Mato Grosso
Créditos do Governo de MT auxiliam empresários na expansão e modernização dos negócios
Um dos empreendedores que movimenta a economia de Cuiabá com a gastronomia local é o “pau rodado” de Mato Grosso do Sul e criado em Tangará da Serra, Altair Lacerda, de 59 anos, proprietário da Lacerda Peixe & Grill. O restaurante existe há seis anos e fica na orla do Porto, em Cuiabá.
Lacerda conta que a ideia de montar a peixaria surgiu a partir da revitalização da orla e de um sonho antigo. Ele lembra que, desde muito jovem, quando vinha para Cuiabá a passeio, apreciava o rio Cuiabá, e sonhava um dia em abrir o seu próprio negócio com a vista para o rio. “Eu até me emociono quando conto essa história, porque hoje meu escritório tem a vista de frente para o rio Cuiabá”, comenta.
Para o empresário, trabalhar com a comida regional é uma satisfação grande. Segundo ele, a especialidade da casa é o peixe, que são preparados de diversos tipos, como a tradicional peixada cuiabana. O pacu e a piraputanga assados são o carro chefe do restaurante.
Lacerda lembra que, em todos esses anos de empresa, um dos grandes desafios que enfrentou, assim como a maioria dos empreendedores brasileiros, foi a pandemia. Ele destaca que, à época, o primeiro crédito que conseguiu acessar para reabrir as portas foi a linha de crédito oferecida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Desenvolve MT.
“Na retomada da economia, o crédito foi muito importante para a minha empresa. Eu consegui fazer pequenas reformas, reabastecer com produtos, e com isso reestruturar o restaurante”, conta o empresário.
Atualmente ele emprega 23 funcionários, trabalhando todos os dias servindo almoço e jantar, atendendo os turistas e principalmente os cuiabanos que não abrem mão em apreciar uma boa comida. “Eu sou apaixonado por Cuiabá. Estou aqui há 32 anos, meus filhos são cuiabanos e a expectativa são as melhores para o meu negócio”, afirma.![]()
Outro exemplo de que a gastronomia cuiabana é rica em sabores, aromas, cores e texturas é o do empreendedor Nicodemos Afonso Assunção, de 37 anos, o Rei do Mocotó. Seu restaurante, localizado na Feira do Porto, é referência em comida regional há 30 anos em Cuiabá.
O empresário conta que o Rei do Mocotó começou como um negócio da família de sua esposa, quando a feira do porto era dealizada no Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha. No entanto, há oito anos o empreendimento é administrado por ele e a esposa.
Refeições como o caldo de mocotó, assim como a peixada, costela com mandioca e a galinha caipira são tradicionais. Os clientes são cativos e frequentam o restaurante praticamente todos os dias, afirma o empresário.
“O Rei do Mocotó está na rota turística da capital. Os turistas chegam e querem conhecer a nossa comida. E temos clientes que frequentam o nosso restaurante desde a inauguração”, conta.
Diariamente são comercializadas 120 refeições, e no final de semana esse número é ainda maior. Com o crédito da Desenvolve MT, o empreendedor conseguiu modernizar e trocar os maquinários que utiliza todos os dias no restaurante.
“Compramos máquina de gelo, máquina de fazer suco de laranja, máquina de lavar louças, além de mercadorias para o restaurante, o que facilitou o nosso dia a dia com o atendimento”, conta.
Atualmente 22 pessoas, entre funcionários diretos e indiretos, trabalham no restaurante. Em julho, o Rei do Mocotó mudará para a nova instalação da feira do Porto. “Estamos muito otimistas com o novo espaço, e cada vez mais queremos melhorar o nosso negócio, que é tão prestigiado e adorado pelo povo cuiabano”, enfatiza.
Para o presidente da Desenvolve MT, Jair Marques, o Governo vem desempenhando o seu papel, e a equipe da agência se insere neste momento festivo do município, prestando serviço e atendendo os clientes na capital.
“Os empreendedores diariamente cumprem sua missão, contribuindo com o desenvolvimento do município, gerando riquezas e novas oportunidades de negócios, além de buscarem sempre novos projetos e ideias inovadoras que impulsionem a economia local”, afirma Jair Marques.![]()
Crédito
O Governo de Mato Grosso, por meio das linhas de crédito da Desenvolve MT, tem fomentado o cenário do empreendedorismo na capital.
No ano passado, mais de R$11 milhões foram liberadores em linhas de crédito para micro e pequeno empreendedores somente em Cuiabá. Ao longo dos últimos quatro anos o montante foi de mais de R$ 24 milhões. O setor de restaurantes tem impulsionado e contribuído para a geração de emprego e renda. Até março deste ano já foram liberados mais de R$3 milhões em concessão de crédito para os empreendedores da capital.
Atualmente a Desenvolve MT disponibiliza para as empresas diversas linhas de crédito para o fomento dos seus negócios. Recursos para investimento, capital de giro, compra de máquinas e equipamentos, que podem variar de R$15 mil a R$1 milhão, de acordo com a necessidade de investimento do empreendedor.
Perfil
Os pequenos negócios são parte importante para o fomento da economia. Cuiabá abriu, só no ano de 2022, 12.212 MEIs. Atualmente o universo empresarial de Microempreendedores Individuais é de 46.946 e esse número representa 47% do universo total de empresas ativas no município.
Em Mato Grosso, o número de Microempreendedores Individuais (MEIs), de acordo com o Portal do Empreendedor, é de 62.260 MEIs em atividade até março de 2023, impactando direta e positivamente na economia de Mato Grosso.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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