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Comissão de Saúde constata irregularidades no prédio do Cermac

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa visitou na manhã desta terça-feira (04) Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidade de Mato Grosso (Cermac) e constatou várias irregularidades na sede da unidade. Cinco deputados e a equipe de gestão estadual de saúde estiveram no local para conhecer os trabalhos e, ainda, como se encontra a estrutura física do centro. O resultado da primeira impressão, conforme os deputados, foi considerado “lastimável” pela falta de conservação do prédio e, também, situações precárias de trabalho. Após a visitação, os parlamentares vão entregar o relatório de propostas e sugestões e, posteriormente, marcar uma reunião com os representantes do Complexo Regulador com a exigência de providências urgentes para reforma no prédio.

“Tudo isso faz parte do conjunto de um relatório onde os deputados podem analisar os problemas. Aqui constatamos falta de estrutura física e equipamentos que são as principais deficiências encontradas até o momento. Precisamos aportar emendas parlamentares em prol da saúde com trabalho coletivo”, disse o presidente da Comissão, deputado Paulo Araújo (PP).

Vale lembrar que o Cermac tem a missão de prestar serviços ambulatoriais de atenção especializada, conforme as diretrizes do SUS, sendo referência em assistência ambulatorial especializada e humanizada aos usuários do SUS.

“Essas visitas são estratégias adotadas pela Comissão de Saúde, em observar in loco como se encontram as estruturas de saúde nessas unidades. Estamos revezando entre as unidades do interior do estado e Cuiabá, cumprindo o calendário de visitação”, afirmou Araújo.

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Na oportunidade o deputado Dr. Eugênio se mostrou preocupado com o que observou. “O prédio possui várias irregularidades, como por exemplo, a parte elétrica e hidráulica. Precisamos trabalhar a questão do orçamento para que essas unidades que foram visitadas possam ter investimentos urgentes”, comentou ele.

A diretora do Cermac, Jocineide Rita dos Santos, achou importante a visita dos deputados na unidade de saúde. Para ela, o Cermac, que é uma referência de atendimento estadual nos serviços aos programas do Ministério da Saúde, voltado para a hanserníase, diabetes, DST AIDS, hepatite virais e tuberculose multirresistentes, necessita de melhorias urgentes.

“A gente precisa ser olhado, principalmente, para uma nova reestruturação. Enfrentamos muitas dificuldades na parte estrutural e de recursos humanos, onde tem médicos e servidores aposentando. Entendo que os deputados estão trabalhando para viabilizar esses recursos”, espera a diretora.

O deputado Dr. Gimenez (PV) espera que a visita tenha um desdobramento favorável para a recuperação imediata do Cermac. “Nós entendemos a necessidade do Estado em investir neste setor. Porém, temos um problema à curto prazo, por isso, a Comissão vai oficializar a Secretaria Estadual de Saúde para que apresente um cronograma de revitalização de pequenas reformas de problemas pontuais, como é o caso do Cermac”, comentou o deputado.

Um dos exemplos citados pelo deputado Dr. João de Matos (MDB), está diretamente ligado na importância do Cermac no atendimento para a saúde pública de Mato Grosso. “Percebi um corpo clínico extremamente qualificado trabalhando numa estrutura física em condições precárias. Precisamos saber onde está o furo da regulação, e porque nossos pacientes não estão chegando até a esses centros de especialidades médicas, onde com uma simples correção podemos corrigir essas falhas”, cobrou ele.

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Cerca de 200 pessoas, entre interior e Cuiabá, buscam atendimentos diariamente no Cermac, onde são atendidas por 162 profissionais, com custo mensal de 72 mil reais. Para o deputado Lúdio Cabral, o Cermac necessita de uma sede nova, pois segundo ele, a atual não reúne condições de trabalho.

“O sistema de saúde no Estado está precário e sucateado por falta de investimentos. O Cermac está deteriorando com o tempo e nada tem sido feito. Estamos percorrendo cada unidade estadual de saúde mapeando cada uma delas com suas dificuldades e identificando as qualidades que existem em alguns serviços. Aqui (Cermac), observamos uma situação muito ruim”, esclareceu Cabral.

No Cermac tem os seguintes serviços prestados: Ambulatório da Dermatologia Sanitária, Ambulatório da DST/AIDS/Hepatites Virais, Ambulatório da Pneumologia Sanitária, Ambulatório da Unidade de Diagnóstico por Imagem – UDI, Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais – CRIE, e Farmácia de Auto Custo.

De acordo com o cronograma de visitação, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa terá pela seqüência os seguintes municípios relacionados: Sinop, Sorriso e Colíder.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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