Mato Grosso
MT Hemocentro arrecada 131 bolsas de sangue no Dia Nacional do Doador

O MT Hemocentro arrecadou 131 bolsas de sangue na segunda-feira (25.11), data em que foi celebrado o Dia Nacional do Doador de Sangue. Ao todo, 162 candidatos compareceram à unidade, que teve uma programação especial com a participação da banda musical da Polícia Militar, banda Gotas de Amor, apresentação instrumental de violino, Karaokê, homenagens e entrega de camisetas, brindes e lanche para os doadores.
O gerente do MT Hemocentro, Arnildo Mendes, contou que em datas especiais, como o Dia Nacional do Doador, é comum a presença de mais candidatos para a doação, mas lembrou a importância das doações diárias para que o estoque de bolsas de sangue não fique baixo.
“Por ser um dia diferenciado, com uma programação voltada para o doador, a gente tenta trazer uma quantia maior de gente para o MT Hemocentro. A média de doadores em dias normais é em torno de 60, 70 pessoas. A correria do trabalho, da família, escola, acaba fazendo com que as pessoas deixem de lado a doação. O ideal seria em torno de 100 a 120 doações diárias para mantermos o nosso estoque”, reforçou Arnildo.
Maicon Marques de Freitas do Nascimento, de 40 anos, é motoboy e aproveitou a programação especial para fazer a sua doação.
“Eu vi falando sobre o dia da doação e aproveitei para vir. Minha vida é baseada em servir. Eu sou motoboy, passo o dia inteiro servindo. Servir doando sangue também é maravilhoso”, afirmou.
As ações do Dia Nacional do Doador de Sangue também foram realizadas em municípios do interior do Estado, por meio das Unidades de Coleta e Transfusão (UCTs), localizadas em Juína, Juara, Colíder, Alta Floresta, Cáceres, Primavera do Leste, Barra do Garças, Sinop, Porto Alegre do Norte, Água Boa, Rondonópolis, Tangará da Serra, Barra do Bugres e Sorriso.
O coordenador da Hemorrede em Mato Grosso, Fernando Rodolfo, disse que as atividades oportunizam que as pessoas conheçam o trabalho do MT Hemocentro e tirem dúvidas sobre a doação de sangue.
“Hoje contamos com 15 unidades espalhadas por todo o Estado. É um dia muito especial, mas trabalhamos diariamente com a conscientização e a importância da doação voluntária e altruísta. Nosso convite é para que as pessoas realizem uma visita às unidades, que venham conhecer e entender o processo da doação de sangue. Doar sangue é um gesto de salvar vidas”, afirmou o coordenador.
A secretária adjunta de Unidades Especializadas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Caroline Dobes, ressaltou que a doação é um gesto de amor ao próximo e que pode salvar vidas.
“Doar sangue é um gesto de amor e solidariedade. Uma única doação pode salvar até quatro vidas, uma vez que são aproveitadas as hemácias, plaquetas e o plasma, atendendo a diversas enfermidades em mais de um paciente. As doações são voluntárias, por isso a importância de a população entender a grandiosidade do gesto de doar sangue”, declarou.
Serviço
Para ser um doador de sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 51 quilos, estar em bom estado de saúde e ter uma alimentação saudável. O doador deve comparecer à unidade portando um documento oficial com foto. Não é recomendado ir doar em jejum.
De acordo com o Ministério da Saúde, homens podem fazer até quatro doações anuais, com prazo de três meses entre cada uma. Já as mulheres podem fazer três doações por ano, com um espaço de quatro meses.
Em cada coleta é retirado um volume aproximado de até 450 ml de sangue. O sangue coletado beneficia pessoas internadas e em tratamento nas unidades e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Estado.
A sede MT Hemocentro está localizada na Rua 13 de Junho, nº 1055, em Cuiabá. Para realizar o agendamento da doação de sangue, basta acessar este link. O voluntário também pode agendar a doação pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem) ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 211 e 221.
O banco de sangue funciona regularmente de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e fornece o atestado de comparecimento ao doador. Para quem compareceu e, por algum motivo, não pôde doar, a unidade fornece um comprovante de comparecimento para justificar a falta no trabalho.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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