Política MT
Espetáculo infantil é exibido para público de agendamento escolar em comemoração ao Dia das Crianças
Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT
Foto: KAREN MALAGOLI / ALMT
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O foyer do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros ficou tomado de pequeninos sentados no chão, ansiosos, tagarelando (daqueles barulhos que se gosta de ouvir), brincando de adoleta, esperando para assistir ao espetáculo “Fiu-Fiu – um encontro entre pássaros”, com o grupo Tibanaré.
A sessão de agendamento escolar comemorativa ao Dia das Crianças, na última sexta-feira (11), acolheu mais de 400 alunos de três unidades de ensino público de Cuiabá, uma ação fruto da parceria entre o grupo cênico e a Assembleia Social (antiga Sala da Mulher).
A rodinha de meninos de seis anos de idade, da Escola Municipal de Educação Básica Jescelino José Reiners, estava projetando como seria a programação do dia. Enzo Gabriel Vieira sabia que veria uma peça de teatro, mas estava esperando um passeio. Questionado se não seria esse um passeio, refletiu e concordou. Matheus Henrique Salomé, David Kevin Campos e Tailon José perguntaram se teria cachorro-quente, picolé e pastel.
Não, meninos… A programação é para alimentar a alma. É uma tarde de cultura, de sensibilidade, para despertar emoções. E que emoções! Sem uma palavra sequer (mas alguns pius), os dois pássaros de Fiu-Fiu comunicaram com a plateia infantil sobre diversidade – representada pelas diferentes espécies – e afeto. “Esse espetáculo é muito especial para nós, porque fala de amor, de respeito às diferenças”, sintetiza Jefferson Jarcem, ator e diretor do grupo Tibanaré.
Os pequeninos, nas poltronas do Zulmira Canavarros, se dedicavam para ver o palco de tal forma que não conseguiam se manter sentados. E que pesar uníssono quando o balão de coração (com gás hélio) voou! Interagindo, uma vozinha distante asseverou: “ele [pássaro personificado pelo ator Jefferson Jarcem] vai ter que voar para pegar”.
Na interação com o espetáculo, o público, com idades entre três e nove anos, teve medo de escuro, gargalhou, aplaudiu chuva de papel, fez coro de “beija, beija” para os bicudos no palco.
Ian Vinícius, de quatro anos, aluninho da Creche Municipal Rafael Rueda, resumiu sua percepção em “gostei bastante”. Lorrayne Meury, da mesma unidade escolar e com a mesma idade, elogiou “o patinho”, como identificou uma das aves da peça teatral.
“Eles adoraram, é importante essa interação com as crianças! É oportunidade de socialização delas com o mundo aqui fora, além, é claro, de se entrosarem com a cultura”, avalia Kátia Maria, uma das professoras da creche.
“É sempre uma alegria receber alunos aqui em nosso teatro! Abrimos a porta para os pequenos, abrimos o palco para os grupos culturais e contribuímos para a formação de plateia. Nós acreditamos na educação e na cultura como formação legítima de cidadãos conscientes, nosso futuro. Que outras escolas tragam seus alunos, estamos sempre disponíveis!”, explicou a diretora da Assembleia Social – braço social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) – e do Teatro Zulmira.
A ALMT, além de possibilitar espetáculo sem custo para os coletivos artísticos e para os estudantes, ainda (nesta ação), disponibilizou dois ônibus para buscar e levar os 90 alunos da creche Rafael Rueda.
Ainda compuseram o público 78 estudantes da Escola Estadual Leônidas Antero de Matos e 275, da escola Jescelino Reiners.
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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