Política MT
CST apresenta relatório de audiência em Brasília e confirma evento em Cáceres
Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT
A Câmara Setorial Temática (CST) de Combate à Violência contra a Mulher apresentou, em reunião na manhã de hoje (02), o relatório da participação de integrantes durante a audiência pública que aconteceu na semana passada em Brasília. Na capital federal, os membros da CST levaram sugestões e propostas para a bancada de Mato Grosso a fim de que haja alterações na Lei nº 11.340- conhecida como Lei Maria da Penha. Nessa segunda-feira, foram definidos itens como a programação da primeira audiência pública que acontecerá no dia 6 deste mês na cidade de Cáceres.
A promotora Lindinalva Rodrigues considerou a participação do Poder Judiciário junto aos debates em Brasília fundamentais para que o Poder Legislativo instalasse a CST para tratar da violência contra a mulher. “Foi um momento muito importante. Considero essa visita a Brasília como um marco histórico para Mato Grosso. Toda a bancada parlamentar federal do estado esteva presente acompanhando o evento. Os participantes sentiram a importância do trabalho desenvolvido pela CST. Foram indicadas pessoas pioneiras de vários estados brasileiros para acompanhar o encontro”, relatou Lindinalva.
Na ocasião, a promotora argumentou que seu discurso foi baseado nas dificuldades atuais para aplicar a Lei Maria da Penha em razão das pequenas penas para a maioria dos crimes e da luta incessantes nossa contra a prescrição.
“É inegável como o nosso trabalho se aprimorou após a iniciativa da CST, com tarefas excepcionais. Foram apresentadas propostas para melhorar a questão do enfrentamento à violência, não somente em Mato Grosso, mas no Brasil. Entendo que é somente o início de uma longa jornada de trabalho e de mudanças na legislação a partir de debates, que nós temos que levar adiante para aprimorar a lei específica de proteção às mulheres. Mato Grosso mostrou o seu espaço e o seu pioneirismo desse enfrentamento”, afirmou ela.
O pronunciamento da juíza Amini Haddad trouxe à tona a importância de se criar políticas públicas mais acessíveis às mulheres, contextualizando a cúpula federal de que a violência doméstica só cresceu nos últimos tempos. “Os índices ainda são alarmantes e mostram que precisamos tomar uma decisão rápida para diminuir os dados negativos”, apontou ela.
A magistrada lembrou que a CST conta com o empenho de profissionais compromissados com a história em Mato Grosso. “A desembargadora Maria Erotides Kneip, nossa presidente na CST, conseguiu unir mentes na vocação de trabalhar por esse ideal. Este é o compromisso que temos com a justiça, porque aquilo que nós estamos fazendo aqui vai trazer mudanças na realidade de meninos e meninas, de famílias inteiras, de profissionais, não somente em Mato Grosso, mas em todo território nacional”, destacou Haddad.
Segundo Haddad, várias ideias, principalmente, o formato da educação brasileira precisa ser revistas. “Nós temos culturalmente conceitos de espaço do masculino e espaço do feminino que na verdade, destroem sonhos e inviabiliza projetos de vida. Falar desse trabalho é dizer do que está sendo realizado na CST. Parabéns desembargadora (Maria Erotides Kneip) por unificar toda ação que estamos desempenhando em Mato Grosso, que isso sirva de exemplo para o Brasil”, finalizou Amini.
Após a promotora e a juíza apresentarem o relatório da audiência de Brasília, a presidente da CST, desembargadora Maria Erotides Kneip destacou os encaminhamentos para oficiar a Procuradoria- Geral de Justiça sobre o evento com o material colhido durante o evento e ainda, oficiar a Corregedoria-Geral de Justiça e o Tribunal de Justiça das fundamentais participações dos juízes Jamilson Haddad e Amini Haddad.
A CST já deliberou 20 objetivos divididos em quatro indicadores com 13 metas a serem cumpridas e 58 ações estratégicas. A presidente da câmara confirmou a realização da primeira audiência pública no interior do estado, marcada para o dia 6 deste mês, a partir das 14 horas, em Cáceres.
Entre os principais objetivos estão: a implantação de uma comissão permanente dos direitos humanos da mulher na Assembleia Legislativa; e garantir a ampliação de serviços especializados de enfrentamento à violência doméstica/sexual e a existência de Secretarias (Estadual e Municipal da Mulher. Outro ponto definido é quanto à viabilização de ações na área de segurança pública que permitam a inclusão da investigação dos casos de violência contra a mulher na rotina dos serviços de Inteligência Policial.
Integrantes – Além da presidente desembargadora Maria Erotides Kneip, integram a CST a defensora pública Rosana Leite de Barros, como relatora; professora Jacy Proença, como secretária, e os membros Lindinalva Rodrigues, Josyrleth Magalhães Criveletto, Amini Haddad Campos, Glaucia Anne Kelly Rodrigues Amaral, Clarissa Lopes, Mayana Vitória de Souza Alves, Vera Bertolini, Eliana Vitalino, Eliane Rodrigues de Lima, Telma Reis, Luciana Rosa Gomes, Willian Cesar de Moraes e Tânia Mara Arantes Figueira.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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