Mato Grosso
Ciopaer celebra 13 anos com projeto de atender UTI aérea no Estado
Com um helicóptero e um avião, há 13 anos foi implantando o Grupamento Aéreo de Mato Grosso (Graer). A equipe de 18 policiais começou a fazer a diferença no policiamento e apoio às operações, aumentando a importância desta unidade ligada a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Atualmente o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) tem duas bases – Várzea Grande e Sorriso – possui seis aviões, três helicópteros, mais de 90 policiais militares, civis e bombeiros, voando uma média de 1.600 horas/ano.
Para celebrar os 13 anos da unidade, o Ciopaer entregou 43 medalhas Aviação da Segurança Pública – Mérito Águia Uno, a maior honraria da unidade para personalidades que prestaram bons serviços em prol da aviação da segurança pública. A solenidade foi realizada na noite de sexta-feira (18.07), no salão Clóves Vettorato, no Palácio Paiaguás.
O governador Mauro Mendes foi um dos agraciados com a medalha e anunciou que o Cioaper vai incorporar na frota uma UTI aérea, o que deve reduzir os gastos da saúde com este serviço.
“Nós já estamos buscando conversas com nossos parceiros para que tenha uma segunda unidade de UTI área. Nós tomamos essa decisão no início da gestão ao analisar os números do ano passado que eram assustadores. A Secretaria Estadual de Saúde gastou R$ 14 milhões só de UTI aérea. Nos primeiros meses do ano era R$ 1,4 milhão, R$ 1,5 milhão com UTI aérea, um número bastante expressivo e, por isso, buscamos criar junto ao Ciopaer este novo serviço que ainda será incorporado, e vamos voar com o custo pela metade”, destacou o governador. A medida ainda não tem data prevista para funcionar.
O Ministério Público será um dos parceiros para a implantação do serviço. Por meio de recursos de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o órgão vai destinar R$ 800 mil para a reforma e transformar um avião em UTI aérea. “Isso será muito importante, pois deve gerar uma economia ao estado, que tem um custo milionário mensal com o serviço”, disse o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira.

Parcerias em operações
Além de atender as demandas das forças de segurança estaduais, o Cioaper tem sido parceiro da Polícia Federal, Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira (FAB) dando apoio em operações de combate ao tráfico internacional de drogas.
“O Cioaper teve uma grande evolução e tem uma grande importância no patrulhamento do estado, salvamento de vidas, operações policiais e na área social também. Só esse ano foram mais de 500 operações ajudando a população do estado de Mato Grosso. Para mim, é digno de elogios”, destacou o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante.
O comandante da unidade, tenente-coronel PM Juliano Chiroli, destaca que a gestão criativa e a busca de parcerias com órgãos federais ajudaram no fortalecimento da unidade. “Além do operacional, fazemos gestão para incorporar ao Ciopaer essas aeronaves utilizadas no tráfico de drogas. Fazemos petições junto a Justiça Federal e todo trabalho de convencimento junto à Justiça para conseguir incorporar esses aviões na nossa frota”.
Um dos homenageados, o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, destacou que a implantação de uma unidade de aviação própria da Segurança Pública traz mais economia ao estado. “Mato Grosso é um estado continental, maior que muitos países europeus e ter a nossa aviação não é um luxo, mas uma necessidade. Estamos fazendo um convênio para que se no caso de uma emergência, o procurador-geral ou qualquer outro procurador que precisa ir para o interior onde não tenha aviação, ou não consiga em tempo hábil chegar por via terrestre, possa usar os aviões do Ciopaer”, destacou.
A presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargadora Eliney Veloso, disse que a corte é sensível ao trabalho realizado pelo Ciopaer e fez recentemente a doação de um caminhão tanque para que a unidade aérea tenha mais autonomia de voo.
“O Cioaper é uma unidade da Segurança Pública extremamente operante e esta solenidade representa a demonstração de carinho com as pessoas que contribuíram para o fortalecimento do trabalho. E uma unidade de combate ao crime é fortalecida, isso representa mais segurança para a população”.
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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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