Policial
Delegado Mário Resende é escolhido para delegado geral da Polícia Civil
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O delegado Mário Dermeval Aravechia de Resende foi escolhido pelo governador eleito, Mauro Mendes, para o cargo de delegado geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. O anúncio foi feito na tarde de sexta-feira (04).
Mário Resende é o primeiro colocado na lista tríplice entregue pelo Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo) ao novo governador de Mato Grosso. Ele teve 112 votos na disputa com o delegado Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, que ficou em segundo lugar com 71 votos e o delegado Jefferson Dias Chaves, que teve 25 votos. A votação ocorreu no dia 03 de dezembro.
O delegado ocupava o cargo de diretor de Execução Estratégica na gestão do delegado Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, que encerrou em 31 de dezembro de 2018 seus dois anos na administração geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.
O novo delegado geral da PJC é natural de Dracena, interior de São Paulo, casado e pais de duas filhas. Ingressou na Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso em 2013, tendo completado 16 anos de efetivo exercício no cargo de delegado de polícia, dos quais 10 anos foram no interior do Estado. Foi delegado em Alta Floresta e em municípios da fronteira Oeste. Atuou na Corregedoria de Polícia Civil e Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
Resende assegura que fará uma gestão empreendedora, inovadora, que vai modernizar a Instituição. “Sinto-me extremamente confiante de que faremos uma gestão justa e conseguiremos evoluir ainda mais”, afirma.
Como propostas para gestão 2019/2020, pretende continuar com uma administração proativa, de fortalecimento institucional; ampliação do efetivo, por meio gestão para concursos aos cargos de investigadores e escrivães, chamamento de delegados do cadastro de reserva; remoção de policiais com critérios técnicos e claros; reestruturação de unidades policiais; aquisições de materiais permanentes, bélicos e outros itens necessários para o desenvolvimento das atividades investigativas e repressivas de enfrentamento à criminalidade.
No campo repressivo, o delegado cita o combate intenso ao tráfico de drogas, especialmente, na fronteira, combate às organizações criminosas, roubos e furtos a bancos, defensivos corrupção, lavagem de capitais, crimes ambientais, violência contra mulher, crianças e adolescente, além de fortalecer a repressão aos crimes ambientais, contra o patrimônio (roubos comércio, residências e veículos), estelionatos, dentre outros delitos.
Mário Resende explica que a fronteira, localidade em que trabalhou por muitos anos, precisa ser priorizada para barrar o crime na fonte, na entrada e saída, e, para isso, deverá buscar recursos federais para a infraestruturação da Polícia Civil na fronteira Oeste de Mato Grosso, principal rota do tráfico de drogas vindo da Bolívia.
O delegado afirma que as investigações da PJC já têm um padrão de qualidade e para mantê-las cabe ao delegado geral propiciar condições de trabalho aos policiais e unidades.
Crise econômica
O delegado geral destaca ser necessário buscar outros meios para contornar a crise econômica em que o estado atravessa, visando manter as atividades administrativas e operacionais da Polícia Civil. Segundo ele, é preciso economizar, mas sem dinheiro é impossível manter as condições de trabalho das unidades, que necessitam de equipamentos, armas, viaturas, prédios em condições de funcionamento, e, sobretudo, de efetivo.
Com a experiência de três anos à frente da Diretoria de Execução Estratégica (DEE), considerada o “coração financeiro” da PJC, aprendeu driblar as dificuldades geradas pelo orçamento comprometido em R$ 6,5 milhões, no custeio e pagamento de aluguéis de imóveis.
Conforme o delegado, mesmo com orçamento apertado, foi possível, com muita gestão, locar mais prédios, para melhor o ambiente laboral dos policiais e atender dignamente à população. “Esperamos reduzir em R$ 3 milhões esses gastos, sobrando mais dinheiro conseguiremos investir em outras áreas como aquisições de móveis, equipamentos de informáticas, armamento e material de expediente”, declara.
Para contornar a falta de recursos financeiros, segundo o delegado, o melhor caminho são as parcerias com outros órgãos e instituições na doação de bens, recursos de emendas parlamentares, via deputados estaduais e federais, termos de ajustamento de conduta (TAC) com o Ministério Público Estadual, compensação ambiental, acordos de leniência, termos de cooperação técnica ou termos de cessão, dentre outros.
Como exemplos dessas iniciativas administrativas estão aquisições gerais (equipamentos de tecnologia e informática, armas, munições, mobílias, ar condicionados e outros) feitas pela Polícia Civil com recursos de R$ 2,2 milhões em emendas parlamentares, TAC de R$ 1,5 milhão, assegurado em conta para construção da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), e R$ 1,5 milhão de doações diversas.
Ações Administrativas
Dentre as ações administrativas cita a tríade: Academia, Corregedoria e Assessoria Jurídica, como mecanismos fortes para normatização das regras e segurança jurídica dos policiais.
Para Mário Resende, é imprescindível a reformulação da Academia de Polícia (Acadepol) que necessita de recursos para reforma e ampliação predial, reforço no corpo técnico para que haja expansão das capacitações, cursos de aprimoramento profissional e intercâmbios com outras polícias da federação. “Queremos nosso academia de portas abertas em um prédio totalmente reformado e reativação do hotel de trânsito”, afirma.
A Corregedoria de Polícia também terá atenção especial e ganhará reforço no efetivo, com equipe especializada na apuração de delitos praticados por policiais, mas também ampliando o caráter orientativo e mantendo sua independência investigativa, para melhor controle interno dos atos praticados por policiais. Uma página da unidade, vinculada ao site institucional da PJC, deverá ser criada para facilitar denúncias do cidadão e informações aos policiais.
No campo jurídico, também prevê reforço na assessoria jurídica, que fica na Diretoria Geral da Polícia Civil, que passará a tratar exclusivamente da área jurídica, desvinculando da secretaria de Conselho Superior de Polícia (CSP).
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Efetivo
Com previsão de mais de 200 aposentadorias para os próximos dois anos, a abertura de concurso público para ingresso de novos investigadores, escrivães e chamamento de delegados do cadastro de reserva, será imprescindível para continuar as atividades investigativas e operacionais das delegacias de Polícia.
O total de policiais civis aptos a aposentarias é quase o equivalente ao efetivo da Regional de Rondonópolis, que têm atualmente 267 policiais distribuídos nas 19 unidades do polo.
“Vamos fazer gestão ao governo para que seja realizado concurso emergencial para suprir essa deficiência. O preço da escassez de policiais é um enorme risco à sociedade”, assevera.
Dentre outras medidas, para o reaproveitamento do quadro pessoal, enquanto não há incremento no efetivo, é previsto fechamento de pequenas unidades, onde há pouca demanda criminal e produtividade. A desativação de delegacias terá como base critérios técnicos, como gastos, efetivo, demanda, e criminalidade da localidade.
Violência Doméstica
Em sua gestão, a violência doméstica será priorizada e a Delegacia da Mulher de Cuiabá deverá ganhar uma nova sede, assim como a Delegacia da Mulher de Cáceres que deve ter o novo prédio (de 1000 m²) inaugurado no começo de 2019.
Todas as sete Dedm (Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Rondonópolis, Barra do Garças, Tangará da Serra e Sinop) passarão a trabalhar com a plataforma do Processo Judicial Eletrônico (PJe) para encaminhamento via web de medidas protetivas ao Poder Judiciário, como já acontece na Delegacia da Mulher de Cuiabá, dando mais agilidade e segurança às vítimas.
Obras e Reformas
Construção da nova Central de Flagrantes de Cuiabá em terreno próprio, localizado no bairro Carumbé, ao da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), está no planejamento do novo gestor da PJC. “Será uma unidade ampla, térrea, com acessibilidade e totalmente estruturada para o trabalho desempenhado pelo plantão”, afirma.
O recurso, cujas tratativas já estão em andamento, deverá vir termos de ajustamento de conduta ou acordos de leniências junto ao Ministério Público Estadual (MPE), que também já garantiu a construção da sede da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, em um prédio quatro vezes maior ao atual, da diretoria geral, que é alugado.
A nova diretoria da PJC, que em toda a sua história nunca teve um sede digna, terá 5 andares, sendo um exclusivo para tecnologia de informação. Somente o projeto de engenharia do prédio custou R$ 130 mil e foi pago com dinheiro de TAC obtido junto ao MPE.
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Também ganharão novas sedes as Delegacias de Sorriso, Campo Verde, Nova Ubiratã e Jauru, todas graças a parcerias com Prefeituras, Poder Judiciário, Conselho Segurança (Conseg) e a sociedade civil organizada, como ocorreu em Sorriso, que devido à atenção dada à segurança pública da cidade, a sociedade se empenhou na captação de recursos para construção da nova delegacia.
Na capital, os crimes de estelionatos deverão ser investigados em uma delegacia própria, desvinculada da 2ª Delegacia de Polícia, onde hoje está a estrutura, com efetivo próprio para o atendimento da demanda que tem causado preocupação da Polícia Civil.
Os crimes praticados pela internet ou com uso de tecnologia deverão ganhar uma delegacia que irá abarcar as ocorrências e desenvolver toda a investigação, não apenas o assessoramento como acontece com a Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), que passará a se chamar Delegacia de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Decat).
Experiência
Com experiência em investigações de crimes diversos, em especial ao tráfico de drogas, adquiridos durante os sete anos em que atuou na fronteira, na Delegacia de Mirassol D’Oeste, e nos últimos anos no administrativo da Diretoria de Execução Estratégica, o delegado Mário Resende agradeceu a oportunidade dada pelos seus antecessores delegados Adriano Peralta, Rogério Modelli, e Fernando Vasco, de ocupar o cargo de diretor de execução estratégica, que o preparou para o cargo máximo da Polícia Civil, o de delegado geral.
Resende ainda agradeceu ao ex-secretário de Segurança Pública, Rogers Elizandro Jarbas, e ao atual secretário Gustavo Garcia, por ter aberto as portas da Sesp à Polícia Civil e possibilitado a instituição avançar nesses últimos anos.
“Tenho respeito por todos os policiais civis. Vou buscar a união da Polícia Civil em prol do crescimento institucional e de todas as categorias”, finalizou.
Policial
Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados
Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.
A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.
Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.
Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.
Além das grades
Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.
Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.
A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.
Nome da Operação
O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades
Policial
Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.
Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.
Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.
Não houve registro de vítimas.
Policial
Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Mandados judiciais
Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.
O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.
Investigação
O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.
O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).
Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.
A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.
Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.
Continuidade
As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.
Integração
Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
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