Mato Grosso
“Com a parceria do Governo de MT grandes obras estão acontecendo em Canabrava do Norte”, afirma prefeito

O Governo de Mato Grosso anunciou, na manhã desta terça-feira (27.1), R$ 39,2 milhões em investimentos para Canabrava do Norte. Nos últimos sete anos, o município já recebeu R$ 239 milhões em ações para a melhoria da vida da população local.
“Canabrava do Norte vive um momento feliz atualmente, porque recebeu investimentos do governo para melhorar a vida das pessoas, dando mais confiança para quem vive aqui. Graças a essa oportunidade de parceria, grandes obras estão acontecendo”, afirmou o prefeito Professor Neuilson da Silva.
Uma das principais demandas de Canabrava do Norte era a construção de um hospital do tipo pronto atendimento para casos de urgência e emergência. Os moradores do município precisam se deslocar a municípios vizinhos para este tipo de serviço médico. Nesta terça-feira, o governador Mauro Mendes anunciou R$ 4 milhões para a prefeitura executar a obra de construção da unidade hospitalar.
“Aqui, no Araguaia, as pessoas davam a fama de ‘Vale dos Esquecidos’ à região. Mas, na verdade, do Araguaia ao Oeste, eram todos esquecidos por um governo que não funcionava direito, cobrava muito imposto e não devolvia isso para melhorar a vida das pessoas nas cidades. Graças a Deus, tudo isso ficou para trás, porque acreditamos que é possível fazer uma gestão pública diferente. Hoje, você vê um novo Araguaia”, afirmou o governador Mauro Mendes.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, destacou que a região do Araguaia vive um novo ciclo de crescimento com os investimentos do governo.
“Mato Grosso estava indo por um caminho muito ruim. Mas, a partir de 2019, trouxemos um novo jeito de governar e, com coragem, fizemos enfrentamentos para poder consertar o Estado. E essa região, que antes estava abandonada, passou a ser o vale da prosperidade com a chegada dos investimentos do governo, que trouxeram junto novas empresas, emprego e novas oportunidades. Esse ciclo de crescimento está só começando”, destacou.
Para Canabrava do Norte, o governador também autorizou a concessão de subsídio para 100 famílias darem entrada na casa própria pelo programa SER Família Habitação, que dá até R$ 35 mil em recursos estaduais. O investimento estadual é de R$ 3,5 milhões.
Também foi autorizada a recuperação de 22,92 km de asfalto da MT-412 no valor de R$ 31,4 milhões, além do repasse de uma retroescavadeira para a agricultura familiar, com investimento estadual de R$ 303 mil.
“Acreditamos nesse governo desde o início e, depois de tanto trabalhar junto, estamos realizando entregas importantes a todos os municípios desta região, integrando realmente o Araguaia ao Estado de Mato Grosso”, afirmou o deputado estadual Dilmar Dal Bosco.
Dispositivo
Também estavam presentes na solenidade em Canabrava do Norte o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, e os deputados estaduais Dr. Eugênio e Nininho; o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, além de prefeitos e autoridades locais do Araguaia mato-grossense.
Expedição pelo Araguaia
O governador Mauro Mendes cumpre agenda no Araguaia e vai visitar, até esta quinta-feira (29.1), todos os 34 municípios da região para realizar anúncios de novos investimentos, vistorias de obras, inaugurações e entregas de equipamentos.
Entre quinta-feira (22.1) e sexta-feira (23.1) da última semana, a comitiva do Governo do Estado cumpriu agenda em dez municípios da parte sul do Araguaia e anunciou mais de R$ 300 milhões em investimentos em diversas áreas, como obras de asfalto novo em rodovias, construção de escolas e repasses para viabilizar que as famílias comprem a casa própria.
Na manhã desta terça-feira (27.1), a agenda foi retomada em Porto Alegre do Norte, onde também foram anunciados R$ 6,4 milhões em investimentos. Após Canabrava do Norte, a agenda continua pela tarde pelos municípios de Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu, com anúncios de mais investimentos.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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