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Deputados aprovam proposta que regulariza a vida fiscal de devedores com o estado

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Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Os deputados estaduais aprovaram,  em sessão extraordinária realizada na quinta-feira (23),  o Projeto de Lei nº 1.129/2019 ( Veja a íntegra aqui  ), ou mensagem 152/2019- de autoria do governo do estado, que regulariza débitos, reduz as parcelas e aumenta o percentual de desconto sobre o valor total de juros e multas das dívidas de empresários jutno ao fisco estadual. A matéria vai à sanção do governador Mauro Mendes (DEM).

As mudanças, de acordo com o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), são de extrema importância tanto para o empreendedor, quanto para os cofres do estado.

“Essa proposta, que trata das multas acessórias e penalidades, dá uma nova realidade de arrecadação para Mato Grosso. O Estado faz cobrança de forma absurda dos empreendedores. Às vezes a multa chega a 200%, a 400% … O Estado está fazendo justiça e traz a cobrança à realidade”, explicou Dal Bosco.

No texto aprovado, os deputados autorizam o Executivo a conceder remissão e anistia até o valor equivalente a 20 Unidades Padrão Fiscal do Estado de Mato Grosso nos termos do Convênio ICMS nº 147/2019, celebrado com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Hoje, a UPF/MT é de R$ 143,69.

Outra mudança está no artigo 9º, da Lei que instituiu o Programa de Recuperação de Créditos do Estado de Mato Grosso – Refis/MT. No inciso II, por exemplo, com a nova proposta, o número de parcelas será em até 4 vezes. Já a remissão que incide sobre o valor total dos juros e da multa moratória será de 70%.

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Nesse mesmo inciso II, mas no texto em vigor, as parcelas mensais e sucessivas são divididas em até 12 vezes. Já a remissão total dos juros, da multa moratória e da penalidade é de 65%. Vale destacar que as mudanças são feitas também nos incisos III, IV, V e VI. O texto renumera o inciso VI para o X, na Lei 10.433/2016.

De acordo com Dilmar Dal Bosco, o Parlamento estadual debateu e aprovou uma das propostas mais complexas dos últimos anos. A norma traz para Mato Grosso uma nova realidade, possibilitando aos diversos setores da economia quitarem seus débitos com o Estado.

“O agricultor, que muitas vezes trabalha com a produção do leite, não tem acesso ao profissional de contabilidade. Em função disso, ele não entrega em tempo hábil a Guia de Informação e Apuração do ICMS e, por isso, é penalizado. Existe pequeno agricultor que tem multas de R$ 126 mil. Com a regularização a divida cai para R$ 5 mil. Esse pagamento é acessível. O que estava sendo aplicado pelo estado é inaplicável de pagamento”, disse Dal Bosco.

O projeto analisado, de acordo com Dal Bosco, em regime de urgência-urgentíssima foi aprovado porque já tinha sido acatado em 1ª votação. “Ele seguiu o mesmo rito do projeto de lei complementar 53/2019 da remissão dos incentivos fiscais. Foi apresentado um substitutivo integral pelo governo. O projeto não é do governador e nem do governo, mas é um projeto do Estado”, explicou.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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