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Ainda há tempo de reescrever sua história!

Ulana Bruehmueller
Iniciamos o mês de julho. Cinquenta por cento do ano já se passou, e uma pergunta fica no ar: aproveitamos todo o potencial destes primeiros seis meses ou apenas deixamos os dias seguirem?
Muitas coisas aconteceram nesse período. Em nossa vida, no ambiente de trabalho, no Brasil e no mundo.
Muitas pessoas chegaram, outras partiram, projetos nasceram, alguns foram concluídos e outros ficaram pelo caminho.
E, em meio a tudo isso, qual foi a sua escolha?
A sensação que temos é de que o tempo está cada vez mais escasso. Vivemos acelerados, tentando realizar inúmeras tarefas simultaneamente, respondendo mensagens, participando de reuniões, administrando problemas e buscando resultados.
Mas será que o grande vilão é realmente o tempo? Ou a forma como escolhemos utilizá-lo?
Nas empresas, o primeiro ciclo do ano fiscal se encerrou. Os resultados do balancete do primeiro semestre já estão registrados e não podem mais ser alterados. O que passou, passou.
Mas a melhor notícia: o balanço anual de 2026 ainda está sendo escrito.
Ainda nos restam 184 dias.
São 184 novas oportunidades para rever o planejamento, corrigir rotas, elaborar novas estratégias, fortalecer equipes, desenvolver líderes, recuperar resultados, buscar novas metas e fazer diferente daquilo que não funcionou até aqui.
A vida nos apresenta circunstâncias que nem sempre podemos controlar. Não podemos mudar muitos dos cenários externos, mas podemos mudar nossa postura diante deles. E, muitas vezes, é exatamente essa mudança de atitude que transforma completamente os resultados.
Na vida pessoal, o convite é o mesmo. Olhe um pouco mais para você.
Para sua saúde, para sua família, para seus sonhos, para seus relacionamentos e para aquilo que faz seus olhos brilharem.
Afinal, qual nota você daria para o seu desempenho na escola da vida até este momento?
Se a resposta não for aquela que você gostaria, não há motivo para desânimo.
Há motivo para ação. Reavalie, reorganize, aprenda e recomece quantas vezes forem necessárias.
Não se permita ser apenas um espectador da própria história. Assuma o papel principal. O ano ainda não terminou e talvez o melhor dele ainda esteja por acontecer.
Ulana Bruehmueller
CEO da Refrigerantes Marajá, conselheira de empresas familiares e palestrante.
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Um estado que produz tanto não pode falhar com sua juventude
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A seca é um teste de gestão

Por Aluísio Metelo Junior*
A seca é um evento previsível e recorrente em todas as regiões produtoras do país. Ainda assim, muitos produtores chegam ao período crítico sem aceiros revisados, divisas limpas, estradas internas operacionais, equipes treinadas ou um plano estruturado de prevenção. Embora seja frequentemente tratada apenas como um problema climático, a seca é, na prática, um teste de gestão. Existe uma máxima que deveria orientar toda propriedade rural: na seca não se planeja, na seca se executa. O planejamento precisa ocorrer meses antes, pois quando os primeiros incêndios surgem, já é tarde para definir estratégias.
A principal barreira contra o fogo não é o caminhão-pipa, mas a manutenção preventiva da fazenda. As Resoluções nº 02 e nº 03 do COMIF reforçam que a prevenção deve fazer parte da rotina de gestão antes do período crítico, e não ser uma resposta emergencial à crise. Entre as medidas mais importantes estão os aceiros, que não podem ser vistos como mera exigência burocrática. Eles constituem a principal barreira física contra a propagação do fogo e devem ser dimensionados de acordo com a vegetação e o relevo, permanecendo limpos, contínuos e estrategicamente posicionados em divisas, reservas, florestas plantadas, lavouras e áreas de infraestrutura. Aceiros mal conservados oferecem apenas uma falsa sensação de segurança.
A segunda linha de defesa é formada pelas pessoas. Equipamentos sem operadores capacitados pouco contribuem para o combate aos incêndios e podem até aumentar os riscos. Ainda é comum a crença de que possuir um caminhão-pipa ou reservatório de água seja suficiente, mas a eficiência da resposta depende do preparo da equipe. As resoluções do COMIF destacam a importância da capacitação operacional, especialmente porque os primeiros minutos de um incêndio costumam ser decisivos para o controle das chamas.
É importante compreender que o fogo destrói aquilo que a seca apenas castiga. Enquanto a estiagem reduz a produtividade, o incêndio pode eliminar completamente os recursos necessários para a recuperação da propriedade. Pastagens, cercas, máquinas, áreas de preservação, florestas plantadas e a própria fertilidade do solo podem ser severamente comprometidos. Em muitos casos, os prejuízos de um único incêndio superam amplamente o investimento necessário para implantar medidas preventivas.
Nesse cenário, o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF) assume papel central. O documento funciona como um verdadeiro plano de voo da propriedade durante a seca, identificando riscos, áreas sensíveis, rotas de acesso, pontos de abastecimento de água, estruturas de apoio e protocolos de atuação.
Por sua complexidade técnica e legal, o PPCIF não deve ser tratado como mera formalidade. Sua elaboração exige acompanhamento de profissional qualificado, capaz de adequar o plano à legislação vigente, dimensionar corretamente recursos e orientar ações preventivas. Mais do que um documento, o PPCIF é uma ferramenta de gestão de risco que protege o patrimônio, reduz a exposição a multas e fortalece a capacidade de resposta da propriedade.
Quando a umidade cai, os ventos aumentam e os primeiros focos aparecem, não há espaço para improviso. A seca apenas revela quais propriedades se prepararam adequadamente. Aceiros revisados, equipes treinadas, equipamentos inspecionados, estradas operacionais e um PPCIF atualizado são os elementos que definem se a propriedade estará protegida ou vulnerável diante do fogo.
Aluísio Metelo Junior é Coronel Veterano do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, engenheiro de incêndio e especialista com mais de 30 anos de experiência em Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, ex-Presidente do Comitê Nacional de Gestão de Incêndios Florestais (CONAGIF/LIGABOM) e ex-membro do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF), CEO da Ellos Soluções Contra Incêndios Florestais.
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