Mato Grosso
Detran realiza encontro anual de alinhamento com agências municipais de trânsito

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) realizou, entre 16 e 18 de julho, o Encontro Anual das Agências Municipais de Trânsito. O evento ocorreu no auditório da sede do Detran, em Cuiabá.
Durante os três dias, foram realizadas palestras de temas como: padrões de conduta no atendimento presencial, manual de procedimentos e envio de processos a Ciretran, situações de atendimento que são passadas para o atendimento virtual, transferência digital e assinaturas digitais, processo de vistoria veicular, infração de trânsito e seus desdobramentos, processo de suspensão e cassação de CNH, restituição de taxas e/ou multas, processo de remoção, entre outros temas relevantes para o dia a dia dos servidores que atuam nas agências municipais.
Joirço da Silva atua na agência municipal de Paranaíta e falou sobre a participação no evento. “É um evento de grande valia para nós que estamos no interior, que levamos serviços do Detran à população que fica longe da Capital. Aprimorar nosso conhecimento é de suma importância, e quem ganha é a população, com a melhora da qualidade dos serviços prestados nas agências”, falou.
Conforme o diretor de Habilitação e Veículos do Detran, Alessandro de Andrade, o encontro é uma oportunidade de realizar um alinhamento das informações pertinentes ao Detran para os representantes das agências municipais.
“Com esse evento conseguimos trazer os servidores das agências municipais que atendem municípios onde não temos Ciretrans, para que possamos manter um diálogo mais próximo e com informações padronizadas para todos sobre os processos e procedimentos do Detran”, disse o diretor.
O presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, destacou a importância das agências municipais para a execução dos serviços do Detran no Estado. Segundo ele, atualmente, a sede e as Ciretrans atendem 90% da frota do Estado, e as agências municipais 10% da frota. Atualmente, Mato Grosso conta com uma frota de 2.813.691 veículos.
“Por meio de termos de cooperação com as prefeituras municipais conseguimos levar serviços do Detran para municípios do Estado onde não temos Ciretrans, aproximando o Detran da população e evitando o deslocamento dos cidadãos para outros municípios para realizar serviços da Autarquia”, destacou.
Atualmente, 60 municípios do Estado contam com agências municipais conveniadas. Esses municípios firmaram termo de cooperação com o Detran para prestação de serviços de veículo e/ou habilitação.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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