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Política MT

Comissão de Agricultura aprova projetos de lei e processos de regularização fundiária

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Foto: Ronaldo Mazza

A Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e Regularização Fundiária discutiu projetos de lei e processos de regularização de ocupação fundiária em reunião nessa quarta-feira (3).

Os parlamentares deram parecer favorável a oito processos de regularização enviados pelo Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), referentes a propriedades em municípios como Chapada dos Guimarães, Peixoto de Azevedo, Cuiabá e Paranatinga. Outros seis processos foram alvo de pedidos de vista.

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) defendeu cautela na análise desses processos e destacou que, em reunião anterior, havia pedido vista de alguns por suspeitar que algumas das áreas que se pretende regularizar estão sobrepostas a assentamentos. “Minha equipe descobriu que há sobreposição completa em três assentamentos dos três processos e em um deles [processos], parcial. Nós encaminhamos expediente ao Incra, a resposta oficial ainda não chegou, mas extraoficialmente me afirmaram que procede”, revelou o parlamentar.

Barranco disse ainda que caso esses processos fossem aprovados, haveria problemas, pois as famílias dos assentamentos poderiam ser expulsas por ordem judicial e também porque as terras pertencem à União.

Os parlamentares ainda deram parecer favorável para cinco projetos de lei, como os PL nº 51/2019 e 69/2019.

Situação de assentados – Também acompanharam o encontro lideranças do assentamento Nova Conquista, em União do Sul, e do assentamento Rio Verde, em Campo Novo do Parecis. Eles denunciaram aos deputados o uso de força e relatam que sofreram ameaças para deixar as terras que ocupavam. Os assentados continuam na gleba Macaco, em União do Sul.

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Já cerca de 100 famílias do assentamento Rio Verde foram expulsas do território que ocupavam por conta de uma ordem judicial. “Estamos precisando de ajuda da Casa, para verem nosso lado”, pediu o líder do assentamento Rio Verde, Jonas Vinicios Lima. Ele contou que a reintegração foi feita de maneira violenta e que os assentados hoje moram de favor na cidade, depois de ter perdido o que produziram na área.

“As famílias foram retiradas sem nenhum cuidado. Os animais foram mortos. Estamos fazendo estudos para ajuizar uma ação para que as famílias possam retornar à área”, garantiu o deputado Valdir Barranco. De acordo com o parlamentar, as reintegrações e retirada das famílias foi feita sem passar pelos trâmites corretos, como a análise do Comitê de Conflitos Fundiários da Casa Militar.

Regularização fundiária – O presidente da comissão, deputado Nininho (PSD) e o deputado Xuxu Dal Molin (PSC) ressaltaram a importância de se agilizar o processo de regularização fundiária para o desenvolvimento do estado. Nininho se comprometeu a colocar em votação no colegiado os processos de regularização que chegam para análise da Assembleia. “Os processos ficavam engavetados e a nossa equipe técnica agora faz o acompanhamento desde o protocolo para dar celeridade”, disse o presidente da comissão.

Ele também vê que o Executivo tem se empenhado e mostrado um volume maior de trabalho na área de regularização. “Quero parabenizar o governador que apresentou projeto definindo as regras para dar mais segurança jurídica para os técnicos da Intermat. Com certeza isso vai fazer que o acúmulo de processos diminua”, ressaltou o parlamentar. Já Xuxu Dal Molin reforçou que o primeiro passo para o crescimento de Mato Grosso passa pela regularização fundiária.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis

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Foto Reprodução ChatGPT

Durante o ato de assinatura do convênio entre o Governo de Mato Grosso e a Santa Casa de Rondonópolis, que prevê um aporte financeiro de quase R$ 300 milhões para a unidade hospitalar, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, destacou o trabalho do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho) na articulação de recursos para o município.

Durante o evento, o prefeito rasgou elogios ao parlamentar, chamando Nininho de “deputado pé de boi”, em referência ao empenho e dedicação do deputado em buscar investimentos para a cidade.

Após a manifestação do prefeito, Nininho agradeceu o reconhecimento e reforçou o compromisso de continuar atuando em parceria com o município.

“Obrigado pelas palavras, prefeito Cláudio Ferreira! Essa parceria por Rondonópolis é o que me motiva a buscar sempre mais recursos para a nossa cidade, como esse importante aporte de R$ 22,3 milhões mensais para a Santa Casa. Vamos continuar unindo forças entre o município e a Assembleia Legislativa. Assim, conseguimos avançar de verdade e garantir que as melhorias continuem chegando à nossa população. Contem sempre com o meu empenho e trabalho”, declarou o deputado.

O convênio firmado pelo Governo do Estado representa um dos maiores investimentos recentes destinados à saúde pública regional e busca garantir o fortalecimento financeiro e operacional da Santa Casa, referência no atendimento hospitalar para Rondonópolis e diversos municípios da região sul de Mato Grosso.

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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

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Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.

O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado.  O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.

O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.

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