Mato Grosso
‘Escolinha de Futebol Rotam’ começa atividades com 60 crianças e adolescentes
Lançada oficialmente nesta terça-feira (06.11) em Cuiabá, a ‘Escolinha de Futebol Rotam’ começa as atividades com 60 crianças e adolescentes matriculados. São estudantes com idade entre 7 e 15 anos, a maioria deles moradores do bairro Parque Georgia e comunidades vizinhas da região do Coxipó.
Na solenidade, os pequenos atletas desfilaram para autoridades da Segurança Pública, pais, familiares e apoiadores apresentando o uniforme. O secretário de Segurança, delegado Gustavo Garcia, encantou-se e não poupou elogios. “Estão de parabéns a Polícia Militar, em especial vocês do Batalhão Rotam pela iniciativa, e os pais por acreditarem no projeto”, destacou.
Para Garcia, além de fazer bem a saúde física e mental, a prática esportiva é uma ferramenta importante para combater a evasão escolar e, principalmente, prevenir a criminalidade. A exigência da freqüência escolar e de boas notas para permanecer no projeto também foi enaltecida pelo secretário.
O comandante geral da PMMT, coronel Marcos Vieira da Cunha, lembrou que é nas faixas etárias atendidas pelo projeto que as crianças e adolescentes estão mais vulneráveis, portanto, precisam de maior atenção e cuidado para não se envolver com a criminalidade. É isso, frisou Cunha, que a Polícia Militar de Mato Grosso está fazendo com esse e tantos outros projetos sociais.
Cunha agradeceu aos pais por confiarem seus filhos a PMMT. Ao comandante da Rotam, tenente-coronel Cleverson Leite, e as policiais que estão à frente da ‘Escolinha de Futebol’, além de parabenizá-los o coronel Cunha, em tom informal, pediu que se preparem porque a procura por vagas será grande.
O presidente do Grêmio Rotam, sargento Juliel Padilha Queiroz, disse que o maior objetivo da ‘Escolinha’ é educar, instruir e cuidar das crianças e adolescentes. E, em especial dar oportunidades para que Mato Grosso possa revelar talentos no futebol profissional.
Padilha lembrou que o Grêmio Rotam existe há seis anos e já mantém o projeto ‘Jiu Jitsu Rotam’, com mais de 150 crianças e adolescentes. As ações de ambos são desenvolvidas em parceria pelo Batalhão(PMMT), Grêmio e apoiadores externos, como o Sicredi.
Mãe do pequeno Guilherme, 8 anos, Nelcilia Aparecida Gonçalves Silva se diz feliz pela oportunidade de inscrever o filho na escolinha. Além de manter o filho ocupado com atividades que fazem bem à saúde e o motiva na escola, Nelcilia contou que nas poucas semanas de participação Guilherme já aprendeu muito, começando pela responsabilidade de cuidar dos objetos de uso pessoal, como o uniforme, o compromisso com os estudos e a pontualidade.
A ‘Escolinha’ funciona no Parque Georgia, região do Coxipó, em Cuiabá, com aulas as terças e quintas-feiras, das 15h às 18h. Vai oferecer aulas teóricas e práticas da modalidade de futebol com treinos físico, técnico e tático.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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