não fiquei com sequelas físicas, mas psicológicas. A defesa do Ustra é abominável. Falar que é um herói nacional passa do deboche. Estamos em 2019 mas o Bolsonaro parece que vive em 1973.”

“Sua frieza era impressionante. Interrompia a sessão para dizer que eu estava mentindo”

“Era estudante e militava em Porto Alegre. Estava ficando muito conhecido na cidade e em 1969 decidi viver em São Paulo. Entrei na Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e um ano depois fui preso por causa de minha proximidade a Yoshitane Fujimori (1944-1970), comandante da organização. Cheguei no Doi-Codi, na rua Tutóia, às 5h30 da manhã.

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Imediatamente me mandaram sentar numa mesinha redonda e não perguntaram nem o meu nome. Colocaram um fio na orelha esquerda e outro na direita. Foi uma sessão de três ou quatro minutos de choque. Me perguntavam sempre a mesma coisa: onde é que está o Fujimori. Eles não se mostravam preocupados com a minha militância, com o que eu fazia na organização, nada disso interessou. Só queriam saber onde estava Fujimori. Do dia 20 de novembro até 5 de dezembro de 1970 fui torturado direto. Os horários eram os mais diversos e o Ustra participava de todas as sessões. Dava orientações e, quando achava que os torturadores estavam sendo moles, ajudava na palmatória e na máquina de choques.

Eu sofria tortura dobrada porque servi o Exército em 1967 e ele considerava uma traição o fato de eu ter entrado numa organização contra o regime. Quando não me espancava, me mandava para a cadeira do dragão para que eu voltasse a respeitar o Exército. Ele que decidia se batia mais ou se batia menos, se mandava o médico examinar. Ustra que decidia, junto com um médico, se o cara iria aguentar mais um pau. Nunca sorria. Era imutável, sério, causava medo. Eu não conseguia contar isso que estou contando para você hoje. Choque no ânus, no pênis, noite e dia, como é que você fala sobre isso? Tomei muito telefone, choque na orelha, mas a minha seqüela, na verdade, foi mental. Nunca mais dormi sossegado.

Depois que saí da cadeia comecei a beber. Fazem seis anos que parei. Tenho uma coleção de quase 1,5 mil poesias que escrevi sobre o Doi-Codi, a tortura e o perfil do torturador Ustra.”

“Quando achava que os torturadores eram moles, ajudava na palmatória e na máquina de choques”

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Comissão aprova proposta para consórcios municipais de inovação

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A Comissão de Ciência e Tecnologia e de Inovação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4076/25, do deputado José Medeiros (PL-MT), que autoriza municípios a celebrar convênios intermunicipais e contratar consórcios públicos para viabilizar projetos de tecnologia e inovação.

O texto altera a Lei de Inovação (Lei 10.973/04) para permitir que prefeituras se associem no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores. A medida busca facilitar o acesso de municípios, principalmente os de menor porte, a soluções tecnológicas.

A Lei de Inovação já permite que entes da Federação formem alianças estratégicas para o desenvolvimento de inovações. Essas parcerias podem contemplar redes e projetos internacionais de pesquisa tecnológica, ações de empreendedorismo e criação de ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Medeiros afirmou que municípios de menor porte têm dificuldades para desenvolver projetos de inovação pela falta de recursos, escala e expertise. Segundo ele, é comum a contratação separada de empresas de consultoria, apesar de as carências serem compartilhadas por várias prefeituras. “Devido a essa falta de integração, há uma dificuldade muito grande para que essas unidades federativas possam identificar, contratar, desenvolver e incorporar serviços e produtos inovadores”, disse.

Aliança estratégica
O texto foi aprovado com alteração do relator, deputado Lucas Ramos (PSB-PE), para reforçar que os convênios e consórcios servem para viabilizar alianças estratégicas e desenvolvimento de projetos cooperativos. “A redação proposta reforça a segurança jurídica e a clareza do comando normativo, sem alterar o mérito da iniciativa, mas aprimorando sua aderência ao ordenamento vigente e sua aplicabilidade prática”, afirmou.

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Para Ramos, a proposta dialoga diretamente com a necessidade de fortalecimento das capacidades institucionais locais, especialmente nos municípios de menor porte, por meio da atuação em rede e do compartilhamento de recursos, competências e infraestrutura.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada por Câmara e Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão pode votar regulamentação do trabalho por aplicativo; conheça a proposta

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A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a regulamentação dos serviços de transporte e entrega por aplicativo no país poderá votar, na próxima terça-feira (14), o parecer do relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), ao Projeto de Lei Complementar 152/25, do deputado Luiz Gastão (PSD-CE).

Em relação à primeira versão, de dezembro de 2025, o novo parecer publicado no último dia 7 de abril enfatiza ainda mais o caráter autônomo do trabalho e redefine a abrangência e o peso de certas obrigações. Segundo Coutinho, as mudanças refletem o resultado dos debates e o empenho por um consenso que permita a aprovação da matéria.

“O novo substitutivo materializa o esforço de buscar um texto politicamente viável que, ao mesmo tempo, mantenha conquistas importantes para os trabalhadores”, diz o relator no parecer.

A nova versão consolida o termo “trabalhador autônomo plataformizado”, reforçando que a relação intermediada pela plataforma não cria vínculo empregatício entre o trabalhador e a empresa ou o usuário.

O texto deixa claro o direito do trabalhador de gerenciar livremente seu tempo e de se cadastrar em múltiplas plataformas. Proíbe também metas de tempo mínimo de trabalho e punições para quem recusar serviços ou ficar offline.

Entre outras alterações, o substitutivo foca apenas no transporte de passageiros e em entregas de bens, eliminando a categoria genérica de “outros serviços” via plataformas; e exclui diversos dispositivos relacionados aos direitos dos usuários, remetendo, nesses casos, ao Código de Defesa do Consumidor.

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Pontos de apoio e infraestrutura para motoristas, que eram direitos garantidos na primeira versão do parecer, passam a ser “diretriz de política pública” na nova versão, que prevê instalação gradual e sem exigência imediata.

Fernando Frazão/Agência Brasil
Pontos de apoio e infraestrutura para motoristas passam a ser “diretriz de política pública”

A nova versão estrutura as regras nos seguintes eixos centrais:

Previdência Social

  • Trabalhador autônomo plataformizado: é segurado obrigatório na categoria de contribuinte individual. Paga 5% sobre o salário de contribuição, que corresponde a 25% de sua remuneração bruta mensal.
  • Plataformas: a regra geral é o recolhimento de 20% sobre a mesma base de cálculo (os 25% da remuneração bruta do trabalhador).
  • Modelo alternativo: as plataformas podem optar por contribuir com 5% sobre a receita bruta obtida no mercado brasileiro.

Ganhos, taxas e remuneração

  • Natureza dos ganhos: os ganhos do trabalhador são divididos em duas partes:
    • 25% são considerados renda (base para impostos e Previdência)
    • 75% servem para cobrir custos, como combustível e manutenção
  • Taxas de retenção: as plataformas podem cobrar uma taxa mensal fixa ou taxas por serviço. No caso de taxas por serviço, a média não pode ultrapassar 30% (ou 15% em modelos híbridos com taxa mensal). O cálculo deve ser feito de forma individualizada a cada sete dias.
  • Remuneração para entregas:
    • por serviço — piso de R$ 8,50 para trajetos de até 3 km (automóvel) ou até 4 km (moto, bicicleta ou a pé).
    • Por tempo trabalhado — valor não inferior ao proporcional a dois salários-mínimos por hora efetivamente trabalhada (contada do aceite à entrega).
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Gorjetas e promoções: as gorjetas devem ser repassadas integralmente e não integram a remuneração bruta. Descontos e promoções oferecidos pela plataforma aos usuários não podem ser descontados do trabalhador ou usados para abater o limite das taxas.

Benefícios adicionais

  • Benefícios fiscais: isenção de IPI e IOF na compra de carros e motocicletas nacionais para profissionais que comprovem ao menos 2.000 horas de serviço nos últimos 12 meses.
  • microempreendedor: motoristas enquadrados como trabalhadores autônomos plataformizados não podem ser microempreendedores individuais (MEI).

Foram excluídos da nova versão benefícios como a gratificação de 30% em dezembro, os adicionais para trabalho noturno, domingos e feriados, e a possibilidade de formação de reserva (poupança) custodiada pela plataforma.

Trabalho, segurança e transparência

  • Justiça: compete à Justiça do Trabalho julgar casos envolvendo os contratos dos trabalhadores autônomos plataformizados.
  • Seguro: obriga as plataformas a contratarem seguro de vida e integridade física com capital mínimo de R$ 120 mil.
  • Transparência: assegura aos motoristas direito de receber relatórios detalhados (por serviço e consolidados a cada 30 dias) com valores, taxas e retenções. Decisões automatizadas sensíveis (como bloqueios) devem ser passíveis de revisão humana.
  • Dever de Diligência: obriga as empresas a prevenirem cadastros falsos e garantirem a identidade real do trabalhador.

Regras para punições

  • Contratos: exige contrato escrito e claro definindo prazos, formas de remuneração, obrigações de conduta e critérios para distribuição de ofertas de serviços.
  • Bloqueios e suspensões: antes de suspender, bloquear ou punir trabalhadores, as plataformas devem prever sanções em contrato, notificar o trabalhador dos fatos, conceder prazo para defesa e decidir apenas após avaliá-la — proibindo cláusulas genéricas e vagas.
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Por fim, foram removidos na nova versão o limite de jornada de 12 horas, o tempo mínimo de 15 segundos para aceite, o botão de pânico obrigatório no aplicativo e o direito de mulheres atenderem apenas mulheres.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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Nutricionistas pedem jornada de 30 horas e piso salarial em audiência na Câmara

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Em debate realizado na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados na terça-feira (7), representantes dos nutricionistas defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6819/10, que prevê jornada de 30 horas semanais e piso salarial nacional para a categoria.

A audiência pública foi solicitada pela deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) e reuniu representantes do governo, conselhos profissionais e sindicatos para discutir as condições de trabalho dos nutricionistas. Os participantes relataram condições precárias de trabalho e defenderam mudanças na legislação para valorizar a categoria.

A diretora da Federação Nacional dos Nutricionistas, Ana Paula Mendonça, afirmou que o projeto aguarda votação no plenário após receber apoio para tramitação mais rápida.

“Um nutricionista valorizado é um profissional mais presente, motivado e capaz de oferecer à população um cuidado mais qualificado”, disse.

A deputada Sâmia Bomfim afirmou que valorizar esses profissionais pode reduzir gastos públicos ao prevenir doenças no Sistema Único de Saúde (SUS).

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Condições de trabalho dos Nutricionistas. Presidente - Sindi-Nutri | SP, Maria Da Consolação Machado Furegatti
Maria da Consolação Machado denunciou condições precárias de trabalho

Precarização e pejotização no setor
A presidente do Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo, Maria da Consolação Machado, relatou condições precárias de trabalho.

Segundo ela, há casos de desvio de função, com profissionais que chegam a realizar tarefas de limpeza. Também há registros com cargos genéricos para evitar o pagamento do piso da categoria.

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Outro problema apontado foi a contratação como pessoa jurídica (pejotização) e a informalidade.

Representante do Ministério da Saúde, Lívia Angeli Silva informou que mais de 50% dos vínculos de nutricionistas no setor de saúde são informais.

Segurança alimentar
As participantes afirmaram que a nutrição é essencial para a segurança alimentar.

A conselheira do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região, Jozelma Rodrigues dos Santos, destacou a atuação desses profissionais em áreas como alimentação escolar e atendimento em unidades de terapia intensiva.

A presidente do Conselho Federal de Nutrição, Manuela Dolinsky, apresentou dados sobre a categoria:

  • entre 93% e 95% dos profissionais são mulheres;
  • o Brasil tem cerca de 270 mil nutricionistas e 21 mil técnicos;
  • no SUS, atuam mais de 35 mil nutricionistas, número considerado insuficiente.

Apoio do governo
O representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Miqueias Freitas Maia, disse que o ministério não se opõe à limitação da jornada e ao piso salarial.

Ele informou que a revisão da norma sobre insalubridade está prevista para 2027 e que o governo acompanha riscos psicossociais e casos de assédio no trabalho.

Ao final da audiência, a deputada Erika Kokay (PT-DF) sugeriu a criação de uma frente parlamentar em defesa dos nutricionistas.

A proposta é dar caráter suprapartidário ao tema e acelerar a análise de projetos, como o que permite a solicitação de exames laboratoriais por nutricionistas em planos de saúde.

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Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

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