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Companhia de Armazéns e Silos de Minas Gerais será privatizada
A Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg) será privatizada. A iniciativa é parte da estratégia do governo Federal no âmbito do Programa Nacional de Desestatização. A decisão da privatização foi tomada pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimento da Presidência da República, integrado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O processo de dissolução da companhia será coordenado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério e Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e obedecerá aos prazos legais estabelecidos por Lei.
O Ministério da Fazenda, por meio de sua Procuradoria-Geral, vai convocar uma assembléia geral de acionistas para dissolver a companhia, nomear o liquidante, fixar o valor da remuneração mensal do liquidante, nomear os membros do Conselho Fiscal e fixar o prazo para a conclusão do processo.
A Companhia faz os serviços de armazenagem, secagem, limpeza e comercialização de grãos, além da amostragem de produtos, tratamento fitossanitário e transbordo ferroviário em Minas Gerais.
A Casemg foi criada pela Lei estadual nº 1.643/1957, do estado de Minas Gerais e federalizada por meio do Contato de Compra e Venda de Ações da Companhia firmado por Minas Gerais e a União em 28 de janeiro de 2000.
Mais informações à Imprensa:
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Agro News
Colheita do algodão começa em Mato Grosso com expectativa de alta produtividade
A expectativa varia entre 280 e 330 arrobas por hectare, patamar considerado bastante positivo pelo setor

Economia de Mato Grosso no Século
Os produtores de algodão de Mato Grosso começam a movimentar as máquinas no campo com boas expectativas para a safra. Segundo boletim da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), entre 28 de junho e 3 de julho a colheita avançou de forma gradual, alcançando cerca de 3% da área plantada. Em várias regiões, a expectativa de produtividade varia entre 280 e 330 arrobas por hectare, patamar considerado bastante positivo pelo setor.
O início dos trabalhos exigiu paciência devido às chuvas recentes. De acordo com o relatório, a umidade provocou danos pontuais em algumas propriedades, derrubando parte das maçãs de algodão e causando o apodrecimento de algumas cápsulas da planta. Por outro lado, as precipitações contribuíram para aumentar o peso do algodão que completou seu desenvolvimento mais tardiamente, ajudando a equilibrar os resultados.
A tendência é de aceleração do ritmo da colheita, impulsionada pela volta do tempo firme e pelas usinas já preparadas para processar a fibra. Paralelamente, o combate ao bicudo-do-algodoeiro, identificado em áreas próximas a matas nativas, continua. O monitoramento e o controle da mosca-branca e de lagartas também seguem intensificados.
Mesmo com os contratempos provocados pelo clima recente e a necessidade de um controle rigoroso de pragas na reta final da safra, a avaliação do setor é positiva. Com a previsão de condições climáticas favoráveis, o cenário em Mato Grosso permanece promissor para uma boa colheita, à medida que os trabalhos avançam em todo o estado.
Agro News
Plano Safra traz avanços em políticas para o crédito rural, mas ainda apresenta desafios estruturais, avalia Coalizão Brasil
Movimento multissetorial reforça necessidade de priorizar instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, e a transição para sistemas resilientes à mudança do clima

Anunciado na última terça-feira (30) pelo governo federal, o Plano Safra 2026/2027, com recursos de R$ 610,3 bilhões, trouxe avanços importantes, como em mecanismos que aproximam a política de crédito rural da gestão de riscos, da valorização das boas práticas agropecuárias e da proteção dos recursos naturais. O plano incorporou contribuições elaboradas pela consultoria Agroicone e enviadas em março pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, como a manutenção das condições mais favoráveis de financiamento para linhas voltadas à sustentabilidade.
A nova edição do Plano Safra preservou as menores taxas de juros para o RenovAgro Ambiental e para a Recuperação e Conversão de Pastagens, em sintonia com a recomendação apresentada pela Coalizão de conferir tratamento prioritário aos investimentos alinhados à sustentabilidade. Também espera-se a implementação da restrição ao financiamento de projetos que envolvam supressão ilegal de vegetação nativa, reforçando a integração entre política agrícola e conservação ambiental a partir de 2027.
“O Plano Safra avança ao reconhecer que sustentabilidade e gestão de riscos devem fazer parte da política agrícola”, avalia Leila Harfuch, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e sócia-gerente da Agroicone. “Medidas que valorizam boas práticas, priorizam investimentos alinhados à jornada de sustentabilidade e fortalecem instrumentos de mitigação de riscos caminham na direção de uma agropecuária mais resiliente e preparada para enfrentar os desafios climáticos.”
Ao mesmo tempo, Harfuch alerta que o Plano Safra deve priorizar de forma mais estratégica a transição para sistemas produtivos resilientes às mudanças do clima — especialmente diante da expectativa de uma safra sob o impacto crítico de um Super El Niño.
“Embora o novo plano disponibilize volumes significativos para a agricultura empresarial e familiar, a falta de priorização de instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, e as dificuldades de acesso ao crédito de longo prazo devido ao endividamento do produtor geram um cenário de alerta. É importante assegurar que novos mecanismos de financiamento incluam todos os portes de produtores. A adaptação climática deve ser uma realidade inclusiva diante dos desafios ambientais iminentes.”
Na agricultura familiar, o Plano também avançou em propostas voltadas à transição sustentável. Entre elas estão a redução da taxa de juros das linhas sustentáveis do Pronaf (Agroecologia, Semiárido, Floresta e Bioeconomia), a ampliação do limite de financiamento para projetos de sistemas agroflorestais e silvicultura e o reforço dos recursos destinados à assistência técnica.
Até o momento, ainda não foram divulgadas pelo governo federal propostas relacionadas ao aprimoramento do Sistema de Informações sobre Crédito Rural (Sicor), à aplicação da Taxonomia Sustentável Brasileira no crédito rural, ao fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e ao direcionamento mais estratégico de recursos para recuperação de pastagens e implementação do Código Florestal. As contribuições da Coalizão enviadas ao Plano Safra estão disponíveis no site da Coalizão.
Sobre a Coalizão
A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura é um movimento composto por mais de 400 organizações, entre entidades do agronegócio, empresas, organizações da sociedade civil, setor financeiro e academia. A rede atua por meio de debates, análises de políticas públicas, articulação entre diferentes setores e promoção de iniciativas que contribuam para a conservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico do Brasil.
Agro News
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