Política MT
CPI da Previdência tem cinco dias para indicar os nomes
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
O Diário Oficial Eletrônico da Assembleia Legislativa publicou hoje (20) a constituição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência dos Servidores do Estado de Mato Grosso. A partir da publicação do Ato 15/2019, os membros da CPI devem ser indicados no prazo de cinco dias. Caso não o faça, cabe ao presidente Eduardo Botelho (DEM) indicá-los.
A CPI tem um prazo de 180 dias para analisar a contabilidade da previdência social do Estado. Entre as metas da comissão de inquérito está a de esclarecer com precisão as receitas e despesas dos aposentados e pensionistas, bem como a real situação financeira, elaborando um diagnóstico fiel e seguro sobre a saúde e sustentabilidade do sistema.
A partir de agora, de acordo com o proponente da CPI, deputado João Batista (Pros), por questão do Regimento Interno, ele deve ser indicado presidente da CPI da Previdência. Os demais nomes devem ser definidos na reunião de instalação da comissão, bem como quem assumirá as funções de vice-presidente e relator.
Mas, antes desse dia, segundo João Batista, os deputados que têm interesse de compor a CPI vão se reunir para definir a estratégia de trabalhos. “Vamos reunir com os deputados que têm interesse e vontade de elucidar os números da previdência mato-grossense. O requerimento obteve a assinatura de 16 assinaturas e, dentro desse grupo, muitos querem fazer parte da comissão”, disse o parlamentar.
Batista descartou a possibilidade de a CPI fazer oposição ao governo Mauro Mendes. “A CPI não é para atacar o atual governo, vai fazer um histórico de 30 anos da previdência dos servidores públicos estaduais. Independente de o governo apresentar uma propositura, a CPI vai apresentar um diagnóstico. Queremos saber quando e onde a previdência começou a dar errado e, com isso, apresentar uma proposta de melhoria para não prejudicar aqueles que pagam e precisam se beneficiar no futuro”, explicou.
O deputado também descartou a possibilidade de a previdência dos servidores estaduais dar prejuízo aos cofres públicos e à sociedade. Segundo ele, o grande problema da previdência não é financeira, mas sim o de gestão. “O problema é a forma de gerir a previdência. Se mantiverem a mesma prática, ela nunca será superavitária. Há pessoas que utilizaram, de forma criminosa, dos fundos no passado e deixaram um débito. Muitos imóveis que eram da previdência foram doados”, afirmou.
Agora, a CPI tem um prazo de cinco dias para indicar os dez nomes dos parlamentares (cinco titulares e cinco suplentes) que comporão a comissão. “O prazo é regimental. Não queremos que haja prejuízo ao nosso trabalho. A CPI vai trabalhar de forma séria, até para mudar a visão de que as CPIs acabam em pizza”, disse João Batista.
Questionado sobre a forma que os trabalhos serão desenvolvidos pela CPI da Previdência estadual, Batista disse que já está estudando o modelo desenvolvido pela CPI do Senado Federal. “Nessa CPI tem informações importantes que podem ser trazidas para a nossa comissão”, afirmou.
Em relação ao cumprimento do prazo dos trabalhos da CPI em 180 dias, João Batista disse que a comissão deve cumprir esse limite. Mas, segundo ele, isso vai depender dos órgãos e das pessoas ligados à previdência estadual a responderem os requerimentos encaminhados a eles. No final dos trabalhos, de acordo com João Batista, a CPI vai encaminhar o relatório final às autoridades competentes como, pro exemplo, o Governo do Estado e o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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