Mato Grosso
Corpo de Bombeiros aplica R$ 41,5 milhões em multas na Região Norte de MT
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso aplicou R$ 41,5 milhões em multas por uso irregular do fogo, associado ao desmatamento ilegal, na Região Norte do Estado. Ações da Operação Abafa Amazônia 2022 resultaram, entre os dias 04 e 15 de outubro, na apreensão de sete tratores, duas carretas para transporte de material, 2.583 peças de madeira serradas de castanheira, uma serraria móvel e uma balança de gado, sete motosserras, três motocicletas e 440 cabeças de gado.
A tenente-coronel Jusciery Rodrigues, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), explica que a operação teve como objetivo principal controlar o uso irregular do fogo e a degradação ambiental por desmatamento. Segundo ela, a ação percorreu os municípios de Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes, Paranaíta, Apiacás, Alta Floresta, Tabaporã e Juara e contou, com 32 alvos fiscalizados com maior incidência de supressão da vegetação e focos de calor.
“O Corpo de Bombeiros determinou, inicialmente, 26 alvos de fiscalização, após o monitoramento via imagens satélites na Sala de Situação do BEA. Entretanto, durante a operação percebemos novos alvos em potencial, o que elevou nosso número para 32 propriedades privadas fiscalizadas, resultando na aplicação de R$ 41,5 milhões em multas. Conseguimos fiscalizar além do esperado, graças a equipe de excelência composta pela Sema, Sesp e Força Nacional”, pontua a comandante.
Participaram da ação a Sema, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública.
Período proibitivo
O período proibitivo do fogo em Mato Grosso começou no último dia 1º de julho e segue vigente até o dia 30 de outubro. É proibido o uso de fogo em áreas rurais para limpeza e manejo durante estes meses, levando em consideração o risco de incêndios florestais de grande porte. Em áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
R$ 60 milhões em investimentos
Ao longo de 2022, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso recebeu investimento de R$60 milhões, sendo, desses, R$ 30 milhões exclusivos para o combate a incêndios durante o período proibitivo. O Estado soma, desde o início da gestão, R$ 165 milhões investidos para esta finalidade.
Fonte: GOV MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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