Mato Grosso
Comissão presidida pelo conselheiro Guilherme Maluf analisa propostas da OAB
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| Conselheiro Guilherme Antonio Maluf. |
Durante a votação de normatização que altera o Regimento Interno do Tribunal de Contas de Mato Grosso com relação à contagem dos prazos processuais na Corte de Contas, o presidente da Comissão Permanente de Atualização da Lei Orgânica e do Regimento Interno do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, anunciou ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB/MT), Leonardo Pio da Silva Campos, que a comissão já está analisando as propostas de modificações no Regimento Interno entregues a ele em junho passado. Leonardo e demais advogados estiveram em plenário durante a sessão ordinária desta terça-feira (02/12) com intuito de defender a aprovação da Resolução Normativa que altera o artigo 263 e o inciso 1 do artigo 264 do Regimento Interno do TCE-MT. Aprovado por unanimidade, a partir de agora na contagem dos prazos processuais, serão computados somente os dias úteis.
O presidente da OAB – Seccional Mato Grosso (OAB/MT), Leonardo Pio da Silva Campos disse em plenário que o tema quanto as prerrogativas do advogado no âmbito do TCE-MT, especialmente no que tange à Lei Complementar nº 269/2007 (Lei Orgânica do TCE/MT), bem como a Resolução Normativa nº 14/2007 (Regimento Interno do TCE/MT) foi motivo de um estudo que identificou possíveis ofensas às prerrogativas do advogado, e apresentou sugestões para a solução dos problemas enfrentados. “Apresentamos sugestões para a solução dos problemas enfrentados pelos advogados junto à Corte de Contas, que são de vital importância para o controle dos gastos públicos no Brasil”, disse.
Como presidente da Comissão Permanente de Atualização da Lei Orgânica e do Regimento Interno do TCE-MT, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf reforçou que todas as sugestões já estão sendo discutidas. “Ainda ontem (02/12), em reunião da Comissão iniciamos uma discussão sobre as propostas. Defendo o direito da preservação da defesa assim como a obediência à Constituição Federal Brasileira em toda a atuação desta Corte”, afirmou. Maluf elogiou a atuação de Leonardo junto a OAB de Mato Grosso e garantiu a parceria do TCE com a OAB durante sua gestão na Presidência do Tribunal de Contas do Estado.
O Estudo
No dia 14 de junho deste ano, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf recebeu do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB/MT), Leonardo Pio da Silva Campos, e do vice-presidente do Tribunal de Defesa de Prerrogativas, Maurício Magalhães Faria Neto, estudo sobre a Lei Orgânica do TCE/MT, algumas resoluções normativas e do Regimento Interno. Estiveram em reunião com o conselheiro acompanhados do membro da OAB, Nestor Fidelis. Eles apresentaram também proposta quanto ao procedimento de mediação e conciliação nos processos administrativos julgados pelo TCE-MT.
Naquela oportunidade, Maluf disse defender a ideia de mediação entre as partes, com objetivo de resolver os conflitos e tendo como meta principal harmonizar as políticas conduzidas por órgãos públicos. A mediação já vem sendo adotada pelo conselheiro Maluf desde a sua posse, como no processo que discutiu o reajuste da tarifa do transporte coletivo de Cuiabá. O conselheiro promoveu uma reunião entre vereadores, Semob, Arsec, empresas do transporte urbano e auditores do TCE.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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