Agro News
Comissão de Agricultura aprova suspensão do programa de rastreabilidade de agrotóxicos
A pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) venceu mais uma disputa dentro da Câmara dos Deputados. Nesta quarta-feira (26.11), a Comissão de Agricultura aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 312/2025), que derruba a portaria do Ministério da Agricultura responsável por criar o Programa Nacional de Rastreabilidade de Agrotóxicos e Afins (PNRA).
A decisão acontece após semanas de mobilização da FPA, que vinha alertando o governo sobre os impactos financeiros e operacionais do programa — considerado pelo setor como tecnicamente inviável e elaborado sem diálogo com a cadeia produtiva.
O PNRA, criado pela Portaria 805/2025, previa um sistema de rastreamento desde a fábrica até o uso final, incluindo monitoramento de caminhões em tempo real e identificação individual de embalagens por meio de tecnologias que o setor considera ultrapassadas.
Para a FPA, o desenho do programa ultrapassa os limites do bom senso regulatório. O presidente da frente, deputado Pedro Lupion, classificou a portaria como um retrocesso no relacionamento entre governo e produtores rurais.
“Não somos contra rastreabilidade. Ao contrário: defendemos uma política moderna, tecnicamente viável e construída com quem está no campo. O que não dá é impor ao produtor um sistema caro, burocrático e sem garantia de resultado”, afirmou.
Segundo a frente, as exigências de uso do sistema Brasil-ID — baseado em tecnologia RFID descontinuada desde 2018 — e o rastreamento compulsório de veículos criariam custos elevados para distribuidores, cooperativas e agricultores, especialmente os médios e pequenos.
O relator do PDL na comissão, deputado Rodolfo Nogueira, alinhou seu parecer às principais preocupações apresentadas pela FPA e por entidades do agro. Para ele, o programa transfere integralmente ao setor privado a responsabilidade por um sistema cuja eficiência não foi demonstrada.
Nogueira destacou ainda que o Mapa extrapolou seu poder regulamentar ao editar uma portaria que, na prática, cria obrigações típicas de lei, sem discussão prévia com o Congresso ou com os produtores.
A frente ruralista defende que o tema volte ao ponto zero para que governo e setor produtivo construam um modelo de rastreabilidade que realmente funcione e contribua para coibir o comércio ilegal de defensivos — objetivo que todos consideram essencial.
Para Lupion, somente um processo transparente e com participação de todos os elos da cadeia poderá gerar um sistema eficiente:
“É preciso construir junto. Rastreabilidade não pode ser palavra de ordem para criar custos. Tem que ser uma ferramenta de segurança, eficiência e competitividade”, disse.
Após a aprovação na Comissão de Agricultura, o PDL será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça. Se avançar, segue para votação no plenário da Câmara.
Nos bastidores, integrantes da FPA afirmam que a articulação continuará firme. A expectativa é garantir maioria para sustentar a suspensão da portaria e abrir caminho para um novo modelo de rastreamento, ajustado à realidade da produção agrícola brasileira.
Fonte: Pensar Agro
Agro News
Brasil acelera estratégia para reduzir dependência de fertilizantes
O governo federal voltou a colocar a produção doméstica de fertilizantes no centro da agenda estratégica do agronegócio. Com a demanda projetada para saltar das atuais 45 milhões de toneladas para 77 milhões até 2050, o país tenta, pela primeira vez em décadas, reverter o quadro de forte dependência externa — hoje na casa de 90%.
A meta estabelecida pelo Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) é ambiciosa: reduzir esse percentual para cerca de 50% nas próximas duas décadas, em linha com a expansão da área cultivada e da intensificação produtiva que tendem a marcar o agronegócio brasileiro no longo prazo.
As projeções foram reforçadas por Paulo Cesar Teixeira, pesquisador da Embrapa Solos, durante o lançamento do estudo “Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2025”, elaborado pela Firjan. Segundo ele, o PNF funciona como um marco orientador após anos em que a indústria nacional perdeu espaço. “É o ponto de virada. Houve, no passado, uma escolha de não priorizar a produção interna, mas o cenário mudou. A segurança alimentar global e a competitividade do agro exigem uma indústria forte”, afirmou.
O debate ganha força justamente porque o fertilizante é um dos insumos mais sensíveis da cadeia produtiva: pesa diretamente no custo de produção, define níveis de produtividade e está sujeito à volatilidade geopolítica. A crise internacional de 2022, marcada pela guerra no Leste Europeu, expôs essa fragilidade ao elevar preços e pressionar margens de produtores no Brasil.
Um dos caminhos para escapar do risco estrutural é ampliar a base de produção em estados considerados estratégicos — caso do Rio de Janeiro, que reúne uma das maiores ofertas de gás natural do país. O insumo é fundamental para a produção de nitrogenados. Bernardo Silva, diretor-executivo do Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes, avalia que o estado tem condições de ser um polo relevante para essa reindustrialização. “O Rio possui infraestrutura, setor energético robusto e capacidade instalada que pode ser reativada ou expandida”, disse.
Além da redução da dependência externa, há um ganho ambiental relevante. De acordo com Thiago Dahdah, diretor de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário do Mapa, o potássio importado chega ao país com uma pegada de carbono mais de 90% maior, consequência direta do transporte de longas distâncias por navios e rotas logísticas complexas. “Produzir aqui significa diminuir emissões e reduzir gargalos logísticos. É segurança para a cadeia e previsibilidade para os produtores”, destacou.
A consolidação do PNF, somada ao avanço da petroquímica e a novos investimentos privados previstos para o setor, indica que o país começa a reposicionar sua indústria de fertilizantes após décadas de retração. Para o produtor rural, a mudança tende a significar menor vulnerabilidade a choques internacionais, custos mais estáveis e maior competitividade no campo — elementos essenciais para sustentar o crescimento do agronegócio brasileiro nos próximos 25 anos.
Fonte: Pensar Agro
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Exportações disparam em novembro e dão novo impulso à balança comercial
As exportações agropecuárias brasileiras aceleraram de forma expressiva em novembro e deram o tom do desempenho do comércio exterior no mês. O valor embarcado pelo campo cresceu 25,8% na comparação com novembro de 2024, chegando ao equivalente a R$ 29,7 bilhões (US$ 5,6 bilhões). O volume também avançou na mesma intensidade (+25,9%), superando 10,5 milhões de toneladas enviadas ao exterior.
A soja foi o grande destaque. Com atraso no escoamento em relação ao ciclo anterior e uma safra volumosa, o grão registrou aumento de 64,4% nos embarques, alcançando 4,1 milhões de toneladas no mês. O movimento reforçou a recuperação do fluxo comercial no fim do ano e consolidou o protagonismo da oleaginosa no desempenho do agronegócio brasileiro.
Entre os principais produtos exportados em novembro, já convertidos para reais pela cotação de R$ 5,31, estão:
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Soja: R$ 9,66 bilhões (+64,6%)
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Café verde: R$ 7,91 bilhões (+9,1%)
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Milho: R$ 5,84 bilhões (+12,6%)
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Algodão: R$ 3,39 bilhões (+18,6%)
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Frutas e nozes: R$ 974 milhões (+14%)
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Animais vivos: R$ 703 milhões (+71,1%)
Por metodologia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), itens agropecuários que passam por processamento industrial são classificados na indústria de transformação. Nessa categoria, os destaques agroindustriais foram:
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Carne bovina: R$ 9,29 bilhões (+57,9%)
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Açúcares e melaços: R$ 6,58 bilhões (-23,2%)
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Celulose: R$ 4,99 bilhões (+8,6%)
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Carne de aves: R$ 3,77 bilhões (-13,3%)
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Farelo de soja: R$ 3,29 bilhões (-13,8%)
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Tabaco: R$ 1,49 bilhão (-16,3%)
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Sucos de frutas: R$ 1,27 bilhão (-32,1%)
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Carne suína: R$ 1,22 bilhão (-15,4%)
Os dados revelam que a retirada das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil ainda não se refletiu nos embarques para aquele mercado. Entre os produtos que mais recuaram nos envios aos EUA, quatro são do agronegócio:
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Café verde (-55,6%)
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Carne bovina (-58,6%)
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Sucos (-40,1%)
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Celulose (-31,4%)
Segundo o MDIC, o impacto ainda não aparece porque os ajustes de mercado levam alguns meses. Além disso, a queda da demanda americana — efeito direto do desaquecimento econômico — também influenciou o comportamento das compras.
No acumulado de janeiro a novembro, o agro já exportou o equivalente a R$ 382 bilhões (US$ 72 bilhões), alta de 5% sobre o mesmo período de 2024. Em volume, o avanço foi de 1,7%.
A soja retomou o posto de principal produto exportado pelo Brasil no ano: R$ 223 bilhões (US$ 42 bilhões). Mesmo com leve recuo de 0,1% no valor anual, o grão superou o petróleo, cuja receita caiu 4,3% no período.
Ao todo, entre todos os setores, o Brasil exportou R$ 1,69 trilhão (US$ 317,8 bilhões) nos 11 primeiros meses de 2025 — um aumento de 1,8% em valor e 4,1% em volume, mesmo com preços médios menores.
A China segue como principal destino, com R$ 493 bilhões (+4,2%). Em seguida vêm União Europeia (R$ 241 bilhões, +0,6%) e Estados Unidos (R$ 182 bilhões, -6,7%).
Com ritmo firme no campo e demanda externa resiliente, o agro fecha novembro reafirmando seu papel como motor das exportações brasileiras — e como um dos pilares do superávit comercial do país.
Fonte: Pensar Agro
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Agronegócio forte garante avanço do PIB no terceiro trimestre de 25
A agropecuária voltou a mostrar fôlego e manteve sua posição de protagonista na economia brasileira. Dados divulgados nesta quinta-feira (04.12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 0,4% no terceiro trimestre em relação ao período imediatamente anterior. Frente ao mesmo trimestre de 2024, o salto foi ainda mais robusto: 10,1%.
O desempenho positivo foi impulsionado por duas frentes. De um lado, a pecuária manteve ritmo firme ao longo do ano. De outro — e com peso decisivo — as lavouras aceleraram.
Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), culturas estratégicas apresentaram aumentos significativos de produção e produtividade no trimestre, com destaque para milho (+23,5%), laranja (+13,5%), algodão (+10,6%) e trigo (+4,5%). O conjunto desses resultados reforça o papel do campo como amortecedor da economia em momentos de desaceleração geral.
Mesmo com a força da agropecuária, o Produto Interno Bruto (PIB) do país como um todo variou apenas 0,1% no mesmo intervalo — reflexo de estabilidade nos serviços (+0,1%) e avanço moderado da indústria (+0,8%). Ainda assim, o bom ciclo agrícola ajudou a evitar um resultado mais fraco e manteve o ritmo de expansão da atividade econômica brasileira.
O PIB totalizou R$ 3,2 trilhões no terceiro trimestre, sendo R$ 2,8 trilhões referentes ao Valor Adicionado e R$ 449,3 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. Na comparação anual, a economia cresceu 1,8%, com contribuição relevante não só da agropecuária, mas também da indústria (+1,7%) e dos serviços (+1,3%).
Em mais um trimestre de recuperação do país, o campo volta a confirmar seu papel: produtividade crescente, tecnologia aplicada e diversificação das lavouras continuam sendo motores essenciais para sustentar o crescimento e equilibrar o desempenho econômico brasileiro.
Fonte: Pensar Agro
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