Mato Grosso
Corpo de Bombeiros troca comando do 2º Batalhão em Várzea Grande

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta segunda-feira (17.2), a troca de comando do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM) em Várzea Grande. O tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza assumiu o comando no lugar do tenente-coronel BM Rogério Quinteiro Barcellos.
A cerimônia foi presidida pelo comandante-geral adjunto do CBMMT e chefe do Estado-Maior, coronel BM Rony Robson Cruz Barros, e contou com a presença da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, além de autoridades civis e militares, e representantes de instituições parceiras da corporação.
O comandante-geral adjunto, coronel Rony Robson, destacou a importância do 2º Batalhão para as atividades da corporação, enfatizando os investimentos realizados na unidade, especialmente na obra de reforma que está em andamento.
Esses investimentos são fundamentais para garantir que o batalhão possa atuar de forma ainda eficaz e eficiente, atendendo à crescente demanda por serviços de emergência e contribuindo para a segurança da comunidade, segundo o coronel.
“A gente vem trabalhando fortemente para conseguir recursos. A ideia é transformar esses recursos em equipamentos, melhorias nas instalações físicas e compra de viaturas, para que, no futuro, possamos oferecer à sociedade um serviço cada vez melhor do Corpo de Bombeiros Militar. E o 2º Batalhão tem sido um exemplo de como pretendemos melhorar as condições em várias unidades”, reforçou.
Em sua despedida, o tenente-coronel Quinteiro ressaltou as diversas ações realizadas pelo 2º BBM em prol da sociedade, tanto na área operacional quanto nas iniciativas de caráter social. Entre os projetos sociais, destacou o Redação nas Escolas, que reuniu quase 12 mil crianças da rede de ensino de Várzea Grande, e o projeto Karabom.
Já na área operacional, o projeto Águas Seguras foi mencionado como destaque, com sucesso na redução de afogamentos, comprovado pela interrupção de incidentes após as ações preventivas na Passagem da Conceição. “Pelo 2º ano consecutivo, está mais do que provado que, quando se investe na prevenção, ou se melhora ou se zera os números de ocorrências, como foi o caso da Passagem da Conceição”, enfatizou o tenente-coronel.
Além disso, Quinteiro falou sobre a reforma histórica que está sendo realizada na unidade, após anos de reparos pontuais. Segundo ele, a reforma total visa melhorar as condições de trabalho e o atendimento, representando um avanço significativo para a corporação.
“Certamente, essa obra, que está em fase de conclusão, trará benefícios profundos à comunidade várzea-grandense. O CBMMT estará mais bem preparado para atender às demandas da sociedade, pois seus bombeiros militares estarão em um ambiente acolhedor, proporcionando conforto adequado a seus ocupantes. Parabéns a todos os envolvidos nesse importante projeto”, concluiu.
Presente no evento, a prefeita de Várzea Grande afirmou que buscará estreitar ainda mais a parceria entre a corporação e a prefeitura. O objetivo é estabelecer uma colaboração ativa nas escolas e instituições, trabalhando juntos em projetos que beneficiem a comunidade e fortaleçam a segurança.
“A prefeitura está de portas abertas para receber o Corpo de Bombeiros e, especialmente, o novo comandante, desejando-lhe muito sucesso à frente da unidade. Que ele conduza o 2º Batalhão com sabedoria, renovando o compromisso com a excelência no serviço prestado e com a parceria que faz toda a diferença para a população nos próximos anos.”, afirmou Flávia Moretti.
Ainda segundo a prefeita, o trabalho será voltado também para o fortalecimento da corporação no município. “Vamos trabalhar com o governo do Estado para garantir a instalação de novas unidades aqui, dentro do Corpo de Bombeiros, a fim de melhorar o atendimento à cidade, principalmente em termos de logística. A nossa missão é trabalhar juntos, de forma colaborativa, transparente”, encerrou a prefeita.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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