Mato Grosso
Desenvolve MT promove encontro da rede de agentes de crédito de diversos municípios em Cuiabá

A Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso promoveu nesta quarta-feira (25.3) um evento no auditório da Controladoria-Geral do Estado (CGE) voltado para os agentes de crédito do interior do Estado. A iniciativa teve como foco alinhamentos internos e o fortalecimento da descentralização da atuação da agência.
Considerados peças-chave para o funcionamento da política de crédito no Estado, os agentes foram destacados durante o evento como os “braços” da Desenvolve MT no município, fazendo a ponte entre a população e agência, orientando empreendedores, identificando demandas locais e viabilizando o acesso ao financiamento.
Durante a programação representantes de diferentes setores da instituição apresentaram fluxos, estratégias e ferramentas que contribuem para aprimorar o atendimento, desde o primeiro contato com o cliente até a comunicação institucional. O objetivo é garantir que a experiência do empreendedor seja cada vez mais qualificada e eficiente em todas as etapas. O evento se estende também para o período da tarde quando será realizada a capacitação de novos agentes.
Para a presidente, Mayran Beckmann, o papel dos agentes vai além da operacionalização do crédito. “A atuação está diretamente ligada ao propósito social da agência, que busca fomentar o desenvolvimento econômico com impacto positivo nas comunidades. No dia a dia, vocês terão contato direto com projetos e histórias que representam o sonho de muitas pessoas. E sabemos que viabilizar esses projetos exige não apenas análise técnica, mas também sensibilidade. O acesso ao crédito é um dos pilares para que o empreendedorismo aconteça de forma estruturada e sustentável.”
O encontro também destaca a importância da atuação próxima e humanizada dos agentes, sobretudo em locais onde o acesso ao crédito ainda enfrenta desafios. Ao levar a Desenvolve MT até esses locais, os profissionais contribuem para reduzir a desigualdade e estimular o crescimento de pequenos negócios em todo o Estado.
Para a coordenadora de agentes de crédito, Julianna Castro, o encontro também cumpre um papel importante de integração entre os profissionais que atuam em diferentes regiões do estado. “Esse momento permite a troca de experiências entre os agentes, o compartilhamento de boas práticas e a construção de soluções mais alinhadas à realidade de cada município.”
Ela destaca que o fortalecimento da rede contribui para tornar a atuação mais estratégica. “Quando os agentes estão conectados e bem informados, conseguimos ampliar o alcance das nossas ações e atuar de forma mais eficiente, respeitando as particularidades de cada localidade.”
*Com supervisão de Livia Rabani
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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