Mato Grosso
Etapa estadual de esportes individuais começa nesta quinta-feira (13)
Realizada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte Lazer (Secel-MT), a competição reúne, até domingo (16), atletas de 12 a 17 anos em busca dos títulos de campeões estaduais. As modalidades em disputa são atletismo, badminton, ciclismo, esgrima, ginásticas artística e rítmica, judô, karatê, natação, taekwondo, tênis de mesa, vôlei de praia e wrestling.
No total, mais de 1.600 atletas de vários municípios mato-grossenses participam das competições. Cerca 900 estudantes na faixa etária de 12 a 14 anos competem nos Jogos Escolares, e outros 750 estudantes de 15 a 17 anos, nos Jogos Estudantis.
De acordo com o superintendente de Desporto Escolar da Secel, Marcelo Cruz, os números do evento superam as expectativas a cada ano e as parcerias envolvidas na organização possibilitam que o evento esportivo seja realizado de forma bem estruturada de acordo com as regras de cada modalidade.
“Contamos com a parceria do município de Várzea Grande, que possui uma equipe experiente na realização do evento junto com a gente. Temos também o suporte das Federações Estaduais das modalidades envolvidas nas disputas. Juntos, vamos realizar as competições de forma bem organizada para garantir uma excelente experiência aos nossos jovens atletas”, expõe o superintendente.![]()
As competições têm Várzea Grande como município-sede, e acontecem simultaneamente, de 14 a 16 de julho, em diferentes espaços esportivos, incluindo alguns de Cuiabá. Pela manhã, as provas começam às 7h30, e à tarde, a partir das 13h30.
O ginásio Fiotão, no centro de Várzea Grande, recebe as modalidades de badminton, ginásticas artística e rítmica. As demais disputas que ocorrem na cidade industrial são: ciclismo, no bairro Chapéu do Sol; judô, karatê, taekwondo e wrestling, no Centro de Iniciação Esportiva (CIE) do loteamento Alice Gonçalves de Campos; vôlei de praia, na Arena da Vila Sadia; e xadrez, no Anexo II do Centro Educacional do bairro Jardim Marajoara.
Nos espaços esportivos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, serão disputadas as provas de atletismo (Centro Olímpico de Treinamento – COT), e de natação (Piscina Olímpica). Ainda na capital mato-grossense acontecem as partidas de tênis de mesa, que serão realizadas no ginásio do Complexo Esportivo Dom Aquino.
De variadas regiões de Mato Grosso, 48 municípios mato-grossenses contam com representantes no evento esportivo, dentre os quais: Água Boa, Alta Floresta, Araputanga, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Diamantino, Juara, Lucas do Rio Verde, Nossa Senhora do Livramento, Paranaíta, Pedra Preta, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, e muitos outros.
Os atletas campeões de cada modalidade e gênero representarão Mato Grosso nas fases nacionais de sua respectiva competição.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana
Mato Grosso
Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher
Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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