Política MT
Dr. João protocola no TRT liberação de repasse de R$ 3,5 milhões para Santa Casa
Foto: Zequias Nobre / TRT-MT
O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde, deputado estadual Dr. João José (MDB), protocolou na tarde desta segunda-feira (27) junto ao juiz auxiliar da presidência do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Ivan Tessaro, documento da Assembleia Legislativa (ALMT) autorizando o repasse de R$ 3,5 milhões para ajudar o Governo do Estado a reabrir a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.
“Estamos trabalhando em prol da Santa Casa. Na audiência de hoje, o Poder Judiciário foi taxativo ao dizer que a Assembleia foi a única instituição, até o momento, a apresentar o que foi prometido, e avançar rumo a uma solução para este impasse. Nossa missão é colaborar no sentido de reabrir as portas da Santa Casa para o atendimento da população”, afirmou o deputado Dr. João.
A Santa Casa é um hospital filantrópico com mais de 200 anos de fundação e conta com 250 leitos. Em função de uma crise financeira, a instituição está fechada desde o dia 11 de março e os funcionários sem receber há mais de sete meses.
Participaram da audiência o Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas do TRT, o deputado estadual Dr. João José, o juiz auxiliar Ivan Tessaro, os representantes do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem (Sinpem), do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (SessaMT) e da Sociedade Beneficente da Santa Casa, além do procurador do Estado, Felippe Tomaz Borges.
O documento assinado pela presidente da Casa de Leis, deputada Janaína Riva (MDB), atende a requisição administrativa de bens e serviços editada pelo governador Mauro Mendes (DEM). O recurso é resultado de renúncia de parte do duodécimo da AL e será repassado em forma de indenização a ser depositado em uma conta da Justiça do Trabalho.
“A Assembleia tem trabalhado com responsabilidade e dedicação para retomarmos o quanto antes o atendimento aos pacientes. O pontapé inicial já foi dado. A Assembleia fará o repasse de R$ 3,5 milhões auxiliando o governo nessa missão. O foco inicial é efetuar o pagamento dos funcionários”, afirmou a presidente da AL, Janaína Riva.
O montante irá quitar as dívidas trabalhistas que têm preferência sobre os demais credores da Santa Casa. O valor renunciado pela ALMT está sob a gestão do governo do estado, que efetuará o repasse judicial. Pela projeção feita, existe uma dívida de aproximadamente R$ 11 milhões somente em relação aos salários dos funcionários.
Representante oficial do Parlamento estadual nas discussões envolvendo a Santa Casa, o deputado Dr. João explicou que a requisição administrativa primitirá ao estado assumir todos os equipamentos e o controle da Santa Casa, transformando-a em uma unidade hospitalar estadual ,com atendimento de média e alta complexidade aos usuários do SUS.
Com a mudança, a Santa Casa será o maior hospital sob a gestão do estado. Segundo informações divulgadas pelo governo, a requisição administrativa não se trata de assumir quaisquer dívidas que a instituição privada tenha contraído. A medida adotada pelo estado não é intervenção, mas a utilização dos bens móveis e imóveis, além dos serviços, para resguardar o atendimento do serviço de saúde, que é um dever do estado para com o cidadão.
Em ata da reunião, consta que o estado de Mato Grosso informa que, até o momento, foi feito o levantamento do valor devido pelo governo a título de remuneração mensal pelo uso do bem imóvel, mas ainda não foi finalizado o levantamento do valor devido pelo uso dos bens móveis. Após esse levantamento, o Executivo terá condições de apresentar informações concretas acerca dos repasses que fará. O governo tem até o dia três de junho para que apresente nos autos informações concretas acerca dos repasses que serão feitos.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
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“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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