Mato Grosso
Estudantes de escola estadual realizam exposição de telas
Uma tela em branco ganhou vida nas mãos do jovem estudante Felipe Jean, de 14 anos. O potencial artístico do aluno do 8º ano do ensino fundamental da Escola Estadual André Luiz Reis, em Cuiabá, foi exposto no salão do Teatro Zulmira Canavarros, durante a 1º edição do Projeto Pintura em Tela, idealizado pela gestão da unidade.
Ao lado de oito colegas que também participaram do projeto, Felipe contou que sempre teve habilidades artísticas, mas antes só vistas no papel e usando grafite. “A escola teve uma boa inciativa, as professoras incentivaram e nós topamos participar”, disse.
Segundo ele, as aulas serviram para aprimorar a técnica do óleo em tela, bem como o uso do pincel. “Na tela eu pude ter uma noção maior do traço do pincel, da mistura das cores, de como chegar no tom adequado”.
Como muitos artistas, a inspiração para a sua pintura veio de um sonho. “No sonho eu era um escritor, eu pegava uma pena para escrever, mas não conseguia sair nada. Por isso o livro está em branco”, recorda.
Além do reconhecimento artístico, o estudante conta que o projeto ajudou com a sua timidez. “Eu comecei a interagir mais com meus colegas, eu não tinha amigos, era bem fechado. Agora consegui me soltar, relaxar. É terapêutico”, finalizou.
O projeto
Idealizado pelas professoras da Sala de Recursos Multifuncional da escola, Fernanda Viana e Iranildes Cunha, o projeto foi pensado para o ano letivo de 2018 com o objetivo de buscar os estudantes com potencial artístico.
“Fizemos uma busca pelas salas regulares, procurando alunos com altas habilidades artísticas. Montamos um ateliê de pintura e colocamos em prática em conjunto com a professora de artes Vilmali Oliveira”, contou.
O resultado do trabalho foi apresentado na exposição. “Pensamos para valorizar o trabalho dos estudantes e até mesmo a autoestima junto à sociedade, que precisa conhecer e reconhecer esses talentos”.
Ao todo, nove estudantes foram responsáveis por 35 produções em tela, que estavam sendo vendidas no local. “Nossa surpresa foi encontrar alunos com grande potencial artístico lá dentro. Nossa escola é pública e de inclusão”.
Potencial Artístico
Para a professora de artes Vilmali de Oliveira, o interesse dos estudantes foi observado no dia-a-dia, seja pela leitura ou até mesmo pelos desenhos nos cadernos. “Assim que os identificamos, começamos a trabalhar com o estudo teórico e o desenho em papel, com o tempo, começamos a trabalhar em outras técnicas”.
Segundo ela, a exposição mostra várias técnicas e visões dos artistas. “Isso marca quem eles são. E por isso, temos que valorizá-los”.
Já para a coordenadora pedagógica da unidade, Benedita Valéria Magalhães, uma das funções da escola pública é ajudar os estudantes a se descobrirem.
“É um diferencial, quantos talentos temos aqui hoje. Se a escola e a gestão não estivessem envolvidas no projeto, esses alunos continuariam dentro da sala, com a oportunidade de mostrar quem são. Então, temos hoje a oportunidade de mostrá-los à comunidade”, disse.
Ela destaca que a escola vem se destacando no trabalho de inclusão em diversas áreas, como na pintura e também na música, com o projeto Prinart.
Conscientização
A superintendente de Diversidades Educacionais da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), Lúcia Aparecida dos Santos, ressalta que o momento é importante não só para os alunos, mas também para os pais e professores.
“Estamos falando de respeito, de incentivo. Eles realizaram o trabalho dentro de um ano letivo, fizeram a seu tempo. Vamos colher bons frutos da iniciativa”.
Lúcia destaca ainda que a escola como um todo tem um papel transformador. “Seja para alunos especiais ou do ensino regular, independente da deficiência ou não, a inclusão é o melhor caminho. Nossos estudantes têm algo a nós oferecer e nós precisamos oferecer algo em troca; e a escola é o espaço ideal para isso”, finalizou.
Para ver a galeria de fotos do evento, clique aqui.
Mato Grosso
Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço

Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT
Mato Grosso
Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)
No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.
A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.
O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.
Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.
A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
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