Mato Grosso
Corpo de Bombeiros firma parceria com Município para reforçar ações de combate a incêndios na Capital

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, lançou na manhã desta terça-feira (29.7) a campanha “Cuiabá Sem Queimadas”, que reforçará as ações da corporação no combate a incêndios em áreas de vegetação urbana e ampliará as iniciativas de conscientização da população sobre os riscos e impactos das queimadas.
O lançamento da campanha ocorreu na Praça Alencastro, no centro da capital, e contou com a presença do prefeito Abílio Brunini; do comandante do 1º Comando Regional Bombeiro Militar (1º CRBM), tenente-coronel BM João Paulo Nunes de Queiroz; o secretário-adjunto especial de Defesa Civil de Cuiabá, coronel BM RR Alessandro Borges Ferreira, entre outras autoridades.
De acordo com o comandante do 1º CRBM, tenente-coronel João Paulo Nunes de Queiroz, a parceria permitirá ampliar o efetivo já em atuação diária na Capital, com a inclusão de mais militares justamente nos horários de maior incidência de ocorrências de incêndios que atingem, especialmente áreas de vegetação, terrenos baldios e locais com lixo acumulado na zona urbana.
Por meio da parceria, a Prefeitura de Cuiabá repassará recursos ao CBMMT para custear a jornada delegada de bombeiros, que atuarão no reforço das ações de combate a incêndios no período das 10h às 18h. Neste horário, as temperaturas são mais elevadas, a umidade relativa do ar atinge níveis críticos e as condições se tornam propícias à propagação do fogo.
“Nós temos, ao todo, aproximadamente 130 militares no batalhão. Por meio de um sistema de rodízio, todos eles participarão da jornada delegada, reforçando o nosso efetivo operacional regular. Esses bombeiros estarão integrando as equipes, contribuindo diretamente para o aumento da capacidade de resposta da corporação”, explicou o comandante.
Ainda segundo o tenente-coronel, a cooperação é fundamental para a redução dos índices de ocorrências, principalmente por priorizar ações em locais com maior vulnerabilidade e histórico recorrente de queimadas. “Existem regiões em que a gente já tem uma quantidade, uma incidência maior de ocorrências. Então nós temos ali a área próxima ao Centro de Eventos Pantanal, que é uma área que sempre queima, na saída da Estrada da Guia. São regiões nas quais estaremos dando um foco maior”, disse.
Além do empenho dos bombeiros, o prefeito Abílio Brunini afirmou que o município será rigoroso no combate às práticas ilegais de uso do fogo para limpeza de terrenos e o descarte irregular de resíduos. Ele reforçou que atear fogo em áreas urbanas é proibido durante todo o ano e que os responsáveis estarão sujeitos a penalidades previstas em lei.
“Existem inúmeras outras alternativas para poder cuidar tanto das questões da área urbana, da limpeza do lote. Não há necessidade de buscar o fogo como medida para queimar lixo. Não há necessidade de buscar o fogo como medida para limpar um terreno. Não há necessidade de buscar no fogo essa alternativa. Então, parabéns a todo Corpo de Bombeiros que está junto conosco nessa batalha”, afirmou o prefeito.
Já o secretário-adjunto de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, garantiu ainda que o município atuará com todo o seu aparato através das secretarias para reduzir os focos de incêndio, além de desenvolver ações voltadas à conscientização da população. “A parceria da Prefeitura vai permitir o aumento do efetivo e uma resposta mais ágil diante da demanda que tende a crescer. Além disso, estão sendo disponibilizados equipamentos, como o carro-pipa e maquinários que podem ser utilizados na abertura de aceiros, para apoiar as ações da corporação, se necessário. Essa integração é fundamental, pois potencializa as atividades do Corpo de Bombeiros”, concluiu Alessandro.
Participaram ainda do evento os comandantes do 1º e 2º Batalhões de Bombeiros Militares, tenente-coronel BM Pryscilla Jorge Machado de Souza e o tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, respectivamente. Também esteve presente o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
Mato Grosso
Leis de Sinop e Alta Floresta são consideradas inconstitucionais

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou a inconstitucionalidade de normas editadas pelos municípios de Sinop e Alta Floresta, em ações diretas de inconstitucionalidade que contaram com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As decisões reforçam a necessidade de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública e o processo legislativo.
Um dos casos que o TJMT julgou procedente envolve o município de Alta Floresta, em ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso contra a Lei Municipal nº 2.938/2024, que disciplinava a regularização de loteamentos rurais destinados a atividades como agricultura familiar, lazer e turismo.
Na análise do processo legislativo que resultou na norma, o Tribunal identificou vício formal decorrente da ausência de participação popular. A legislação urbanística exige a realização de audiências públicas e mecanismos efetivos de consulta à sociedade, especialmente quando há alterações no uso e na ocupação do solo. A inexistência dessas etapas compromete a legitimidade democrática da norma.
Também foi reconhecida a ocorrência de invasão de competência legislativa da União, uma vez que o município estabeleceu regras para o parcelamento do solo rural sem observar exigências previstas em legislação federal, como a necessidade de prévia audiência do Incra.
No campo material, a lei foi considerada incompatível com a ordem constitucional por dispensar a realização de estudo prévio de impacto ambiental para a regularização dos loteamentos. O Tribunal destacou que esse tipo de empreendimento gera impactos significativos e exige avaliação técnica prévia, sob pena de risco ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.
Já em ação envolvendo a Lei nº 3.644/2026, do município de Sinop, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela procedência do pedido, apontando a existência de vícios tanto de natureza formal quanto material na norma questionada.
Na manifestação encaminhada ao TJMT e acolhida no julgamento, o MPMT sustentou que a lei, de iniciativa da Câmara Municipal, interferiu indevidamente em matéria cuja iniciativa legislativa é privativa do chefe do Poder Executivo.
Segundo o parecer, a Constituição Estadual estabelece que compete exclusivamente ao prefeito propor leis que tratem do regime jurídico dos servidores públicos, incluindo aspectos relacionados ao provimento de cargos e à organização administrativa.
Diante do conjunto de irregularidades, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade integral das leis.
Mato Grosso
MP recomenda suspensão de aumento na tarifa de água em Cuiabá

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá, recomendou à concessionária Águas Cuiabá a suspensão do reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto, previsto para entrar em vigor no dia 27 de junho, próximo sábado.
A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos e tem como finalidade evitar impactos no orçamento da população, especialmente entre consumidores em situação de maior vulnerabilidade.
“O acesso à água é um serviço essencial e deve ser garantido de forma adequada e acessível. Um reajuste dessa magnitude pode comprometer o orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis”, destacou a promotora.
O reajuste foi autorizado após decisão arbitral que reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.
No entanto, o Ministério Público avalia que a medida pode gerar impactos econômicas significativos para os consumidores da capital.
Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa reavalie a aplicação do aumento e, de forma voluntária, deixe de implementá-lo. Caso entenda pela impossibilidade de suspensão, a concessionária deverá, em conjunto com o poder concedente, adotar medidas para minimizar os impactos financeiros decorrentes do reajuste.
Além disso, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar os aspectos relacionados à decisão arbitral que resultou na definição do índice de reajuste.
A Águas Cuiabá deverá apresentar, no prazo de cinco dias, manifestação formal sobre o acatamento da recomendação, acompanhada das providências eventualmente adotadas.
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