Mato Grosso
Estudantes viajam 966 km para participar do TCEstudantil
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| VIAGEM PEDAGÓGICA Projeto TCEstudantil leva estudantes do município de Querência (distante 966 km de Cuiabá) para visita educacional ao TCE-MT |
Os estudantes do 1º ao 3º do ensino médio da Escola Estadual 19 de Dezembro, de Querência, viajaram mais de 960 quilômetros para participar, nesta terça-feira (17.09), do Programa TCEstudantil. A caravana, composta por cerca de 40 alunos e dois professores, esteve no Tribunal de Contas de Mato Grosso para uma imersão didática. Cumprindo uma agenda intensa, os estudantes, com idades entre 15 e 17 anos, foram recepcionados pela equipe da Secretaria de Articulação Institucional e Desenvolvimento da Cidadania (SAI).
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| AÇÃO Estudantes assistem a palestra sobre atuação do Tribunal de Contas de Mato Grosso |
Em seguida, o grupo conheceu o Plenário Milton Figueiredo, onde acompanhou parte da sessão ordinária do Tribunal Pleno da Corte de Contas, ocasião em que puderam ver, na prática, como ocorrem os julgamentos dos processos administrativos relativos a prestações de contas dos jurisdicionados dos Poderes Executivo, Legislativo do Estado e municípios, do Judiciário e dos órgãos independentes como as Procuradorias de Justiça e do Estado e Defensoria Pública, por exemplo.
Após a visita ao plenário, os estudantes participaram de uma palestra ministrada pelo auditor público externo do TCE, Bruno de Paulo Santos, que explicou como se organiza a estrutura operacional, técnica e administrativa do Tribunal e fez uma explanação detalhada sobre as funções constitucionais da Corte de Contas mato-grossense. Uma roda de diálogo encerrou a visita, momento em que os alunos puderam tirar dúvidas e apresentar questionamentos sobre aspectos gerais da atuação do TCE-MT.
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Ao comentar a sua participação no TCEstudantil, o aluno do 3º ano, Gabriel Pereira, foi enfático ao destacar o impacto que a visita lhe causou. “Foi uma experiência única participar do TCEstudantil. Principalmente para quem, como eu, não sabia como era e como funcionava o Tribunal de Contas. Foi uma oportunidade de muito aprendizado novo que vai trazer benefícios para mim no futuro. Acredito que foram muito úteis todas as informações que recebemos durante a visita ao TCE, pois eu não sabia quase nada sobre o Tribunal e fiquei bastante surpreso com o que vimos. Não imaginava que o Tribunal de Contas fosse tão importante para a nossa cidadania. Acho que todos os jovens, todos os estudantes, deveriam conhecer o TCE e saber o que essa instituição faz”, argumentou, entusiasmado, o jovem secundarista.
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Para a também estudante Kauane de Fátima Gubert, conhecer o TCE-MT se revelou um momento que ficará em sua memória e que levará pela vida inteira. “A melhor experiência, o que mais me impactou durante a visita, foi a descoberta do que é o Tribunal de Contas. Eu, assim como muitos de nós, estudantes, não tinha esse conhecimento antes, não tinha noção da importância do trabalho que o TCE realiza. É muito bom saber agora qual é a função do Tribunal e, principalmente, que nós podemos cobrar resultados dos gestores em nossa cidade, e que a gente também pode pode atuar, como cidadão, para que o dinheiro público seja aplicado com responsabilidade e seriedade para que os benefícios cheguem para toda a população. Valeu muito a pena ter viajado desde Querência até Cuiabá para aprender e viver essa experiência maravilhosa no TCEstudantil”, salientou a aluna da Escola 19 de Dezembro.
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| GALERIA DE PRESIDENTES Depois de assistirem a sessão plenária do Tribunal de Contas os alunos posaram para foto oficial no corredor da galeria de presidentes |
Por sua vez, o professor Marcos Amorim, um dos coordenadores da caravana estudantil, disse que o Programa TCEstudantil se constitui em um espaço fundamental de complementação da formação cidadã para os estudantes de Mato Grosso. “A visita de nossos alunos, dentro do programa TCEstudantil, foi de grande valia, é uma experiência muito importante. O programa contribui muito para a formação dos jovens que estão terminando o ensino médio, para o seu amadurecimento como cidadãos críticos e proativos. Aqui, eles puderam aprender um pouco mais sobre como o estado se organiza, como a sociedade pode atuar no controle social dos gastos e das políticas públicas para que haja mais transparência, seriedade e responsabilidade dos gestores e para que os recursos dos impostos produzam os resultados que a população espera. Os nossos alunos também puderam entender a função de cada um, a importância dos conselhos de cidadãos, da participação da comunidade de forma consciente na política. O TCE está de parabéns pelo programa e nós somos muito agradecidos por esta parceria tão enriquecedora para todos”, finalizou o professor.
O TCE está de parabéns pelo programa e nós somos muito agradecidos por esta parceria tão enriquecedora para todos”
Declaração do professor, Marcos Amorim
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| TCESATUDANTIL Marcos Amorim, professor e coordenadores da caravana estudantil da Escola 19 de Dezembro, de Querência, mobiliza os alunos para debate |
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Tribunal em Contas: Uma Lição de Cidadania Esta história em quadrinhos foi desenvolvida com o objetivo de estimular nos estudantes a vivência de valores fundamentais para o exercício da cidadania e do controle social. Além disso, a obra esclarece de forma didática o funcionamento do Tribunal de Contas. |
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| TCESTUDANTIL Estudantes do curso de Direito da Universidade de Cuiabá acompanham apreciação das contas durante sessão plenária do TCE-MT |
O Tribunal de Contas de Mato Grosso recebeu nesta terça-feira (03.09), dentro do Programa TCEstudantil, um grupo formado por mais de 150 universitários do Curso de Direito da Universidade de Cuiabá (Unic), campus Beira Rio I e Pantanal. Formado por alunos do nono e décimo semestres, o grupo viveu a experiência de conhecer o funcionamento do Tribunal e participou de uma programação que teve visita ao plenário durante sessão ordinária, palestra e bate papo acadêmico.
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| Procurador-geral do Ministério Público de Contas, Alisson Carvalho |
Durante a sessão plenária, o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Alisson Carvalho, fez a saudação aos visitantes. Em sua fala, destacou a importância dos futuros operadores de direito aprimorarem seus conhecimentos sobre direito administrativo, uma das áreas de maior potencial de valorização no campo da advocacia. O procurador também chamou a atenção para o fato de que o direito é um campo de formação muito valorizado no serviço público, incluindo os quadros do próprio TCE, tanto na área técnica quanto na defesa dos jurisdicionados.
Os universitários, após acompanharem o julgamento de alguns processos pelo membros do Pleno da Corte de Contas, participaram no auditório da Escola de Contas de uma palestra e bate papo com o auditor público externo do TCE-MT, Francisney Liberato. Ocasião em que puderam ampliar seus conhecimentos sobre as estruturas técnicas, operacionais, composição do corpo de conselheiros efetivos e substitutos e tirar dúvidas sobre o trabalho cotidiano do Tribunal.
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| Diogo Douglas da Silva, acadêmico do 10º semestre de Direito |
Para o universitário Diogo Douglas da Silva, do 10º semestre, a visita ao TCE é um marco em seu processo de formação acadêmica. O estudante lembrou que conhecer, na prática, a aplicação dos conceitos sobre direito administrativo aprendidos em sala de aula “enriquece e consolida o aprendizado, dando segurança para que estes sejam aplicados no exercício profissional”.
Para Diogo Douglas, participar do TCEstudantil foi ainda uma oportunidade para saber mais sobre o quanto é fundamental aos cidadãos o exercício da cidadania e a participação no processo de controle externo dos governantes, principalmente em relação à aplicação dos recursos públicos.
“Conhecer o TCE e aprender sobre o papel que exerce no controle das contas públicas e na promoção da qualidade da gestão governamental foi uma experiência gratificante. É muito interessante a gente ver, como acontece no Tribunal, a aplicação do direito administrativo, matéria que acabamos de ver em nosso curso. Para mim, foi muito proveitoso em vários aspectos esta visita”, afirmou a universitária Letícia Ferreira Gonçalves, aluna do 9º semestre.
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O Programa TCEstudantil, que é coordenado pela Secretaria de Articulação Institucional e Desenvolvimento da Cidadania (SAI), contribui com a formação de valores fundamentais sobre a importância do exercício pleno da cidadania e o controle social para a correta aplicação do dinheiro pelos gestores de instituições públicas, sejam municipais ou estaduais.
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Tribunal em Contas: Uma Lição de Cidadania Esta história em quadrinhos foi desenvolvida com o objetivo de estimular nos estudantes a vivência de valores fundamentais para o exercício da cidadania e do controle social. Além disso, a obra esclarece de forma didática o funcionamento do Tribunal de Contas. |
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Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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