Mato Grosso
Estudantes da Escola Militar Tiradentes de Juara ganham viagem para a capital
Os alunos do 1º ano do ensino médio da Escola Tiradentes Cabo Israel Prado de Almeida, de Juara(a 790 km), estão em Cuiabá. Desde que chegaram, nessa segunda-feira (12.11), já visitam a Assembleia Legislativa, o Comando Geral da Polícia Milita e a Arena Pantanal.
Nesta quarta-feira (14.11) os estudantes vão conhecer os quartéis do Batalhão de Operações Especiais (Bope)da Polícia Militar,e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
No primeiro dia na capital mato-grossense os estudantes também passearam em um shopping Center da capital, passeio que devem repetir nessa quinta-feira (15.11), último dia da viagem.
Os alunos vieram acompanhados do diretor da escola, major Waldir Félix Oliveira Paixão Júnior, e de outros integrantes da equipe pedagógica e administrativa da Escola Tiradentes de Juara.
A viagem deles à capital é um prêmio pela segunda colocação da escola na prova do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) edição do 2017, cujo resultado foi divulgado mês passado pelo Ministério da Educação. A Escola Tiradentes de Juara ficou com o segundo lugar na classificação entre as escolas da rede estadual de ensino. Com 6.5 pontos, empatou com outras duas escolas militares, a Tiradentes de Nova Mutum e de Sorriso.
Para o diretor, major Félix, a viagem é mais que um prêmio pelo desempenho no Ideb, é uma oportunidade de sair da sala de aula e ir a campo, nesse caso conhecer e aprender visitando as instituições.
Para a estudante Dalila Gabrielly Bonetti Rocha, a viagem está sendo uma oportunidade de conhecer, apreender, divertir e reaproximar dos colegas. Gabrielly explica que até o ano passado todos os estudantes eram da mesma sala,a do 9º ano, porém agora estão divididos em duas turmas do ensino médio, uma matutina e outra vespertina. “Estudando em horário diferente não nos vemos com freqüência”, observou.
A estudante Camilla dos Santos Costa, 15 anos, que ingressou na escola militar por decisão da mãe, confessa que não só mudou de opinião sobre o ensino militar como já está pensando em ser policial. “No começo eu achava muito diferente, exigente, não gostava muito, mas agora sei que o ensino é bom, que exigir empenho e disciplina é bom para os alunos”, conta. Ela afirmou que já pensa em ser policial militar.
Quem compartilha do pensamento de Camilla é o colega Jhonatan Marcelino Morais, também de 15 anos. “A escola militar é bem diferente de onde eu estudava, o aluno é mais cobrado, mas isso é bom, melhor para nós”, detalha. Morais disse que não está totalmente decidido, mas vem pensando muito em seguir a carreira militar.
A Escola Tiradentes de Juara tem 190 alunos e começou a funcionar em 2017. Os alunos que integram essa caravana concluíram o 9º ano do ensino fundamental em 2017.

Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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