Política MT
Comissão da AL propõe emendas para segurança pública na LOA
As emendas serão para o aumento de efetivo para atender as forças de segurança e a construção de novos prédios para a Politec

Deputados da Comissão de Segurança apresentam quatro emendas para LOA- Foto: Assessoria
Os deputados estaduais da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveram a 5ª reunião ordinária remota, ocorrida nesta terça-feira (01), com a apresentação de emendas a serem inseridas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021 ao secretário de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), Alexandre Bustamante.
As propostas dos parlamentares preveem a nomeação de aprovados em concursos dos Sistemas Socioeducativo e Penitenciário, lançamento de editais para concursos públicos da Polícia Judiciária Civil (PJC) e Polícia Militar (PM) de Mato Grosso, como, também, construções e reformas de unidades da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) existentes em Mato Grosso.
De acordo com deputado estadual e presidente da Comissão de Segurança, Delegado Claudinei (PSL), após as visitas em 12 polos regionais da Região Integrada de Segurança Pública (Risp) de Mato Grosso para identificar as principais necessidades das forças de segurança, fez com que os parlamentares que integram a Comissão propusessem as quatros emendas.
Emendas
Com a aprovação, os valores propostos para atender as emendas deverão ser retirados dos recursos financeiros previstos que fazem parte do Programa 507 – Articulação e interlocução das ações institucionais, comunicação institucional e propaganda da LOA. “Estes valores que estão previstos na LOA da comunicação e propaganda do governo estadual, serão para poder reforçar a segurança pública em alguns setores específicos”, salienta o presidente da Comissão.
Ele explica que a emenda de R$ 3 milhões será para investir na construção e reforma dos prédios da Politec. “Alguns polos regionais não tem um prédio separado do IML (Instituto Médico Legal). O que acontece é um absurdo, os cadáveres em estado de putrefação, quando não tem como analisar dentro dos prédios, são feitos em campo aberto, em terrenos vizinhos e até a população consegue sentir o mal cheiro a uma distância de 500 m a 1 km. É uma situação terrível”, lamenta Claudinei.
Já os valores de R$ 7,5 milhões e R$ 19 milhões serão respectivamente para que o estado de Mato Grosso promova a nomeação de aprovados dos concursos públicos dos Sistemas Socioeducativo e Penitenciário.
Nomeação
O secretário Bustamante justificou que há um limite de gastos e enquanto não chegarem em um patamar de prudência, não tem como fazer novas contratações. “As contratações que estão sendo feitas, na sua maioria, são por determinações judiciais. Os aprovados dos concursos, enquanto há vigência destes concursos, há esperança, mas muito pequena e sou muito sincero com isso. Sou concursado, eu sei da expectativa do emprego público. Eu acho que a possiblidade de chamamento é muito baixo”, esclarece.
Alexandre enfatiza que a falta de nomeação, não quer dizer que a segurança pública não necessite de reforço efetivo. “Não é uma questão de precisar e querer. É questão de entendimento legal da situação. Só que não há capacidade jurídica para chamar, hoje uma legislação tanto estadual e federal, impede do executivo fazer contratações enquanto não tiver dentro de um percentual da arrecadação do estado, este é o principal problema”, explica o secretário.
Ele exemplifica que houveram a redução de cerca de mil policiais militares nos últimos três anos, em que demonstra que a sociedade e demandas crescem, mas o efetivo policial diminui. “Se dependesse de mim e tivesse orçamento, faríamos concursos da área da segurança e chamaria o pessoal dos sistemas socioeducativo e penitenciário, mas a responsabilidade me impede de fazer isso, e a legislação também. É questão de legalidade da situação”, conclui Bustamante.
Edital
Claudinei propõe junto com a Comissão de Segurança, o valor de R$ 6 milhões para a recomposição do quadro de pessoal para a PJC e PM, como, também, para atender o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) e Politec. “Pelo menos abrir o edital dos concursos e já realizar no início de 2021, mesmo que não proceda as nomeações de imediato. Estão faltando escrivães e investigadores, vai acabar fechando mais delegacias. A delegacia geral já está fazendo estudo para fechar mais delegacias por falta de nomeações. A Polícia Militar parece que desde 2016 não tem concurso”, diz o parlamentar.
“Agradecemos ao Bustamante que atendeu o nosso convite para essa reunião. Vamos estar trabalhando para aprovação destas emendas e articulando junto ao governo estadual. A preocupação nossa é grande e precisamos fortalecer o efetivo policial. A gente vem acompanhando o trabalho de inteligência, tecnologia e informação do secretário, mas a gente não pode deixar de ter essa mão de obra especializada na área da segurança pública. Precisamos de policiais nas ruas, com trabalhos de prevenção e ostensivo por que senão essas organizações criminosas vão se fortalecer cada vez mais”, preocupa Claudinei.
Marcaram presença na reunião, o vice-presidente Sílvio Fávero (PSL), membros titulares Elizeu Nascimento (DC) e Ulysses Moraes (PSL) da Comissão de Segurança. Também, participaram os deputados Dr. João (MDB) e o Dr. Gimenez (PV).
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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