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Delegados de MT lançam livro com temas atuais da atividade policial

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Assessoria | Umanos Editora e PJC-MT

Com autoria de nove delegados, sendo sete integrantes da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, acontece na segunda-feira (24.06), acoletiva de imprensa do livro “Tratado Contemporâneo de Polícia Judiciária”, que apresenta temas contemporâneos e poucos explorados doutrinariamente sobre a atividade policial, abordados com profundidade ímpar. O lançamento da obra ocorre na quarta-feira (26).

O livro, publicado pela Umanos Editora, conta com a organização e autoria de oito delegados brasileiros, sendo sete dos coautores de Cuiabá, um do Paraná, além de um doutor professor convidado da Universidade do Porto, Portugal.

A coletiva de imprensa de lançamento do livro, com a presença dos delegados de Mato Grosso, será realizada no dia 24 de junho, às 09 horas, no CineFlix, sala 6, terceiro piso do Várzea Grande Shopping.

O livro apresenta visão de autores com vastas experiências práticas, inclusive em grandes operações policiais, e teóricas em diversos temas que ganham eco e projeção jurídica através dos autores, como lidar com o enfrentamento do crime organizado e da criminalidade contemporânea, visto que métodos tradicionais e clássicos não atendem mais aos reclames de uma investigação criminal.

Entre os temas abordados na obra estão: Limites da premiação na colaboração premiada; Impossibilidade da impugnação do acordo de colaboração premiada; Capacidade postulatória do Delegado de Polícia; Polêmicas do furto de semoventes, abate de criminosos por snipers, tipificação de exigir da vítima fotografias ou vídeos desnudos pela internet, princípio do delegado natural; O Delegado de Polícia pratica crime de hermenêutica?.

Há também temas relacionados ao contraditório no inquérito policial e a função do delegado na persecução criminal, como Direito de Segurança Pública; discussão sobre a requisição do prontuário médico e o dever de atendimento; Acesso de dados em aparelhos de celulares em uma análise crítica; Autoridade Policial e a concessão de medidas protetivas de urgência. E mais: Método de Investigação F3EAD; Requisitos para implementação de técnicas de intrusão em redes.

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Organizadores / Coautores:

• Dr. Antônio Francisco de Souza – Doutor pelas Faculdades de Direito e de Letras da Universidade do Porto e Mestre pelas Universidades de Freiburg (Alemanha) e de Coimbra, Portugal. Professor da Faculdade de Direito da Universidade do Porto e regente da Disciplina “Direito Administrativo Policial”. Autor de várias obras de Direito Administrativo e em especial de Direito Policial. Tradutor e co-tradutor de diversas obras jurídicas de autores alemães de referência, como Wolff/Bachof/Stober/Kluth, R. Zippelius, P. Häberle, Stober, Pieroht/Schlink, Michael/Morlok, nas áreas do direito administrativo, da ciência política e dos direitos fundamentais. Coautor e organizador da obra.

• Henrique Hoffmann – Delegado de Polícia Judiciária Civil do Paraná. Premiado como melhor Delegado de Polícia do Brasil, na categoria jurídica (2017/2018). Autor de 25 livros e mais de 70 artigos. Mestre em Direito pela UENP. Graduado em Direito, especialista em Direito Penal e Processual Penal. Professor e coordenador de pós-graduação do CERS. Professor da Escola da Magistratura de Mato Grosso, Escola da Magistratura do Paraná, Escola Superior de Polícia Civil do Paraná e SENASP. Coordenador do IBEROJUR no Brasil. Coordenador de coleção pela Juspodivm. Colunista do Conjur e da Rádio Justiça do STF. Coautor e organizador da obra.

 Joaquim Leitão Júnior – Delegado de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Graduado em Direito, pós-graduado em Ciências Penais e em Gestão Municipal. Realizou curso de Extensão de Integração de Competências no Desempenho da Atividade Judiciária com Usuários e Dependentes de Drogas, pela USP. Atua como professor de cursos preparatórios para concursos públicos. Ex-assessor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Colunista do site Justiça e Polícia, coautor de obra jurídica e autor de artigos jurídicos. Coautor e organizador da obra.

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Coautores:

• Bruno Lima Barcelos – Delegado de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Diretor Adjunto da Academia de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Graduado em Direito, com especialização em Direito Processual, em Direito Penal e Processual Penal, e em Inteligência Competitiva e Desenvolvimento Regional. Mestrando na Universidade Lusófona do Porto, Portugal. Foi um dos criadores dos projetos de acolhimento junto às delegacias de polícia de Chapada dos Guimarães (violência doméstica contra a mulher) e DEA – VG (adolescentes em conflito com a lei). Professor das disciplinas de Direito Penal, Processual Penal e Direito Constitucional, ministrou cursos de destaque como na Formação de Policiais Civis (ACAPEDOL), Formação de Praça e Sargentos da Polícia Militar de Mato Grosso (CEFAP) e Curso de Pós-graduação para assistentes sociais (Poliensino). Atuou como coordenador dos cursos preparatórios para a carreira policial e curso preparatório para a concurso público da Magistratura mato-grossense (Poliensino/Polieduca Brasil e Escola da Magistratura Mato-grossense – EMAM).

• Cláudio Álvares Sant’Ana – Delegado de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Titular da Delegacia da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande-MT. Graduado em Direito, com especialização em Ciências Criminais e em Segurança Pública.

• Marcel Gomes de Oliveira – Delegado de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Lotado na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa – DHPP. Formado em Direito, com especialização em Direito do Estado e em Metodologia do Ensino Superior. Atuou como Advogado e consultor jurídico, possui experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Penal e Direito Processual Penal. Professor de cursos preparatórios para concursos públicos e professor da Academia de Polícia Judiciária Civil do Estado do Mato Grosso (ACADEPOL/MT). Já ministrou aulas de Criminologia, Ética, Direitos Humanos e Cidadania do Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Estado da Bahia; professor universitário nas disciplinas de Direito Penal, Legislação Penal Especial, Medicina Legal e Direito Processual Penal nas Faculdades Dois de Julho e no Centro Universitário da Bahia (Estácio de Sá).

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 Luiz Henrique Damasceno – Delegado de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Lotado na Delegacia Fazendária – DEFAZ. Graduado em Direito, com especialização em Gestão Pública.

• Guilherme Berto Nascimento Fachinelli – Delegado de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Titular da 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande/MT. Graduado em Direito, especialista em direito público com ênfase no magistério superior. Professor da Academia de Polícia de Mato Grosso (ACADEPOL) e do curso preparatório para concursos na Escola da Magistratura de Mato Grosso (EMAM).

• Rodrigo Azem Buchdid – Delegado de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Adjunto da 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande/MT.

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Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

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Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

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A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

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Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

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Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

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Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

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Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

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Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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