Mato Grosso
Controlador-geral pede aos auditores dedicação redobrada em nova gestão
O novo secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida, apresentou na quarta-feira (02.01) aos auditores e demais servidores da Controladoria Geral do Estado (CGE) as premissas básicas que devem nortear o trabalho do órgão na atual gestão do Governo de Mato Grosso.
Segundo Hideki, uma das premissas será o empenho técnico redobrado na execução das atividades de auditoria e controle interno, tendo em vista os desafios de reorganização das finanças do Estado.
Para isso, ele destacou que a união dos servidores da CGE será fundamental para o alcance dos objetivos. “O quadro de pessoal da Controladoria é mais do que gabaritado para exercer as atribuições do órgão. Com corpo técnico unido e comprometido, chegaremos lá”, disse.
Os desafios estão em fase de estruturação, com base na conjugação do planejamento estratégico da CGE e da nova gestão do Governo de Mato Grosso. “Conto com o apoio e união de todos os servidores da CGE para seguirmos atuando de forma dinâmica, imparcial, técnica e com qualidade”, comentou.
Na oportunidade, também foi realizado ato simbólico de transmissão do cargo de secretário-controlador geral do Estado, de José Celso Dorilêo Leite para Emerson Hideki Hayashida, ambos auditores do Estado.
Dorilêo agradeceu os servidores pela dedicação de sempre nos seis meses em que esteve à frente da CGE. Também disse que fez o melhor que pôde pela instituição no pouco tempo em que comandou a Controladoria.
“Nesta corrida de revezamento, temos de entregar o bastão melhor do que recebemos. Espero que nesses seis meses eu tenha contribuído para o desenvolvimento da CGE. Dentro do que eu pude fazer, dei o melhor de mim. Porque sou servidor de carreira e tenho de fazer o melhor para a Controladoria Geral do Estado”, ressaltou.
Dorilêo esteve no comando da CGE por seis meses, em substituição ao também auditor Ciro Rodolpho Gonçalves, que foi alçado a titular da Casa Civil.
A Lei 550/2014, que transformou a AGE em CGE, exige que a autoridade máxima da Controladoria seja definida pelo governador entre os servidores pertencentes à carreira de Auditor do Estado.
Perfil do novo controlador
Natural de Cáceres (MT), Emerson Hideki Hayashida é bacharel em Direito pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Possui pós-graduação em Direito Público pela Unemat e em Direito e Gestão Pública pela Fundação Escola do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Auditor do Estado de carreira desde 21 de fevereiro de 2005, Hideki já atuou, na CGE, como secretário adjunto de Auditoria, secretário-adjunto de Corregedoria Geral e e superintendente de Controle em Aquisições e Transferências, entre outras funções.
Discreto e de perfil conciliador, tem aprovação dos membros da carreira de auditor do Estado e defende uma CGE que seja capaz de contribuir com a gestão pública.
Tem sua atuação voltada para o controle preventivo e se destaca pela orientação aos agentes e servidores públicos.
Nos 13 anos de atuação na CGE, se tornou grande conhecedor dos problemas do Estado e sempre esteve envolvido em projetos de melhoria da prestação dos serviços públicos.
Mas também esteve envolvido em trabalhos de repercussão, como maquinários, cartas de crédito, BB PAG, OSS, medicamentos vencidos, serviços gráficos, falecidos na folha de pagamento, acúmulo ilegal de cargos, além de vários outros que apuraram desvios de recursos públicos.
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Por Bruna Pinheiro / Formad
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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