Mato Grosso
Etapa de vacinação contra a febre aftosa começa em 1º de maio
A primeira etapa de vacinação contra febre aftosa de 2019 começa na quinta-feira (02.05) e segue até o dia 31 de maio. Na primeira etapa é obrigatória a imunização de todos os bovinos e bubalinos, de mamando a caducando, com exceção para os animais de propriedades localizadas no baixo pantanal mato-grossense.
De acordo com o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), Tadeu Mocelin, cerca de 30 milhões de animais devem ser vacinados nesta etapa. “A partir deste sábado (27.04), o produtor já poderá adquirir a vacina nas revendas autorizadas. Após a imunização do rebanho, ele deve fazer a declaração da vacinação com a contagem dos animais por idade e sexo, juntamente da nota fiscal da compra das vacinas e apresentar no Indea do seu município, até o dia 10 de junho”.
A multa para quem deixar de vacinar o rebanho dentro do período da campanha é de 01 UPF (Unidade Padrão de Fiscal) por cabeça de gado não vacinado. O produtor que atrasar a comunicação fica impossibilitado de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) por um período mínimo de 30 dias.
Sanidade do rebanho
A última ocorrência de febre aftosa em Mato Grosso foi registrada em 1996. E desde 2001, o Estado é reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa com vacinação, e desde então tem mantido o status sanitário.
Segundo Tadeu Mocelin, Mato Grosso há 12 anos mantém o índice de vacinação acima de 99%. “Esse dado representa o comprometimento do produtor rural, do serviço veterinário oficial e de todos os demais envolvidos na cadeia produtiva”.
Para o diretor técnico do Indea, Alison Cericatto, sanidade é essencial. “Sem sanidade não chegamos a lugar algum. É extremamente importante que o estado mantenha o status sanitário. E mais do que conquistar é manter o status sanitário para conseguir acessar todos os mercados. Isso mostra a força do serviço de defesa sanitária do estado e o comprometimento do produtor rural, um trabalho de consciência sanitária feita ao longo dos últimos anos, que se traduz no status de 23 anos de livre da ocorrência de febre aftosa com vacinação”.
Para o Coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea-MT, João Nespoli, a manutenção do status se deve ao trabalho conjunto executado pelos setores público e privado. “Estamos há mais de duas décadas sem foco de febre aftosa, graças a trabalhos como esse, onde o produtor e os governos federal e estadual fazem a sua parte. Um trabalho em parceria que tem gerado bons resultados à pecuária em Mato Grosso”.
Em maio de 2018, o Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), como país livre de febre aftosa com vacinação. Segundo o superintendente Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA-MT), José Guaresqui, esse reconhecimento é fruto de um trabalho de longo prazo realizado no país e que abrirá mercados para a carne brasileira, gerando divisas para o país, ampliando o volume de exportação.
Cuidados
É importante que o produtor fique atento aos cuidados ao realizar a vacinação do rebanho, como comprar vacinas somente de revendas registradas; manter as vacinas na temperatura correta entre 2°C e 8°C (no gelo) até o momento da aplicação, respeitando a medida de três partes de gelo para uma de vacina; lembrar que a higiene e a limpeza são fundamentais; agitar o frasco antes de usar e aplicar a dosagem de 2 ML em cada animal; aplicar na tábua do pescoço, embaixo da pele.
Fronteira
Durante 35 dias, 12 equipes do Indea compostas por médicos veterinários e agentes fiscais, irão atuar na fiscalização da vacinação contra febre aftosa em propriedades rurais, nos municípios de Cáceres, Porto Espiridião, Pontes e Lacerda, e Vila Bela da Santíssima Trindade, na área de 15 km de fronteira seca com a Bolívia. Nesta etapa, serão selecionadas 271 propriedades, de acordo com análise de risco embasado no relatório de vigilância veterinária, atividade que vem sendo realizada na região desde 2007.
Para a realização da atividade o Indea conta com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do setor produtivo por meio do Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa-MT).
Brucelose
O produtor pode aproveitar o manejo do rebanho para vacinar as fêmeas com idade de 03 a 08 meses contra brucelose. A primeira etapa da campanha teve início em 1º de janeiro e vai até 30 de junho. A vacinação precisa ser feita uma única vez. A apresentação do atestado de vacinação emitida pelo médico veterinário deve ser feita até 02 de julho de 2019, nos escritórios do Indea.
É proibida a vacinação em machos de qualquer idade e de fêmeas com idade superior a oito meses. As bezerras deverão receber a marca com o algarismo final referente ao ano da vacinação. A vacinação deve ser feita por médico veterinário ou vacinador sob sua supervisão.
Mato Grosso
Via Brasil investe R$ 16 milhões para aumentar a segurança em trecho crítico da BR-163 no Mato Grosso
Obras de correção de traçado na Serra do Cachimbo já começaram

Foto- Assessoria
A Via Brasil BR-163, concessionária responsável pela administração de 1.009 quilômetros da BR-163/230, iniciou importantes obras de correção de traçado em três pontos estratégicos da Serra do Cachimbo, no município de Guarantã do Norte (MT).
Com investimento de aproximadamente R$ 16 milhões, as intervenções têm como principal objetivo aumentar a segurança viária, reduzir o número de acidentes e proporcionar melhores condições de tráfego em um dos trechos mais críticos da BR-163 no estado.
As obras de correção de traçado consistem em intervenções voltadas à modernização da infraestrutura e a adequação das curvas da pista, o que garantirá melhor visibilidade aos motoristas e reduzirá o risco de tombamentos.
Trecho crítico com histórico de acidentes
A Serra do Cachimbo é reconhecida como um dos pontos mais sensíveis da BR-163, com histórico de ocorrências, principalmente tombamentos de caminhões. Diante desse cenário, a Via Brasil BR-163 vem intensificando ações de segurança viária no segmento.
Como medida inicial, já foram implantados medidores de velocidade nos pontos considerados mais críticos. Agora, a concessionária avança com a correção de três curvas estratégicas, promovendo uma rodovia mais segura e confiável para todos os usuários.
Locais das intervenções
As obras de correção de traçado estão previstas para três pontos da BR-163, todos localizados no município de Guarantã do Norte:
- Primeira curva – Km 1102+447
- Segunda curva – Km 1103+387
- Terceira curva – Km 1109+334
A entrega ocorrerá em três etapas: a primeira curva tem conclusão prevista para maio, a segunda para junho e a terceira para agosto.
Sinalização e segurança durante as obras
Com foco na proteção de vidas e na segurança operacional, a Via Brasil BR-163 implantou sinalização provisória nas frentes de serviço. Seguindo as diretrizes do DNIT, placas de obras foram estrategicamente posicionadas para orientar os condutores com clareza.
Para reforçar a redução de velocidade e aumentar a percepção de risco nos trechos em obras, também foram instaladas lombadas provisórias. As medidas garantem um ambiente mais seguro tanto para os usuários da rodovia quanto para os colaboradores que atuam nas intervenções.
Ao término das obras, toda a sinalização provisória será retirada, com a plena normalização do tráfego e a entrega de um traçado mais seguro e adequado às características do trecho.
Mato Grosso
Falta de infraestrutura impede eletrificação total em MT, aponta presidente do Sindenergia

O tema será um dos principais pontos do Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, que acontece nos dias 12 e 13 de maio, em Cuiabá, no UNISENAI, promovido pelo Sindenergia-MT.
Segundo o presidente do sindicato, Carlos Garcia, a transição energética no estado precisa considerar a realidade da infraestrutura disponível e o custo dos investimentos.
“Eu não consigo eletrificar o estado de uma vez só, porque não tem infraestrutura elétrica para isso. Precisaria de muito investimento e isso iria para a tarifa e a população pagaria ainda mais caro. Então não conseguimos fazer”, afirmou.
A avaliação é de que a saída passa por um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano, aproveitando o potencial regional de cada área do estado.
“Todas as fontes são importantes e complementares. Nenhuma delas é capaz de atender toda a demanda sozinha”, disse.
A proposta defendida pelo setor é que o estado avance em um planejamento energético regional, levando em conta as características de cada região. Em áreas com maior infraestrutura elétrica, a eletrificação pode avançar. Já em regiões com menor capacidade, alternativas como geração a partir de resíduos e biomassa ganham espaço.
“Em locais onde não tem infraestrutura elétrica suficiente, a gente precisa trabalhar com o que tem ali. Se há potencial para biometano ou biomassa, é isso que deve ser explorado”, explicou.
O Encontro da Indústria do Setor Elétrico deve reunir representantes do setor produtivo, investidores e especialistas para discutir caminhos práticos para a transição energética em Mato Grosso, incluindo soluções que reduzam custos e evitem pressão sobre a tarifa de energia.
Além do debate técnico, o evento também busca aproximar empresas e soluções, com foco em geração de negócios e aplicação prática das tecnologias discutidas.
Mato Grosso
Fachin nomeia Rabaneda para laboratório que mira erros judiciais
Estrutura do Conselho Nacional de Justiça vai atuar na prevenção de falhas do sistema penal, com foco na qualificação de provas e na proteção de direitos fundamentais

Foto=- Assessoria
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, nomeou o conselheiro Ulisses Rabanedapara a presidência do Laboratório Justiça Criminal, Reparação e Não Repetição, marcando um avanço no enfrentamento dos erros judiciais no país. Instituído pela Resolução nº 659/2025, o grupo técnico foi criado com a proposta de modernizar o sistema penal brasileiro, atuando na prevenção de falhas estruturais que resultam em violações de direitos e condenações injustas.
A estrutura funcionará como um centro de inteligência, responsável por formular diretrizes nacionais, qualificar a produção de provas e analisar casos emblemáticos julgados pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e por organismos internacionais de direitos humanos.
A iniciativa foi destacada pelo ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, como uma mudança de paradigma ao tratar o erro judicial como um problema estrutural. Em artigo, ele cita casos emblemáticos que evidenciam falhas graves no sistema, como o Caso Evandro, no qual o tribunal reconheceu condenações baseadas em confissões obtidas sob tortura e sem provas válidas produzidas sob o contraditório.
Outro exemplo mencionado é o caso da 113 Sul (Marlon), em que houve a anulação de uma condenação mantida por anos com base quase exclusiva em elementos colhidos na fase de investigação, sem respaldo suficiente na prova judicial. Para o ministro, episódios como esses demonstram o custo humano dos erros judiciais e a necessidade de mecanismos permanentes de prevenção.
À frente do laboratório, Rabaneda afirma que a prioridade será transformar falhas em aprendizado institucional. “Nosso objetivo é estruturar diretrizes que fortaleçam a produção de provas, protejam direitos fundamentais e reduzam o risco de condenações injustas”, disse.
Ele também destaca o caráter colaborativo da proposta, que prevê a participação de magistrados, especialistas e da sociedade civil na construção de soluções aplicáveis a todo o sistema de justiça.
Outro eixo da iniciativa é a reparação de danos causados por erros judiciais, com medidas que vão além da indenização financeira e incluem reconhecimento institucional e ações para evitar a repetição das falhas.
“Com atuação técnica e integrada, o laboratório deve consolidar uma política judiciária voltada à prevenção de erros e ao fortalecimento da confiança da sociedade na Justiça”, finaliza Rabaneda.
A proposta do laboratório também inclui a realização de oficinas, capacitações e estudos de caso, com o apoio da Rede de Inovação do Judiciário, buscando maior eficiência e padronização das práticas processuais.
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