Política MT
Claudinei destaca atuação de índios brigadistas em incêndio na aldeia Tadarimana
O deputado destinou emenda parlamentar para aquisição de equipamentos de proteção individual aos indígenas brigadistas

Foto: Assessoria
O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) considerou relevante a atuação de indígenas brigadistas, no último sábado (31), em combate a incêndios florestais ocorridos na aldeia Tadarimana, em Rondonópolis. Tanto que destacou a ação que permitiu que os índios Bororo mantivessem o controle das queimadas até à chegada da corporação do 2° Comando Regional do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) do município.
Com o projeto idealizado e executado pela instituição, por meio de curso de capacitação para formação de brigada, com duração de 40 horas aos indígenas, foi possível o êxito no combate ao fogo e, consequentemente, evitou maiores danos ambientais. “Com essa iniciativa do Corpo de Bombeiros Militar de Rondonópolis, foi possível apagar rápido esse incêndio para que não ocorresse em maiores proporções com o apoio dos índios brigadistas. É um projeto que pode ser aplicado em outros municípios. Os índios passam a ser importantes facilitadores no combate a incêndios florestais”, frisa Claudinei.
Reuniões
O parlamentar diz que já participou de três reuniões com os integrantes do Comitê de Gestão do Fogo para debater as necessidades e as ações preventivas de combate as queimadas na reserva indígena. “A primeira (reunião), nos foi apresentado esse projeto piloto que prevê a capacitação e contratação de indígenas para atuarem como brigadistas, no período de queimadas. Envolvem várias parcerias, como a Defesa Civil, a Gestão de Controle a Incêndios, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, entre outros. Eu entrei nessa parceria com uma emenda para adquirir os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os índios atenderem ocorrências na aldeia”, explica.
A emenda parlamentar proposta por Claudinei é no valor de R$ 132 mil que beneficiará a instituição com a aquisição de equipamentos de prevenção, proteção, segurança, socorro e sobrevivência para realizar o apoio às atividades de combate a incêndios pelos indígenas. “Essa emenda é desse ano, agora é só aguardarmos o governo de Mato Grosso fazer a devida liberação e, assim, contribuirmos com esse trabalho, principalmente, nesse período de seca que ocorrem as queimadas. Infelizmente, ano passado, essa região foi bastante impactada”, comenta.
Prefeitura
O projeto do CBMMT chegou a ser encaminhado para a Prefeitura de Rondonópolis avaliar a possibilidade de firmar parceria, principalmente para a remuneração dos índios brigadistas, com atuação no período de julho a setembro de 2021, na fase de prevenção e prestação de atendimento na fase inicial dos incêndios florestais até a chegada da guarnição, cujo deslocamento chega a ser de aproximadamente 50 minutos até à aldeia.
“Infelizmente, o prefeito não quis participar dessa parceria e integração, não ia trazer tanto encargo financeiro para o município, pagando um salário mínimo aos índios por mês que compõe a equipe, mas infelizmente não quis. Mas não podemos desistir e continuaremos buscando alternativas. Parabenizo o Corpo de Bombeiros Militar e os índios brigadistas, mesmo não tendo esse aporte financeiro até o momento, estão empenhados e motivados para continuar os trabalhos”, salienta Claudinei.
Expectativas – Os resultados esperados com a implantação do projeto pela instituição envolvem a diminuição expressiva do número de focos de queimadas na reserva indígena, redução das emissões de poluentes para manter a qualidade do ar, a saúde dos índios sob controle e a preservação do meio ambiente.
Localização – A reserva indígena Tadarimana fica a uma distância de 40 km de Rondonópolis, sendo que possui cerca de 800 indígenas divididos em seis aldeias, com área de aproximadamente 10 mil hectares.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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