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Deputado debate sobre a Lei Aldir Blanc com representantes da Secretaria de Cultura de Rondonópolis

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O deputado estadual Delegado Claudinei levantou importantes informações sobre a lei aplicada pelo município

Deputado Claudinei se reúne com representantes da Secretaria de Cultura e vereadores de Rondonópolis-Foto: Assessoria

No propósito de compreender o motivo de alguns artistas de Rondonópolis (MT), não terem sido contemplados com a Lei Aldir Blanc de n.° 14.017/2020, sancionado pelo governo federal, o deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) se reuniu com o secretário municipal interino de Cultura, Rafael Mandrácio Arenhardt, para obter os devidos esclarecimentos. Com a pandemia da Covid-19, essa legislação prevê auxílio financeiro ao setor cultural durante situação de calamidade pública nos Estados, Distrito Federal e municípios.

“Recebemos algumas demandas de reclamações, por causa da pandemia, o pessoal que depende da cultura sofreu muito e passa dificuldades. Devido alguns artistas terem nos procurado, decidimos nos reunir com os representantes da Secretaria Municipal de Rondonópolis juntos aos vereadores para compreendermos como está a execução da lei no município e o que fazer com aqueles interessados que não foram beneficiados”, comenta Claudinei.

Projeto

A Secretaria de Cultura desenvolveu oito editais que garantiram o atendimento de 440 artistas do município. “Essa lei, quando chegou em Rondonópolis, era para ter atendido em média 200 artistas, mas houve a incumbência de aumentar o número de pessoas a serem atendidas. A Secretaria não só atendeu, como auxiliou todos os artistas a prestarem conta do dinheiro que receberam para não ficarem inadimplentes. Aquele que ficar inadimplente não é porque a Secretaria não ajudou. Tudo passou por um conselho e uma lógica”, esclarece Rafael.

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O secretário interino reconhece que essa Lei Aldir Blanc trouxe um grande ganho na parte administrativa da Secretaria. “Essa lei, além dos auxílios aos artistas, teve um elemento fantástico que permitiu a organização da classe artística e documental, regularização, abertura de contas, cadastramento de projetos e até facilitar o trabalho com emendas. Era muito difícil pegar um artista e que estava irregular. Tiveram todo o auxílio necessário”, detalha.

Editais

Laurimar Souza que atua na área de Projetos Culturais da Secretaria Municipal de Cultura, destacou que Rondonópolis foi a única cidade de Mato Grosso a elaborar oito editais para contemplar o máximo de artistas possíveis de todas as áreas. Ela explica que teve edital para pintura de murais, em que o artista teria que entregar 40 metros quadrados de uma área pública pintada. “Essa arte foi passada por uma comissão e aprovada para ser distribuída na cidade. O valor recebido pelo artista foi de R$ 5 mil”, diz.

Também, teve 10 projetos culturais selecionados e que possuem mais artistas, cujo o valor foi de R$ 37 mil, explica Laurimar, que acrescenta que teve outra proposta que contemplou a maioria dos artistas em setores diversificados (dança, música, cultura indígena, artesanato e artes visuais), sendo repassado para cada R$ 1.800.

Em relação à proposta para pontos de cultura, em que o artista ministra cursos para comunidade, no valor de R$ 40 mil, só teve um registro. Houve a montagem de exposição de obras, em que o artista recebe R$ 2,5 mil, mas em contrapartida ele cede duas obras como patrimônio do município que vão para uma exposição e que serão distribuídas nas secretarias da cidade – ressalva a servidora.

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Referente a parte literária, o produtor disponibiliza 50 exemplares a serem entregues nas bibliotecas municipais, como, também, teve edital em relação a publicação de livros e monografias. “Todos estes editais passaram por uma pesquisa, verificamos como seria o custo. Tudo foi estabelecido com prazo. Deu muito certo aqui, ainda estamos executando os trabalhos. O artista entrega o seu trabalho, seja da música ou da pintura. Dentro disso aí, fazer o trabalho de criação da identidade cultural de Rondonópolis”, frisa Laurimar.

Na oportunidade, o deputado Claudinei ficou de se reunir na Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso para verificar novos recursos para Rondonópolis já que não há mais saldo disponível aos artistas da região. “Se ele (Claudinei) conseguir novos recursos, pretendemos fazer um novo edital para contemplar outros artistas que ainda não foram beneficiados”, adianta a servidora que esclarece que se a aplicação da lei não der certo em determinados municípios, tende os recursos retornarem para o Estado.

Na reunião também marcaram presença o assessor de Articulação Cultural da Secretaria de Cultura, Paulo Rogério, diretor de Eventos Culturais, Marcelo Valença e Roberto Barcellos da Secretaria de Cultura e os vereadores de Rondonópolis Marisvaldo Gonçalves (PSL) e Kalynka Meirelles (PRB).

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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