Política MT
Deputada reforça papel da mulher na efetivação de políticas públicas de proteção às mulheres
Foto: Helder Faria
Durante audiência pública requerida pelo deputado Valdir Barranco (PT) para deliberar sobre as questões da mulher na sociedade, ocorrida na tarde desta segunda-feira (11), a deputada estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa, Janaina Riva (MDB), reforçou a necessidade de mais mulheres na política para que a realidade de violência seja mudada. Na visão da deputada, não faltam leis de amparo à mulher, o que falta é a efetivação dessas políticas públicas.
“Não faltam leis de amparo à mulher, eu até as considero extremamente contemplativas. O problema está na efetividade do cumprimento dessas leis. É constrangedor quando uma mulher passa por uma agressão, passa por uma delegacia que nem sempre é a da mulher e tem que voltar para casa, onde muitas vezes é a mesma do seu agressor, porque não temos uma casa de amparo transitória à mulher vítima de violência. Isso faz toda diferença no combate ao feminicídio, por exemplo. A gente fala de um estado que é rico, que cresce mais que todos os estados brasileiros, mas onde cresce também no número de mulheres vítimas de violência doméstica. E esse é um dado muito importante porque Mato Grosso é o estado mais preconceituoso, mais machista do Brasil e essa pauta precisa ser tratada de forma contínua aqui”, disse.
Segundo Janaina, a audiência serviu para ouvir diversos segmentos da sociedade que lutam contra a violência e em defesa dos direitos da mulher. “Essa audiência serviu exatamente para isso, para tratarmos de medidas que já foram implementadas que deram certo como, por exemplo, o caso de Barra do Garças, que praticamente zerou o índice de violência doméstica com medidas simples, como a Patrulha Maria da Penha e uma rede de enfrentamento da violência contra a mulher. Eu vejo um desmonte das polícias civil e militar acontecendo não só em Mato Grosso, mas em todo Brasil, e isso atrapalha muito. Nós estamos em um estado que tem dificuldade de adquirir viaturas. Tenho um projeto de lei que institui a Patrulha Maria da Penha em todo o estado, a exemplo do que já acontece em Barra, mas que neste instante fica inviabilizado, por conta da falta de viaturas”, explica.
A deputada lembra que não é só fato de ser mulher e estar na política que pode mudar a realidade de desigualdade, mas o da consciência dessa realidade. Segundo Janaina, a violência contra a mulher se massifica com alguns discursos.
“Quando você trabalha com a diminuição da figura da mulher, como eu vi o caso da senadora Selma Arruda, afirmar que as mulheres são tratadas de forma igualitária em nosso país, com as mesmas oportunidades dos homens, e sabemos que isso nem de longe condiz com verdade. É claro que precisamos de mais mulheres na política, mas que não tenham pensamento arcaico como da senadora eleita pelo nosso estado de que as mulheres não precisam mais de igualdade, nem de direitos, porque já temos igualdade. Eu, sinceramente, não sei em qual país que ela vê uma igualdade de gênero, porque no Brasil não é. Fiquei abismada ao ler em uma entrevista a mesma senadora dizer que as mulheres têm que se aposentar com a mesma idade do homem e que a previdência tem que ser igualitária. Temos que lembrar que nem todas as mulheres são deputadas, juízas, senadoras ou aquelas que são beneficiadas com altos salários em nosso país e têm condição de ter uma babá, uma funcionária em casa, de dar um ensino de qualidade aos seus filhos, essa não é a realidade das mulheres brasileiras que fazem jornada tripla entre trabalhar fora e cuidar da casa. Então esse tipo de discurso nos preocupa porque é o retrocesso”, finalizou.
Legislação – A deputada Janaina Riva é autora de diversas leis e projetos de leis que tratam da defesa da mulher. São leis de Janaina já sancionadas:
Lei n° 10.760/2018 – Que dispõe sobre a valorização das mulheres e o combate ao machismo na rede pública estadual de ensino de Mato Grosso.
Lei n° 10.745/2018 – Que dispõe sobre o atendimento diferenciado à mulher chefe de família, à mulher idosa e à mulher com deficiência nos programas habitacionais populares do estado de Mato Grosso.
Lei n° 10.784/2018 – Institui a Política Estadual de Formação e Capacitação Continuada de Mulheres para o Mercado de Trabalho.
Lei n° 10.506/2017 – Torna obrigatório o atendimento hospitalar diferenciado multidisciplinar às crianças e mulheres vítimas de violência sexual no âmbito do estado de Mato Grosso, e dá outras providências.
Além das quatro leis já sancionadas, a parlamentar possui mais 9 projetos de leis em tramitação cujo tema é a mulher.
Política MT
Teté Bezerra: a primeira mulher eleita deputada estadual por Rondonópolis
Pioneira na política de Rondonópolis, Teté Bezerra fez história ao conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Foto- Assessoria
A trajetória política de Teté Bezerra é marcada pelo pioneirismo. Ela entrou para a história de Rondonópolis como a primeira mulher do município eleita para o cargo de deputada estadual, ampliando a presença feminina na política mato-grossense.
Em 2010, Teté foi eleita deputada estadual pelo PMDB, com 22.964 votos, garantindo uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a legislatura de 2011 a 2015.
Antes de chegar à Assembleia, Teté já havia construído uma trajetória no cenário político estadual e nacional. Ela foi eleita deputada federal em 1994 e reeleita em 1998, tornando-se uma das principais representantes femininas de Mato Grosso no Congresso Nacional.
A eleição para deputada estadual consolidou sua presença política e reforçou a participação de mulheres de Rondonópolis na disputa por espaços de representação no Estado.
O feito permanece como um marco na história política do município, especialmente em um cenário no qual a participação feminina nas disputas eleitorais ainda enfrentava grandes desafios.
Teté Bezerra entrou para a história de Rondonópolis não apenas pelos mandatos que exerceu, mas também por abrir caminho para outras mulheres na política local.
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E agora, Rezende? Chapa com apenas 10 candidatos coloca reeleição em jogo no União Brasil

Foto- Assessoria
A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser dura dentro do União Brasil. Com uma chapa enxuta, formada por apenas 10 candidatos, o partido aposta na concentração de votos para tentar eleger dois ou até três deputados estaduais nas eleições de 2026.
Entre os nomes que encaram a disputa está o deputado Sebastião Rezende, que busca a reeleição pelo União Brasil. A candidatura foi homologada durante a convenção estadual da legenda.
O próprio deputado Júlio Campos reconheceu o grau de dificuldade da composição. Segundo ele, apesar de a chapa ter apenas 10 candidatos, existe a expectativa de conquistar duas ou três cadeiras na Assembleia.
Além de Rezende e Júlio Campos, o União Brasil colocou na disputa nomes como Dilmar Dal Bosco, Michelly Alencar, Wender Roman, Eliane da Silva Ferreira, Cenira Evangelista, Antônio Carlos da Silva Barros e Ana Paula Leiria. A lista sofreu alteração na reta final, com Ana Paula substituindo Lédio Procópio de Souza.
A estratégia de uma chapa menor pode favorecer os candidatos com maior estrutura eleitoral e maior capacidade de concentração de votos. Por outro lado, aumenta a pressão sobre os nomes que já exercem mandato e precisam justificar nas urnas sua permanência no Legislativo.
E agora, Rezende? Com menos candidatos para dividir os votos, a disputa interna pode ser ainda mais intensa. A pergunta que fica é se o deputado conseguirá manter sua força eleitoral e garantir mais um mandato na Assembleia.
A chapa do União Brasil está definida. Agora, a resposta será dada pelo eleitor.
Política MT
Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis

Foto-Assessoria
Candidata a deputada estadual pelo PL participou do programa 105 Notícias e falou sobre propostas para a saúde pública e outras pautas que pretende defender na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nesta sexta-feira (21), a candidata a deputada estadual Dra. Luciana Horta (PL) participou do programa 105 Notícias, da Rádio 105 FM, apresentado pelo radialista e jornalista Zé Pereira. Durante a entrevista, ela falou sobre suas propostas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Dra. Luciana Horta foi a vereadora mais votada nas eleições de 2024 e assumiu uma cadeira na Câmara Municipal. Entre as principais pautas de seu mandato estão o combate ao feminicídio e a saúde pública, área em que tem se destacado pela cobrança de melhorias nos serviços oferecidos à população.
A vereadora e candidata a deputada estadual afirmou que sua atuação sempre foi voltada à defesa da população.
“Meu dever é lutar diariamente para que a população tenha o mínimo de dignidade e possa chegar ao seu posto de saúde e ter o mínimo. Ultimamente, nem coletor de urina estava tendo para fazer exames”, afirmou durante a entrevista.
As propostas de Dra. Luciana Horta para a saúde pública de Mato Grosso incluem medidas para melhorar o atendimento de urgência e emergência, ampliar o acesso a serviços especializados e fortalecer a assistência a pacientes com câncer, doenças crônicas e pessoas que dependem de medicamentos de alto custo.
O plano também prevê articulação para a implantação de uma nova UPA na região em expansão de Rondonópolis, estudos para a construção de um Hospital Regional na Região Sudeste e ações voltadas ao atendimento de comunidades rurais, ribeirinhas e de difícil acesso. A proposta também inclui a fiscalização das filas, dos prazos e dos serviços de saúde.
Durante a entrevista, Dra. Luciana Horta também falou sobre a importância da participação de novas pessoas na política.
“A cadeira não vai ficar vazia. Se pessoas boas não lançarem seus nomes, com coragem e propósito, outros vão continuar nesse poder”, afirmou Dra. Luciana Horta.






