Mato Grosso
Crédito liberado pela Desenvolve MT para indústrias triplica no primeiro semestre de 2025

O acesso ao crédito do setor secundário em Mato Grosso teve um salto expressivo no primeiro semestre de 2025. Foram liberados mais de R$10,5 milhões neste ano, representando um crescimento de mais de 218%, ou seja, triplicou, se comparado ao mesmo período de 2024, quando foram liberados R$ 3,3 milhões, impulsionando o setor que transforma a matéria-prima em produtos.
O setor de Indústria de Transformação representa grande parte do valor total, mais de 70%. O segmento saltou de R$ 2,89 milhões em 2024 para mais de R$ 7 milhões nos primeiros seis meses de 2025, reforçando, dessa forma, o investimento em modernização e aumento de produção e diversificação da oferta de produtos. O setor de construção também não fica para trás, representando mais de 25% dos recursos, com um aumento de mais de R$ 2,3 milhões.
Somados, esses dois setores receberam mais de R$ 10,2 milhões em crédito nos primeiros meses de 2025 frente aos R$ 3,38 milhões liberados no mesmo período de 2024. O aumento evidencia a expansão das operações e o maior acesso das empresas a linhas de financiamento voltadas à produção e infraestrutura.
Um exemplo de destaque no setor é o empresário Waldevan Barcelos de Paula, proprietário da LaCerva, premiada cervejaria artesanal de Cuiabá. Com o financiamento da Desenvolve MT, ele adquiriu equipamentos essenciais para a produção, como tanques de fermentação, além de insumos e melhorias nas instalações. Waldevan afirma que o crédito foi decisivo para ampliar significativamente a capacidade de produção artesanal e, consequentemente, aumentar a comercialização.
“Enxergamos que era um mercado muito promissor naquela época. Precisávamos do crédito para expandir e nos mudarmos para um novo endereço. Foi então que conhecemos a Desenvolve MT e conseguimos fazer o financiamento para ampliar nossa produção”, afirma o empresário.
O segmento de Água, Esgoto, Atividades de Gestão de Resíduos e Descontaminação, apesar de um valor absoluto menor entre as categorias, totalizou mais de R$ 300 mil em valor liberado neste ano, apresentando um salto percentual de mais de 2.800% em relação ao ano passado, indicando um avanço significativo de investimentos ou execução de projetos na área.
Para o diretor de desenvolvimento e crédito, Helio Tito Simões de Arruda, o avanço no volume de crédito no setor secundário reflete tanto a ampliação da oferta de financiamentos quanto a confiança dos empresários no crescimento da economia estadual.
“O desempenho do setor secundário na economia mato-grossense significa, não apenas aumento da produção local, mas também maior competitividade frente à outros mercados, atraindo novos investimentos e gerando empregos”, afirma.
*Com supervisão de Livia Rabani
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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