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Conferência discute expansão do agronegócio na Amazônia

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

Por Haroldo Assunção/ Secretaria de Comunicação  

O avanço da fronteira agrícola sobre o território amazônico e os consequentes impactos socioambientais estão entre os principais pontos de discussão abordados no Seminário Internacional sobre Identidades, Relacionamentos e Linguagens Emergentes na Amazônia, que acontece nos dias 20 e 21 de agosto, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

O evento, que traz palestras de especialistas nacionais e internacionais (da França, Reino Unido e Estados Unidos), apresentações de trabalhos acadêmicos da comunidade científica regional e mesas de debate, é parte de uma série de atividades organizadas pela Rede Agroculturas (www.agrocultures.org), uma iniciativa internacional coordenada pela Universidade Federal de Mato Grosso e pela Universidade de Cardiff, no Reino Unido.

Coordenador da reunião científica e um dos principais articuladores do programa, o professor Antonio Ioris, docente da School of Geography and Planning, Cardiff University, sediada no País de Gales (Reino Unido), explica que a expansão do agronegócio na Amazônia desde a década de 1970 e a decorrente “monetarização” das políticas sociais e ambientais na região delimitam o campo de estudos proposto pela “Rede Agroculturas”.

Nesse contexto, o agronegócio é posto em discussão.

“É nítido que o agronegócio, não obstante o discurso propalado pela elite do setor, que enfatiza a geração de divisas para o país, é responsável pelo agravamento de desigualdades sociais, conflitos agrários, danos ambientais, entre outras mazelas”, assinala Ioris.

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Ele também observa a íntima relação do setor com o poder público, "a ponto de uma das principais tradings constituir patrimônio familiar do atual ministro da Agricultura, senador licenciado Blairo Maggi (PP-MT)".

“Nota-se, então, a defesa de interesses privados na iniciativa pública, como por exemplo no que toca à discussão o chamado “Pacote do Veneno”, que visa flexibilizar o controle sobre o uso de agrotóxicos em benefício do agrobusiness, em que pesem as consequências danosas ao meio ambiente e à saúde pública”, critica o pesquisador.

O encontro é o segundo de uma série de cinco seminários programados para realização no Reino Unido e na América do Sul – o primeiro foi realizado em Cardiff, em maio do ano passado.

Simultaneamente, acontece a Primeira Conferência sobre Amazônia, Modernidade e Desenvolvimento, aberta para a apresentação de trabalhos científicos, pesquisas e experiências sociais.

Além da UFMT e Cardiff University, a iniciativa tem apoio da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), Universidade Federal de Rondônia (Unir), Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Universidad Nacional de Colombia e King´s College London.

“Eventos como esse servem para repensar quem ganha e quem perde no Brasil de hoje, para ajudar a identificar o que pode e deve ser diferente – isso é fundamental, porque o sucesso do agronegócio não é confirmado nem pelos próprios critérios comumente adotados pelo setor; é um cenário de contradições: cada vez há menos fazendeiros, tanta terra e pouco dono, mas que, de toda maneira, dependem de empresas com capital estrangeiro e de políticas públicas voltadas à manutenção de um modelo econômico elitista e baseado na perpetuação de injustiças”, conclui Antonio Ioris. 

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TVAL fará entrevistas com candidatos ao Senado e ao governo de MT

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A TV Assembleia, canal 30.1, dá início, nesta terça-feira (16), às gravações de entrevistas com os candidatos ao Senado e ao governo de Mato Grosso. Todos os candidatos registrados para concorrer aos cargos foram convidados a participar, sendo sete ao Senado e quatro ao governo. 

As entrevistas serão conduzidas pelos jornalistas da TVAL Cláudio Oliveira e Narbal Guerreiro e integrarão a grade especial do programa Entrevista Coletiva. Cada uma terá duração de 30 minutos e será feita sem intervalos e sem edição (irá ao ar na íntegra). 

A todos os candidatos será apresentado um total de 13 perguntas, sendo elas iguais para concorrentes ao mesmo cargo. A contagem de tempo de cada entrevista será feita de forma regressiva e os candidatos terão, em média, dois minutos e quinze segundos para responder uma pergunta.

“As perguntas para os candidatos ao Senado e ao governo serão diferentes, levando em consideração a natureza e perfil de cada cargo, no entanto todos que concorrem ao mesmo cargo responderão exatamente aos mesmos questionamentos. As perguntas seguirão um roteiro pré-estabelecido e terão como foco os principais temas de interesse do eleitorado, como saúde, segurança e educação”, explica Cláudio Oliveira.

As entrevistas serão veiculadas na TVAL no período de 26 de agosto a 29 de setembro – respeitando a legislação eleitoral -, em seis horários diários de segunda a sexta-feira (6h30, 12h30, 17h, 19h50, 21h e 22h) e em sete horários distintos aos finais de semana, que serão preenchidos em forma de “carrossel de revezamento”.

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“Dessa forma, cada candidato terá, no mínimo, 20 inserções até o dia da eleição”, frisa Oliveira.

Conforme o apresentador, a emissora decidiu ouvir todos os postulantes aos cargos – e não somente os candidatos mais bem colocados nas pesquisas – para proporcionar aos eleitores a oportunidade de conhecê-los, bem como as propostas que defendem.

“A preocupação da TVAL é o interesse público. Queremos que as pessoas conheçam quem está concorrendo aos cargos e, por isso, resolvemos ouvir todos. Assim, elas terão informações suficientes para comparar os candidatos e tomar suas decisões”, destaca.

Caso algum candidato não compareça à entrevista, os horários de veiculação serão divididos com aqueles que participarem.

Fonte: ALMT

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Lei para evitar nomeação de secretários condenados por violência contra a mulher tramita na AL

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Deputado Delegado Claudinei, autor do Projeto de Lei, derruba parecer contrário na CCJR e matéria vai para apreciação do plenário

O Projeto de Lei 348/2021 visa impedir a nomeação de secretários de estado condenados por crime de violência contra a mulher. O deputado estadual Delegado Claudinei (PL) defendeu o projeto de sua autoria que tinha parecer contrário do relator Dilmar Dal Bosco na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa. Por três votos a um, a CCJR derrubou o parecer e a matéria segue para segunda votação em Plenário.

O PL proíbe a nomeação de secretários que tenham sentenças transitado em julgado em duas leis federais: Lei Maria da Penha e Lei do Feminicídio

“Essa lei de nomeação de secretários veda crimes menos graves do que a violência contra a mulher. Crimes contra a economia popular, fé pública, contra o meio ambiente, crimes eleitorais. Nós só acrescentamos um crime que infelizmente no Brasil e no nosso estado tem muita incidência que é o crime contra a mulher ou de violência doméstica”, explicou Claudinei.

Claudinei explicou durante a sessão o objetivo do PL e convenceu mais dois membros da CCJR, Max Russi e Dr Eugênio, a votarem favorável.

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Thiago Silva defende a isenção de impostos sobre veículos de mototaxistas em MT

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O deputado estadual propôs Projeto de Lei que isenta os mototaxistas de IPVA e de tributos na compra de novas motocicletas para o exercício da profissão

Foto: Assessoria

Com várias alternativas de transporte no país, o serviço de mototáxi tornou-se uma das opções aos usuários por ter preços acessíveis, rapidez e comodidade no deslocamento individual de passageiros para vários lugares dentro de uma cidade. Ao reconhecer a importância da atividade, o deputado estadual Thiago Silva (MDB), por meio do Projeto de Lei de n.º 392/2019, propôs a isenção de impostos sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e de tributos na compra de novas motocicletas a serem utilizadas pela categoria.

“A mobilidade urbana interfere diretamente com o bem-estar da população. E o trabalho de mototaxistas nos aponta a preferência por transportes individuais perante a população com as vantagens oferecidas pelo serviço. E, claro, temos que reconhecer a importância dessa atividade e dos profissionais que fazem parte dessa categoria. Eles merecem garantir novos direitos para exercer a profissão com dignidade”, posicionou o parlamentar.

Proposta

Thiago acrescenta que é preciso fomentar a economia com melhorias nas condições de trabalho aos mototaxistas, para que a atividade profissional seja acessível e garanta aumentos na competitividade dentro do mercado. “É notável os avanços na categoria e precisamos criar mecanismos de incentivo para expandir cada vez mais esse serviço que atende os interesses da sociedade e, também, possibilita um maior acesso ao mercado profissional – de forma regulamentada”, justifica.

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Para o mototaxista de Lucas do Rio Verde, Josias José de Lima, que atua há cerca de 13 anos na profissão, esse Projeto de Lei vai ajudar muito os profissionais da categoria. “Hoje, estou com uma moto seminova, mas antes eu estava com uma que estava dando muita despesa com manutenção. Tive que trabalhar muito para garantir uma moto em boas condições e, sei, que há outros colegas que enfrentam a mesma situação”, comenta.

Em relação a isenção de impostos, ele acredita que se der tudo certo com a proposta do Thiago na Assembleia Legislativa, vai animar os profissionais da categoria para adquirir novas motocicletas. “Vamos torcer para termos novos avanços, pois vai nos ajudar e muito. Só temos que agradecer o deputado Thiago por olhar para nós”, declarou Josias.

Projeto – De acordo com a matéria proposta por Thiago Silva, ficarão isentos do pagamento de ICMS, as saídas internas e interestaduais promovidas pelos estabelecimentos produtores ou meio de seus revendedores autorizados, de motocicletas equipadas com motor de até 500 cilindradas, destinadas ao transporte de passageiros na modalidade mototáxi.

A motocicleta deverá estar legalmente habilitada ao transporte privado de passageiros, limitada a isenção a um veículo por adquirente – em conformidade com as normativas impostas pela legislação vigente.

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ALMT – Campanha Fake News II

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