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Constituição de Mato Grosso completa 30 anos de sua promulgação

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Há três décadas, a Assembleia Legislativa promulgava a quinta Constituição do Estado de Mato Grosso. À época, foi considerada uma “Carta moderna, ágil e democrática”. A  definição foi dada durante discurso, na sessão solene da promulgação do texto constitucional, no dia 5 de outubro de 1989, pelo deputado e relator constituinte Luiz Soares.

Em Mato Grosso, a Assembleia Estadual Constituinte se reuniu em sessão solene no dia 6 de outubro de 1988, sob a presidência do então deputado Roberto França. À época, foi adotado o slogan “Constituinte de Mato Grosso: Você decide”.
As assembleias legislativas de todo o país deveriam elaborar o novo texto constitucional estadual no prazo de um ano, contado a partir da promulgação da Carta Magna, que se deu no dia 5 de outubro.

O slogan adotado teve o amparo no artigo 40 do Regimento Interno, aprovado para orientar os trabalhos dos parlamentares. Com esse dispositivo, ficou assegurado aos cidadãos e às organizações civis de Mato Grosso o direito de apresentar propostas de emenda ao projeto de Constituição.

Para efetivar e organizar as propostas, foram instalados polos pró-constituintes em todos os municípios mato-grossenses até então criados, os quais foram responsáveis pela reunião de centenas de sugestões de iniciativa popular.

Em Mato Grosso, a Assembleia Constituinte trabalhou em sincronia com a mudança de foco estabelecida pelo Congresso Nacional. Os textos constitucionais, como resposta ao período de vinte e quatro anos de exceção, foram elaborados para serem mais analíticos que seus anteriores.

Desde sua promulgação, em 5 de outubro de 1989, a Constituição de Mato Grosso passou por 84 emendas, aprovadas segundo o processo legislativo, sempre votadas em dois turnos e com aprovação de três quintos dos membros do Parlamento, ou seja, por 14 votos de um total de 24 deputados.

O texto da maior lei estadual foi formatado com 357 artigos e outros 44 artigos que formam o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Para otimizar e dar agilidade aos trabalhos, as ações foram divididas em seis polos constituintes: Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças, Nortão (sede em Alta Floresta), Cáceres e Médio Norte (sede em Tangará da Serra).

Durante os trabalhos, os deputados constituintes conseguiram ouvir a população e lideranças políticas que compunham os seis polos constituintes. Dessa interação, foi possível reunir 208 sugestões, que foram levadas ao Plenário para deliberação, das quais apenas 140 acabaram sendo aprovadas e inseridas no texto constitucional.

No final da década de 1980, o Brasil vivia o período de transição do regime militar para o estado democrático. Depois de um ano, a Assembleia Legislativa promulgou a quinta Constituição estadual. A primeira após a divisão de Mato Grosso, ocorrida em 1977, quando foi criado o estado de Mato Grosso do Sul.

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Em uma cerimônia concorrida, o presidente do Parlamento mato-grossense promulgou a Constituição do Estado. A sessão solene contou com a presença do governador do estado, Carlos Bezerra, do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, José Vidal, de autoridades políticas regionais e nacionais da sociedade.

O relator da constituinte, deputado Luiz Soares, afirmou que o texto foi resultado também de participação popular na construção e na apresentação de sugestões à elaboração da Constituição.  “Mato Grosso tem o melhor texto constitucional dos estados-membros desta federação. É limpo, é democrático e, acima de tudo, moderno e ágil”, disse.

José Lacerda

Outro constituinte, ex-deputado José Lacerda, afirmou que aquele momento era de conflito de interesses, porque o Estado brasileiro estava reaprendendo a viver democraticamente, depois de 25 anos de regime militar. Segundo ele, em Mato Grosso não era diferente.

“Ainda era um período de crise política, em função da transição do regime militar para o regime democrático. Mas os constituintes conseguiram dar uma cota de contribuição, garantindo os direitos individuais e coletivos para os cidadãos, com leis mais claras, mas que não foram aplicadas em suas amplitudes”, afirmou Lacerda.

Hoje, de acordo com o ex-deputado, a Constituição mato-grossense precisa passar por revisão. Mas alertou que o trabalho precisa ser técnico e não político. “A revisão não pode ser feita de forma aleatória. Tem que ser embasada em estudos científicos e humanos para garantir de fato os direitos sociais”, explicou.

Lacerda era o único representante da região da grande Cáceres na Assembleia Legislativa. O irmão dele, Márcio Lacerda, à época, era senador da República e foi constituinte da Carta Magna de 1988.

Antônio Joaquim

Para o ex-deputado e constituinte Antônio Joaquim, a Constituição de Mato Grosso foi construída de acordo com as leis aprovadas na Constituição federal de 1988 e, por isso, não poderia ser colocado nada que pudesse contrariar a Carta federal. Porém, não foi bem isso que aconteceu.

Uma das normas aprovadas em Mato Grosso, segundo ele, não seguiu a regra e contrariou o percentual definido na Carta federal para o orçamento da educação pública estadual, que seria de 25% da receita corrente líquida, mas os constituintes mato-grossenses definiram o número de 35%.

“Mas o percentual definido pela Constituição estadual caiu por ação direta de inconstitucionalidade. O nosso objetivo era formatá-lo de acordo com as características regionais. Por isso considero essa Adin um equívoco”, disse Antônio Joaquim.

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Naquele ano, o Brasil estava, segundo Antônio Joaquim, “saindo de uma ditadura”, quando a população e a classe política estavam ressabiadas com as leis que estavam sendo aprovadas, garantindo os direitos individuais.

José Arimatéia

Ele foi escolhido para ser presidente da Comissão Constitucional – que correspondia à comissão de sistematização da Constituição federal. Segundo Arimatéia, para promulgar a Constituição estadual no prazo definido pela Lei Magna federal, as reuniões para discutir as emendas sugeridas pela população passavam de 15 horas diárias. “Tínhamos uma assessoria coesa e disposta a trabalhar e discutir as emendas de forma profunda”, explicou Arimatéia.

“Os debates eram acirrados, mas sempre democráticos. A atual Constituição tem uma consistência democrática muito forte, porque o Brasil estava vivendo ainda os resquícios da ditadura. Mas a nossa meta maior era a democracia e a Constituição foi alicerçada nos princípios democráticos”, afirmou Arimatéia.

Ele reafirmou que houve a participação maciça da população à apresentação de emendas populares à Constituição. “A participação foi positiva porque foram apresentadas mais de 200 emendas populares e pouco mais de 100 foram aprovadas e inseridas na Constituição. Houve uma participação efetiva da sociedade mato-grossense na formatação das leis da Constituição”, disse o ex-deputado.

Arimatéia lembrou que duas emendas apresentadas por ele ganharam destaques na imprensa regional e nacional. Uma das emendas limitava o tempo de trabalho dos desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. “A minha proposta ficou conhecida como oxigenação do Poder Judiciário. Sabia que a emenda era inconstitucional, porque não constava na Constituição federal. Mas tinha que fazer a provocação”, disse.

Ele lembrou que a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi fruto dessa emenda nascida em Mato Grosso, na Assembleia Legislativa. “O CNJ surgiu dessa proposta e de uma emenda do ex-deputado Hermes de Abreu, propondo a criação de um órgão para fiscalizar o Judiciário. À época, quem falou pela primeira vez de marajás do Judiciário mato-grossenses fui eu. Não foi o Fernando Collor.
A lei foi criada, mas ficou sub judice, depois eles derrubaram no Supremo Tribunal Superior”, explicou Arimatéia.

A outra está relacionada à reforma agrária em Mato Grosso. A emenda, segundo Arimatéia,  obrigou o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) encaminhar todos os processos de doações ou de venda de áreas públicas para aprovação da Assembleia Legislativa. Antes, de acordo com o constituinte, o Intermat fornecia a escritura sem análise criteriosa da área doada.

“Eles estavam loteando o Nortão de Mato Grosso, foi quando apresentei a emenda na Constituição. Muitas pessoas recebiam 5 mil ou 10 mil hectares. As áreas eram negociatas de grilagem e para fazer especulação imobiliária e os novos proprietários não investiam um centavo na terra. Essa emenda foi inserida na Constituição e continua valendo até hoje”, disse Arimatéia.

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Ele disse que é natural que a Constituição já esteja emendada, hoje o texto original já tem 83 emendas. “Hoje, as demandas são aceleradas. Mas tem muitos deputados que apresentam emendas que são bobagens. É natural que tenha emendas, o que não pode é retalhar  a Constituição e retirar a base principal do que foi aprovado”, disse Arimatéia.

Hoje, dos deputados que foram eleitos (titulares e suplentes) para a 11ª Legislatura – na eleição de 1986 – e participaram da Constituinte de 1989, oito parlamentares faleceram. São eles: Antônio Amaral, Kazuo Sano, Roberto Cruz, William Dias, Hermínio Barreto, Renato dos Santos, Augusto Mário Vieira e Sebastião Alves Júnior.

Deputados Constituintes:

Antônio Amaral, Presidente
Haroldo Arruda, 1º Vice-Presidente
Antônio Joaquim, 2º Vice-Presidente
João Teixeira, 1º Secretário
Geraldo Reis*, 2º Secretário
Kazu Sano, 3º Secretário
Luiz Soares, Relator

Branco de Barros – Eduíno Orione – Hermes de Abreu – Hilton de Campos – Jaime Muraro* – João Bosco – José Lacerda – José Arimatéia – Moacir Gonçalves* – Moisés Feltrin – Ninomiya Miguel – Osvaldo Paiva – Roberto Cruz – Roberto França – Thaís Barbosa – Teócles Maciel – William Dias.

Participantes: Arimatéia Silva – Francisco Monteiro – Hermínio Barreto*** – Pedro Lima – Renato dos Santos.

In Memoriam: Augusto Mário Vieira** – Sebastião Alves Júnior**.

*Suplentes que assumiram em definitivo o mandato.
**Faleceram antes da promulgação da Constituinte
***Elegeu-se antes dos términos da Constituinte

Constituição já tem 84 emendas

O texto original da Constituição de Mato Grosso, promulgado no dia 5 de outubro de 1989, foi aprovado com 357 artigos. Ao longo desses 30 anos, a Lei maior do Estado já foi aprimorada 84 vezes.

A última atualização do texto da Lei Maior estadual é recente. A mudança veio com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do ex-deputado Alexandre César, e promulgada pela Assembleia Legislativa. A Lei foi publicada no Diário Oficial Eletrônico (DOEAL), Emenda Constitucional nº 84, de 2019.

A Emenda Constitucional nº 84 muda a redação do artigo 129 da Constituição estadual, no capitulo V, relativo à Administração Pública. O texto dessa nova emenda acrescenta a palavra: eficiência, relativa à execução de serviços prestados pela Administração Pública direta e indireta de qualquer dos Poderes do Estado de Mato Grosso.

Deputados que participaram da promulgação da Constituição do Estado de Mato Grosso

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

Veja Vídeo:

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