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Dez livros que vão te ajudar a entender a sociedade em 2019
Em meio ao caos, algumas pessoas procuram refúgio nos livros, para assim tentar viver em outra dimensão, longe de tantas coisas ruins. Algumas obras são responsáveis por explicar algumas situações e ajudam a entender o mundo. Pensando nisso, listamos dez títulos para entender a sociedade em 2019.

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Holocausto Brasileiro – Daniela Arbex

“Holocausto Brasileiro” é um dos poucos livros
que retrata as 60 mil mortes no maior hospício do Brasil. Poucas pessoas sabem da existência do Centro Hospitalar de Barbacena, fundado em 1903. O hospício foi criado para pessoas diagnosticadas com doenças mentais. Porém, durante décadas milhares de pacientes foram internados à força e sem diagnóstico de doença mental.
Ninguém imaginava o que acontecia dentro do “hospital”. Esperavam que os pacientes que estavam internados saíssem recuperados, porém os pacientes eram torturados, violentados e mortos sem que ninguém se importasse com seu destino.
O hospício então virou um “depósito” para pessoas que incomodassem a sociedade naquela época. Alcoólatras, homossexuais, prostitutas, meninas grávidas pelos patrões, mulheres confinadas pelos maridos, moças que perderam a virgindade antes do casamento e ninguém ouvia os gritos desses indivíduos. Um holocausto provocado pelo Estado, com médicos, funcionários e a população que se tornou um dos maiores genocídios do Brasil.
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Clube da Luta Feminista -Jessica Bennett

Um manual de sobrevivência (para um ambiente de trabalho machista). Jéssica Bennett construiu um guia incisivo e irônico para mulheres que passam por situações machistas no ambiente de trabalho, o que infelizmente ainda acontece com muita frequência.
A autora
mescla histórias pessoais e de outras mulheres que se encaixam no dia a dia da leitora. A autora usa uma escrita descontraída para conseguir ajudar as mulheres a identificarem todos os tipos de machistas com quem convivem no trabalho. O guia também ajuda a perceber certas posturas que talvez possam estar prejudicando seu dia a dia.
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Eu sou Malala – Malala Yousafzai, Christina Lamb

Conta a história de Malala
Yousafzai, que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã. Malala não se calou quando o Talibã assumiu o controle do vale do Swat e quase pagou com a sua vida. Ela foi atingida na cabeça por um tiro dentro do ônibus quando voltava da escola.
Houve pessoas que não acreditavam na recuperação dela, mas Malala foi do hospital para as salas das Nações Unidas, em Nova York. Aos 16 anos ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz.
Além disso, a obra também retrata a história de uma família exilada pelo terrorismo global, a luta pelo direito a educação feminina e mostra os obstáculos para valorização da mulher em uma sociedade que respeita apenas filhos homens.
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Quem tem medo do feminismo negro? – Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro reúne uma seleção inédita e de artigos já publicado por ela no blog da revista Carta Capital
. Logo no início ela recupera memórias da sua infância e adolescência para discutir o “silenciamento”.
Livros assim trazem uma discussão atual e necessária para a sociedade. Djamila conta como foi sua trajetória para entender suas raízes e teve inspirações como Conceição Evaristo, Sueli Carneiro e Alice Walker. Em alguns textos ela também discute o aumento da intolerância à religiões de matriz africana e também aborda ataques que algumas celebridades como Maju Coutinho e Serena Williams sofreram para destrinchar conceitos do feminismo.
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Céu sem estrelas – Iris Figueiredo

Engana-se quem pensa que Iris Figueiredo iria escrever um simples romance adolesente. Cecília, a protagonista de “Céu sem estrelas”, tem alguns problemas de autoaceitação, não tem uma boa relação com a sua mãe, tem uma paixão platônica pelo irmão da sua melhor amiga e no meio disso tudo, ainda tem a depressão que não a deixa em paz. A autora traz uma discussão atual e necessária para os dias de hoje.
Por ser gorda, Cecília sofre com a sua aparência e logo acha que ninguém iria se apaixonar por ela. Ao mesmo tempo Iris traz os dilemas da vida de Bernardo, que diferente da protagonista, tem tudo o que quer, mas não se sente bem consigo mesmo.
De maneira leve, Iris discute problemas sérios como a depressão, a automutiliação e gordofobia, e mostra como é importante dar atenção aos pequenos (e grandes) problemas que as pessoas que estão a sua volta passam.
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Porque fazemos o que fazemos? – Mário Sergio Cortella

Cortella tem em seus livros uma maneira leve e rápida de contar a história, e essa obra é válida para quem quer entender o “sentido da vida” e em suas ações no dia a dia. O livro também discute a ideia de trabalho e liberdade com o intuito do leitor levar esses ensinamentos para o seu cotidiano.
“Porque fazemos o que fazemos?” aborda profissão, carreira, trabalho, vida pessoal, motivação, negócios e se encaixa para todas as pessoas. Desde o empresário e funcionário de uma multinacional até a costureira que trabalha em casa. O intuito do livro do Cortella é dar um ponta pé inicial nas reflexões sobre esses temas e se as atitudes que o leitor tem tomado estão dando um bom resultado.
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Na minha pele – Lázaro Ramos

Como o próprio autor disse, “Na minha pele” não tem pretensão de ser uma autobiografia e sim uma conversa com um amigo. Lázaro conta sobre a sua trajetória na arte, de ser negro, como é sua família e a partir daí compartilha histórias e pensamentos.
O livro também é uma tentativa de quebrar paradigmas e esterótipos impostos aos negros que estão enraizados na cultura, e mostra como lutar contra o preconceito e ter mais voz na sociedade.
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Como as democracias morrem – Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

Mesmo com foco na política estado-unidense, mas que tem bastante semelhança com a situação do Brasil. “Como as democracias morrem” é um guia político que é possível detectar e evitar ameaças à democracia.
Os autores discutem como foi a eleição de Donald Trumpo nos EUA em 2016 e comparam o caso de Trump com momentos históricos da democracia dos últimos 100 anos, passam pela ascensão de Hitler e Mussolini nos anos 1930, e pelas ditaduras militares na América Latina em 1970.
Eles também alertam que a democracia não “morre” com uma nova ditadura, mas sim com a escalada do autoritarismo se dá com enfraquecimento lento e constante de instituiçõs críticas.
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Rota 66 – Caco Barcellos

Caco Barcellos investigou por 5 anos o esquadrão da morte que age na cidade de São Paulo e mostrou como é o sistema de extermínio e seus métodos de atuação, e como o sistema incentiva esse tipo de ação.
Totalmente longe de ser baseado em “achismos”, “Rota 66: A História da Polícia que Mata” tem dados que mostram o desfecho de histórias que aconteceram a décadas e que ainda é possível viver nos dias de hoje.
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Mulheres e poder: Um manifesto – Mary Beard

Mary Beard, uma das mais conhecidas historiadoras, dá uma aula sobre empoderamento feminino baseado em duas de suas palestras. Traça as origens da misognia desde os tempos antigos e retrata como o ódio continua nos discursos nos dias de hoje.
Finalizando a lista de livros
, Mary apresenta diversos exemplos de como as mulheres sempre foram proibidas de terem um papel na liderança civil. “Mulheres e poder: Um manifesto” passa por histórias de Hilary Clinton, Angela Merkel e Dilma Rousseff além de fazer reflexões sobre a história da própria autora.
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Fonte: TOP FAMOSOS
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