Mato Grosso
Encontro estadual mobiliza rede de proteção da infância e juventude em Cuiabá

O Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso (Cedca), vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), iniciou nesta quarta-feira (23.4), o Encontro “Somar Esforços e Garantir Direitos” (SGDCA), no Centro de Eventos do Pantanal.
O evento que segue até amanhã (24.4), tem como objetivo fortalecer as práticas e ampliar o conhecimento dos profissionais que atuam na proteção e garantia dos direitos das crianças e adolescentes no Estado.
Miranir Oliveira, secretária adjunta de Assistência Social e Mulher, destacou a importância estratégica do encontro promovido pelo Cedca para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância e adolescência.
“Este evento fortalece as práticas dos profissionais que atuam na rede de proteção e amplia o conhecimento sobre os direitos fundamentais de crianças e adolescentes. Também prepara melhor as equipes para o atendimento diário, garantindo uma atuação mais eficaz em todo o Estado”, pontuou.
Lindacir Rocha Bernardon, presidente do Cedca-MT | Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT
Para a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Lindacir Rocha Bernardon, o Encontro SGDCA, tem como principal objetivo consolidar a rede de proteção da infância e adolescência em Mato Grosso.
“Reunimos aqui representantes dos municípios, conselheiros tutelares e de direitos, além de autoridades e comissões da infância de diversas instituições. Esse espaço é essencial para trocar experiências, discutir desafios e traçar metas concretas. E esse encontro só é possível graças ao apoio da gestão estadual, por meio da Setasc, à qual o Cedca é institucionalmente ligado. Esse suporte nos dá estrutura para refletir, planejar e avançar na construção de políticas públicas que realmente protejam nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
Vera Lúcia de Oliveira atua há cerca de três anos como representante da Pastoral da Criança no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), do município de São José do Rio Claro (296 km de Cuiabá). A conselheira destacou o valor do trabalho com a infância e o compromisso em levar conhecimento à comunidade.
“Para mim, é muito gratificante atuar nessa área, porque sempre estive envolvida com a causa das crianças e adolescentes. Gosto de aprender e de levar esse conhecimento adiante. Isso é muito importante — saber e compartilhar. E fazer esse trabalho em prol das crianças é algo que me toca profundamente, porque já venho da caminhada com a Pastoral. É algo que eu gosto de verdade”, reforçou.
Michele Ferreira (à esquerda) e Vera Lúcia (à direita), conselheiras tutelares em São José do Rio Claro | Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT
Para a outra conselheira de São José do Rio Claro, Michelle Ferreira Gouveia, comparecer a eventos como este, reforça a importância da união na proteção dos direitos das crianças.
“O que mais conta pra nós, vindo de uma cidade do interior, é o conhecimento. Esse novo desafio é exatamente sobre isso: somar esforços e garantir direitos. O futuro está nas mãos das crianças, e cada detalhe faz diferença. Participar de eventos como esse é fundamental, porque lá no município cada caso é único, mas essas capacitações ampliam nossa visão e fortalecem nossa atuação”, disse.
Adriana Gamarra atua como conselheira tutelar no 1º Conselho Tutelar de Cuiabá. De acordo com a conselheira, diante dos desafios de uma capital em constante crescimento, é essencial fortalecer a articulação entre os conselhos e toda a rede de proteção.
Adriana Gamarra, conselheira tutelar de Cuiabá | Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT
“Cuiabá tem seis conselhos tutelares, e encontros como este são essenciais pra unir esforços. A cidade cresce, os desafios aumentam, e precisamos estar alinhados como rede de proteção. Só com essa união conseguimos agir com eficácia e garantir os direitos de quem mais precisa”, finalizou.
O encontro busca promover a formação e o alinhamento estratégico entre os diferentes níveis de gestão – municipal, estadual e interinstitucional – visando superar desafios e fortalecer a atuação integrada dos profissionais do Sistema de Garantia de Direitos (SGD). Além disso, é essencial conscientizar a sociedade e instrumentalizar os trabalhadores sobre a importância da profissionalização e do compromisso ético na defesa desses direitos, garantindo a prioridade absoluta das políticas públicas voltadas à infância e juventude.
Entre os presentes, estiveram a defensora-pública geral, Dra. Luziane Castro; o deputado estadual, Sebastião Rezende; o juíz da vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, Dr. Tiago Souza Nogueira de Abreu; e a secretária municipal de Assistência Social de Várzea Grande, Cristina Setsuco Saito.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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