Mato Grosso
Crédito da Desenvolve MT fortalece escritório contábil e impulsiona expansão da empresa em Cuiabá

Com duas décadas de atuação na área contábil, o contador responsável pela Digicont, Elenilton Rocha, transformou uma oportunidade pontual em um negócio consolidado. A trajetória do escritório começou há sete anos, quando um amigo empresário solicitou uma revisão tributária por acreditar que estava pagando impostos de forma incorreta. Especialista em tributos, ele conduziu a análise, identificou inconsistências e corrigiu os valores. A partir desse primeiro cliente, surgiu o escritório , uma parceria que se mantém até hoje.
Na época, o contador conciliava a gestão administrativa de uma fábrica, onde atuava como gerente, com os atendimentos do escritório, que funcionava como uma atividade paralela. Há quatro anos, decidiu deixar o emprego formal e se dedicar exclusivamente à contabilidade, apostando no crescimento da empresa.
Hoje, a Digicont oferece cinco bases principais de serviço, contabilidade completa (balanço, DRE e demonstrativos), área fiscal e tributária, gestão de folha de pagamento e departamento pessoal, serviços societários (abertura, alteração e encerramento de empresas) e BPO financeiro, cuidando da organização de contas a pagar e receber de clientes.
O escritório atende desde cartórios, academias até profissionais autônomos, como advogados, psicólogos, médicos, nutricionistas e corretores, além de outros prestadores de serviço. Para o empresário, o grande diferencial está no relacionamento próximo com cada cliente. “O que muda é a parceria. Eu procuro entender o negócio do cliente, acompanhar de perto a rotina dele. Essa proximidade é o que nos fideliza”, afirma.
Com o aumento da demanda e a perspectiva de crescimento, surgiu a necessidade de investir em um espaço maior e mais estruturado. Para isso, o empresário buscou a linha de crédito empresarial da Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso.
O recurso foi utilizado para montar o novo escritório do zero. A sala, inicialmente vazia, recebeu projeto arquitetônico completo, divisórias, pintura, iluminação, móveis planejados, reorganização da disposição das mesas, instalação de ar-condicionado, cadeiras e toda a estrutura necessária para o funcionamento adequado do ambiente. “O crédito foi fundamental para estruturar o espaço de forma profissional e preparada para o crescimento. Era um investimento necessário para acompanhar o ritmo da empresa”, explica.
Segundo o empresário, o principal impacto do investimento foi a melhoria no atendimento. “Receber os clientes hoje é diferente. O conforto tanto para eles quanto para a equipe melhorou muito. Trabalhar em um ambiente adequado faz toda a diferença na produtividade e na qualidade do serviço.”
O nome Digicont reflete o modelo de atuação adotado pelo escritório. A proposta não é ser uma empresa focada em tecnologia como produto, mas sim operar de forma digital. Todos os documentos são recebidos e armazenados em nuvem, sem arquivos físicos. Isso permite atender clientes de diferentes estados. O cliente envia os documentos online, tudo fica arquivado em nuvem e pode ser acessado com segurança de qualquer lugar. “Essa estrutura facilita o atendimento e amplia nosso alcance”, destaca.
Para o contador, o acesso ao crédito ainda é visto com receio por muitos empreendedores. Ele acredita que isso ocorre pelo medo do endividamento, especialmente porque empreender já envolve riscos. “Empreender já é andar numa corda bamba. Quando a pessoa pensa em assumir uma parcela mensal, o medo aparece. Mas é preciso mudar a mentalidade. Se o crédito é buscado de forma planejada, para crescer e não para apagar incêndio, ele deixa de ser dívida e passa a ser investimento”, avalia.
Segundo ele, o importante é analisar o retorno. “Não é um gasto, é uma aplicação. Se o investimento traz estrutura, melhora o atendimento e aumenta o faturamento, o retorno supera o valor da parcela.
Com o apoio da Desenvolve MT, a Digicont fortaleceu sua estrutura e se prepara para continuar crescendo, mantendo como base o relacionamento próximo com os clientes e a gestão organizada dos negócios que atende.
*Com supervisão de Livia Rabani
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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