Mato Grosso
Conselho Deliberativo da Invest MT aprova prestação de contas e discute atuação na China

O Conselho Deliberativo da Agência Mato-grossense de Promoção Comercial e Atração de Investimentos (Invest MT), presidido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), promoveu nesta quarta-feira (18.3) a 4ª Reunião Ordinária com foco na apreciação e aprovação do Relatório Anual de Gestão e da prestação de contas referente ao exercício de 2025, além da apresentação das estratégias relacionadas ao escritório internacional da instituição, localizado em Xangai, na China.
Durante a reunião, o presidente da Invest MT, Mirael Praeiro, apresentou o Relatório Anual de Gestão 2025, documento que consolida as principais ações, resultados e a aplicação de recursos ao longo do período, evidenciando o cumprimento das metas estabelecidas. Segundo ele, o material será disponibilizado no site oficial da agência após a aprovação, como forma de reforçar o compromisso com a transparência institucional.
A prestação de contas de 2025 também foi apresentada ao Conselho. O relatório foi elaborado por empresa externa de auditoria independente e inclui o balanço patrimonial e as demonstrações financeiras do período. O Conselho Fiscal da agência analisou o material e emitiu parecer favorável à aprovação, recomendação que foi acompanhada pelo Conselho Deliberativo.
Após a aprovação das contas, o presidente da Invest MT, Mirael Praeiro, destacou que os resultados apresentados refletem a continuidade de uma política já estruturada de promoção econômica no estado.
“Todos que estão aqui, à frente da iniciativa da Agência Mato-grossense de Promoção Comercial e Atração de Investimentos, representam a continuidade de um trabalho construído ao longo do tempo, que já vem gerando resultados concretos e que seguirá produzindo impactos positivos e duradouros para o desenvolvimento do estado de Mato Grosso”, afirmou.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, que preside o colegiado, destacou a relevância da atuação da agência para o fortalecimento da economia estadual. “O Estado deposita grandes expectativas na Invest MT. A agência nasce com todas as condições de realizar um trabalho relevante para Mato Grosso e para a economia do estado, com humildade, os pés no chão e muito empenho”, declarou.
Na pauta estratégica, a diretora internacional da Invest MT, Ariana Guedes, apresentou o plano de ação e um panorama das atividades relacionadas ao escritório da agência em Xangai, inaugurado em novembro de 2025. A iniciativa foi destacada como um passo estratégico para a ampliação da presença internacional do estado.
O escritório foi estruturado por meio de parceria com o Brazil Center, iniciativa apoiada pelo governo de Xangai voltada à promoção do Brasil. A Invest MT está em fase final de formalização do contrato de prestação de serviços com o centro, com suporte de assessoria jurídica especializada para adequação às legislações chinesa e brasileira.
A estratégia da Invest MT para atuação na China, aprimorada desde 2019, contempla o apoio às operações de comércio exterior, com foco em exportações e importações, a atração de investimentos para Mato Grosso e o fortalecimento de cooperações institucionais. Atualmente, cerca de 60% do portfólio de projetos de investimento da agência está direcionado ao mercado chinês, evidenciando a relevância do país nas ações de internacionalização do estado.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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