Política MT
Deputada pede afastamento do governador Pedro Taques
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
Os deputados estaduais, reunidos em sessão plenária vespertina na terça-feira (23), votaram durante a Ordem do Dia vários requerimentos, indicações, projetos de resolução concedendo título de cidadão mato-grossense, audiência pública e indicações.
Com a presença de 18 deputados, a sessão foi aberta pelo presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (DEM), e no grande expediente a sessão foi bastante acirrada por conta do pedido de afastamento do governador Pedro Taques (PSDB), apresentado pela deputada Janaina Riva (MDB).
A deputada justificou o pedido de afastamento com a delação do empresário Alan Malouf, citando esquema de arrecadação de doação de empresários (caixa 2) de campanha eleitoral, contratos ilegais, fraudes e desvios na Secretaria de Educação, pagamento de mensalinho a secretários e até utilização de caixa 3.
Segundo a parlamentar, “o recebimento da denúncia, mesmo faltando dois meses para encerrar o governo, é medida inadiável para a preservação das instituições, a fim de que não haja ocultamento de crimes e provas”, disse.
Em contraponto, o deputado Wilson Santos (PSDB), vice-líder de governo na Assembleia Legislativa, disse que as acusações precisam ser "respeitadas", mas descartou que houve rombo na Seduc. “Falhamos na batalha da comunicação e essa mentira foi repetida milhões de vezes. Acusam o governador de ter participado da Rêmora e ele sequer é réu no processo, sequer tem condenação”, disse.
O parlamentar acredita que a Casa de Leis é madura e que o pedido de afastamento não surtirá efeito. “É preciso mais moderação e respeito ao perdedor. Nas cortes marciais, é inadmissível atacar o derrotado”, completou.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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