Mato Grosso
Encontro de música irá reunir artistas, professores e gestores em Nova Mutum
A Escola de Música de Nova Mutum completa 10 anos em 2019 e, em comemoração, realiza o ‘1° Encontro Criativo de Nova Mutum – música, empreendedorismo, formação e fruição’. O evento é gratuito e as inscrições estão abertas até 21 de junho. O formulário está disponível no site da instituição. A Escola de Música, que também compõe a Orquestra Jovem de Nova Mutum, é Ponto de Cultura apoiado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
O evento será realizado em Nova Mutum, nos dias 28 de junho a 03 de julho, e reunirá representantes artistas, produtores, gestores e pesquisadores dos setores criativos da música, além de representantes de organizações públicas, privadas e da sociedade civil. A proposta é conectar o debate teórico com as práticas do mercado atual, fomentando reflexões sobre tendências contemporâneas, promovendo a qualificação de profissionais da música e fortalecendo as redes de cooperação da Escola de Música.
Uma das presenças de destaque do evento é do compositor alemão radicado no Brasil, maestro Ernest Mahle. Ele nasceu na Alemanha, em 1929, mas é brasileiro naturalizado desde 1962. Foi aluno de composição de Johann Nepomuck David, na Alemanha, de Hans Joachim Koellreutter, no Brasil. Estudou no Conservatório Dramático Musical de São Paulo e frequentou cursos internacionais de férias em Lucerna, na Suíça, Darmstdat, Alemanha, e Salzburgo, na Áustria, onde foi aluno de Olivier Messiaen, Wolfgang Fortner e Ernest Krenek. Estudou também regência com L. von Matacic, Rafael Kubelik e Mueller-Kray. Em 1953, foi um dos fundadores da Escola de Música de Piracicaba, onde exerceu, durante 50 anos, as funções de diretor artístico, professor e maestro dos vários conjuntos da entidade: coro, orquestra de câmera e sinfônica. Em 1965, recebeu o título de “Cidadão Piracicabano”, por seus trabalhos em prol da educação da juventude.
Para o Encontro, Mahle estará à frente de uma mesa redonda e protagonizará a regência de uma obra inédita escrita para a Escola – “O Semeador”. Com letra de Machado de Assis, a obra, em modelo de cantata, será o presente musical para as novas gerações de artistas empreendedores do estado. Além do maestro, comporão o quadro de palestras, oficinas e seminários, o maestro Carlos Taubaté (MT), Nathália Larangeiras (SP), Marcos Sadao (SP), Fernando Pereira (MT), Guilherme Chaves (MT), Alessandra Marangoni, entre outros.
Serviço
Mais informações sobre o evento e a programação podem ser acessadas no site. Ou diretamente em contato com os organizadores pelo telefone: (65) 3308-3667 e e-mail [email protected].
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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